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sábado, 4 de agosto de 2012

NO RECOMEÇO: AUTOCONFIANÇA

O mais importante para o homem é crer em si mesmo. 
Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, 
ninguém alcança o triunfo a que aspira.
-- Thomas Atkinson --


Na próxima semana, faço uma nova aposta com relação à minha carreira... Para alguns, pode parecer andar para traz. Para outros, a volta por cima. Pra mim, apenas mais um passo! 
Vários sentimentos se misturam. Várias certezas desmoronam. Vários sonhos se refazem.
Justamente por isso, neste sábado, resolvi reeditar um texto que escrevi sobre autoconfiança para a minha coluna "Boca no Trombone" no jornal MogiNews. Espero que gostem...

quinta-feira, 1 de março de 2012

AUTOCONFIANÇA

"Creia em si, mas não duvide sempre dos outros."
Machado de Assis



Na semana passada, coloquei um post aqui no Lounge Empreendedor falando sobre proatividade. Fiquei muito feliz com os comentários e um deles me despertou o desejo em escrever sobre uma nova característica do comportamento empreendedor. Afinal, para ser proativo é preciso uma virtude anterior: autoconfiança.
Em termos simples, autoconfiança significa confiança em si mesmo para inspirar confiança aos outros. Quando há um estado de dúvida e incerteza nas suas capacidades, a vida parece mais difícil e seus comportamentos e atitudes são inevitavelmente afetados negativamente. Emergem dúvidas, os receios e os medos passam a comandar a vida, e os pensamentos negativos passam a ser uma constante.
E sabe o que é pior? A sua estrutura mental vai se acostumando com essa forma de pensar e começa a enraizar de forma negativa o processamento de qualquer informação, estímulos, situações e os desafios na vida são visto à luz do pessimismo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VALORIZE O QUE VOCÊ TEM DE MELHOR

As diferentes partes da nossa vida, a física, mental, social, espiritual, estão profundamente interligadas. Não podemos simplesmente considerar cada parte isoladamente. Um dos mais importantes princípios do desenvolvimento pessoal é que as suas áreas mais fracas podem limitar sua habilidade de tirar vantagem das suas áreas mais fortes.
Muitas vezes, somos identificados pelas pessoas por nossa área mais forte: este é o atleta (física) ou o intelectual (mental). Fulano é o brincalhão (social). Sicrano é o cristão (espiritual). E aí mora o perigo: é muito fácil cair na armadilha de deixar as suas outras áreas para trás e com isso, enfraquecerem ainda mais.
Para um efetivo desenvolvimento pessoal, e consequente melhor desempenho profissional, é preciso aprender a lidar com as nossas próprias fraquezas. É mais tentador trabalhar nos pontos fortes, mas nossa capacidade de trabalho se multiplica quando com persistência determinamos uma forma de lidar com as fraquezas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ATITUDE SEMPRE

Você já parou para pensar em qual tem sido o seu papel na construção por um mundo melhor?
Sempre ouço as pessoas se perguntando sobre o mundo que deixaremos aos nossos filhos, mas de uns tempos pra cá, penso muito mais nos filhos que deixaremos para o mundo. De que adianta dar-lhes a melhor educação, as melhores roupas ou os brinquedos mais modernos se não lhes dermos sentido?!? O que lhes faz tomar determinadas atitudes?!?
A ética, a integridade, a responsabilidade, o respeito às leis e ao próximo, o amor, a sustentabilidade, a vontade de se superar, o comprometimento e a crença nos próprios valores são princípios que moldam as atitudes de qualquer pessoa... Será?!? Estes mesmos princípios parecem estar cada vez mais fora de moda quando vemos ministros demitidos a cada dois meses, escândalos com verba pública, assassinatos entre pais e filhos e tantas outras notícias que pautam a mídia tradicional e digital.

domingo, 22 de janeiro de 2012

NOVAS PROFISSÕES


Adoro compartilhar boas notícias com vocês no Lounge Empreendedor.
Depois de tramitar por quase 10 anos, a presidente Dilma Rousseff sancionou, na última quinta-feira (19), leis que regulamentam a profissão de turismólogo (Lei 12.591/12) e também as profissões de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador (Lei 12.592/12). A presidente também vetou artigos dos projetos que exigiam o diploma ao profissional e registro em um órgão federal.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CARREIRA: ENTRE O SER E O TER


