sábado, 26 de janeiro de 2013

NEGÓCIOS COLABORATIVOS

"Considero feliz aquele que quando se fala de êxito busca a resposta em seu trabalho."
(Ralph Waldo Emerson)


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de emprego, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais. 
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, aos poucos vamos trilhando um novo caminho. A construção de uma sociedade fundamentada na valorização das pessoas, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".O caminho do desenvolvimento sustentável deve estar focado na promoção de condições de trabalho e renda para todos bem como na geração de protagonismo nos territórios, na valorização da cultura e no fomento a uma economia que contemple oportunidades a todos. Para se atingir o equilíbrio entre a geração de trabalho, empreendedorismo, promoção dos direitos, autonomia e qualidade de vida, a diminuição das desigualdades é fundamental. Há de existir oportunidades para todos!
Não há dúvidas de que muitas conquistas foram alcançadas nos últimos anos. A diminuição dos níveis de miséria e pobreza, a ampliação do acesso a educação, o aumento do poder de consumo, a lei geral das micro e pequenas empresas trouxeram milhões de brasileiros para um novo patamar de cidadania. Contudo, ainda enfrentamos importantes desafios.
São necessárias medidas inovadoras e integradas para desenvolver empresas e negócios sociais, criativos, sustentáveis e inclusivos capazes de impulsionar a criação de trabalho (e não emprego), ampliar a formação e as competência empreendedoras, ampliar o conceito de encadeamento produtivo incorporando os empreendedores individuais nas cadeias de valor, melhorar as medidas e marcos regulatórios dos setores e facilitar o processo de transição. Precisamos quebrar nossos próprios preconceitos sobre modelos de negócios e sobre processos que gerem renda e desenvolvimento intelectual às pessoas.
A base para uma nova economia está nas pessoas, na educação e na garantia de seus direitos e oportunidades. Essa responsabilidade deve ser compartilhada pelos governos, empresas, trabalhadores, sociedade civil, eu e você. Podemos contribuir com a melhoria da qualidade de vida, da autonomia e da possibilidade de sonhar e realizar um novo jeito de viver. Um novo jeito de empreender. Sim! Novos modelos de negócios vem surgindo, mas as pessoas ainda têm medo. Preferem acreditar no modelo tradicional de carteira assinada para sempre - que naturalmente será insustentável.
Ser competitivo pode ser também colaborativo e solidário, tanto entre as pessoas, como entre as empresas e as empresas, e entre todos e a natureza respeitando-se os limites do planeta. A educação é a base para a criação de uma nova consciência com o reconhecimento das responsabilidades consigo, com o outro e com o mundo. Eu acredito e faço parte! E você?

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