Ao longo de nossa vida pessoal e profissional acumulamos hábitos e atitudes que podem tornar nossa carreira um sucesso, ou simplesmente levá-la ao ostracismo. Uma condição que, invariavelmente, acaba nos levando a insatisfação, depressão, insegurança ou diversos outros sentimentos de frustração. Ninguém gosta de se sentir parado como poste esperando pelo próximo cachorro em apuros ou pior: andando para trás como siri.
A primeira semana de um novo ano pode ser muito importante para quem deseja buscar novas oportunidades profissionais. E se você é uma dessas pessoas e procura a tão sonhada projeção profissional, alguns passos são decisivos se incorporados no planejamento e autogerenciamento da sua carreira.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CARREIRA E EMPREGO

"Há sempre um momento no tempo em que uma porta se abre e deixa entrar o futuro."
Graham Green

Saber o momento certo para mudar de emprego não é fácil. É preciso ver além do salário e dos benefícios oferecidos e ter certeza do caminho que se pretende seguir em longo prazo. Quais são as suas metas? De que forma você pretende se engajar na sua profissão?
A verdade é que uma grande parcela dos jovens que chegam ao mercado de trabalho não faz distinção entre emprego e carreira. Muitos chegam às empresas planejando ficar apenas alguns meses no cargo. Outros não conseguem visualizar as etapas necessárias para transformar a oportunidade do emprego em um importante passo à carreira. A busca por resultados imediatos e, normalmente por aumento de salário, pode encerrar ciclos profissionais prematuramente.

sábado, 26 de novembro de 2011

MATURIDADE PROFISSIONAL

Não é mais novidade, afirmar que as competências e o comportamento dos funcionários são mais importantes para as empresas do que os conhecimentos técnicos apresentados no currículo. Formação acadêmica, cursos extracurriculares e todo e qualquer esforço pessoal no sentido de aprimoramento de conhecimentos técnicos perdem o sentido sem habilidades e atitudes compatíveis com os cargos e atribuições da função.
Tenho certeza que você já ouviu falar em (ou até mesmo foi rotulado como) profissional júnior, pleno e sênior? Muitas vezes, tais classificações não refletem apenas o nível de conhecimento dos colaboradores, mas (principalmente) suas experiências, vivências e maturidade, dentro e fora da empresa.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ADOLESCENTES VERSUS OBSOLECENTES


Por Luiz Algarra*

Nós nos esforçamos, por tantos anos, para manter nosso foco, que agora estamos estranhando o modo multitarefa como nossos jovens vivem e, já começamos a falar em mal funcionamento das novas gerações.
Durante um tempo, as pessoas mais velhas se referiram à informática (lembram desse termo?) como algo importante que merecia ser aprendido. Hoje, apontam para os jovens e dizem que há algo errado numa geração sem foco, dominada pela tecnologia digital, com um enorme déficit de atenção e pouca profundidade temática. Nossos filhos não estão se encaixando em nossas projeções e por isso estamos pensando que pode haver algo de errado com eles.
Creio que estamos chegando a um ponto importante da história do uso da tecnologia, no qual os jovens conectados passam a disputar mercado com seus preceptores e por isso passam a ser repelidos com uma série de rótulos. Por que o abismo tecnorrelacional entre as gerações vem se acentuando? Porque, para muitos de nós com mais de quarenta anos, a intensidade e variedade dos objetos de linguagem já atingem uma velocidade quase insuportável.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PRIMEIRO DIA


Nunca saberemos o quanto estamos prontos para uma nova atividade até efetivamente passarmos por ela. Começar em um novo emprego é como voltar a ser criança e perceber que será preciso (re)aprender a dar os primeiros passos para conquistar um novo mundo!
Há exatamente uma semana, me vi pesquisando sites, lendo livros e dicas sobre o assunto e justamente por isso, resolvi preparar um post que abordasse resumidamente a questão para os leitores do Lounge Empreendedor. Se você está iniciando em um novo emprego, uma nova atividade ou até mesmo uma nova lotação dentro da empresa em que já trabalhava, provavelmente tem desafios bem semelhantes com os que eu vivi nos últimos dias.
Dizem que é raro termos uma segunda chance de causar uma boa impressão, e como geralmente isso é verdade, essa sensação acaba causando boa parte do stress do primeiro dia de trabalho. Além da preocupação com a imagem e impressão que geramos, existem as complexidades técnicas e funcionais que serão necessárias descobrir e entender.
Por isso, comece assumindo aquilo que você efetivamente é. Nenhuma dica fará sentido se você precisar fingir ser quem você não é.

sábado, 13 de agosto de 2011

SORRIA. SUA CARREIRA AGRADECE!

"Deixe algum sinal de alegria, onde passes."
Chico Xavier


Não suporto gente mal humorada! Quem me conhece, sabe que mesmo nos momentos em que uma crise parece se anunciar, prefiro manter minha opção em viver em um ambiente descontraído e alegre.
Estudos recentes comprovam que sorrir ajuda a fazer conexões, traz dinheiro e, além de tudo, faz bem à saúde.
Uma simples risada é capaz de mover 28 músculos da face. Alguns elevam os cantos dos lábios enquanto outros fazem os olhos se contraírem formando o famoso pé-de-galinha, uma marca irrelevante para quem deseja ser feliz. Cabe ao músculo orbicular ser o responsável pelo verdadeiro sorriso, aquele que demonstra a emoção pura. Isso porque ele se contrai e se distende involuntariamente e faz com que o sorriso sincero crie a tão desejada empatia.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

FADIGA

“Uma das traumáticas mudanças pelas quais está passando este país é que a busca da eficiência a todo custo e o excesso de competição entre as empresas está moendo as pessoas. Do ponto de vista humano é cruel. Do ponto de vista econômico é contraproducente”.
(Edward Nicolae Luttwak)


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO


Adoro escrever textos que gerem comentários que me inspirem a produzir novos posts para o Lounge Empreendedor. Há 2 semanas, usei o conceito de Resiliência na série “Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo” e graças ao comentário do Roberto Ambrosio, senti a necessidade de explorar também o conceito de FADIGA. Afinal, nem todo empreendedor nasce sabendo como lidar com esse momento consigo e com seus funcionários.
A palavra fadiga é usada cotidianamente para descrever uma sensação penosa causada pelo esforço ou trabalho intenso. Um tipo de cansaço que se confunde com estafa e esgotamento físico ou mental.
Você já se sentiu assim? Saiba que não está sozinho.Fadiga é onipresente na vida cotidiana e seu maior problema se relaciona ao sofrimento psíquico que pode desencadear. Enquanto as empresas exigem cada vez mais que seus colaboradores, um contingente expressivo de pessoas se queixa de dores de cabeça e musculares, cansaço persistente, dificuldades de memorização e concentração, ou ausência do (delicioso) sono reparador.

domingo, 10 de abril de 2011

CONSUMIDOR 2.0

No último sábado, participei de um debate sobre o Consumidor 2.0 com Samantha Shiraishi  e Tulio Malaspina  no E-Commerce Vale em São José dos Campos.
Falar sobre as oportunidades e desafios para o comércio eletrônico em uma das regiões mais ricas do interior paulista é a certeza de um mercado promissor que cada vez mais se consolida fora das metrópoles e dos grandes Estados brasileiros. É a interiorização da economia!
No mercado web essa questão é ainda mais fácil, afinal não existem fronteiras para o consumidor 2.0.
Sob essa perspectiva, começamos o debate com o flashmob abaixo.



Você já parou para pensar sobre qual tem sido o seu posicionamento na web?
Mesmo que você nem perceba, o Consumidor 2.0 observa sua marca e espera de você atitudes éticas.
Qualquer pequena atitude pode fazer o "mundo" aplaudir ou vaiar a sua marca.
O Consumidor 2.0 não é mais apenas um cliente. Ele é seu fã, defensor e quase seu próprio sócio. Seja pró ou contra, várias vezes é ele quem dita regras por você.
Comentários, testemunhais, colaboração em blogs, vlogs, podcasts, wikis, twitter, facebook... São infinitas as possibilidades para o consumidor 2.0 falar, interagir ou dar opinião.
Veja o vídeo da Daniely Argenton. Ela se fez ouvir.


O site criado por Daniely foi visitado por mais de meio milhão de pessoas, suas declarações foram vistas  mais de 90 mil vezes no Youtube, e vários sites divulgaram a reclamação, como o Mundo do Marketing, por exemplo.
Rapidamente, a voz do consumidor 2.0 se amplifica por meio das mídias sociais. A informação nunca foi tão valiosa, mas tão potencialmente prejudicial para aqueles que não souberem lidar com ela.
Vivemos um conjunto de transformações técnicas, econômicas e comportamentais que proporcionaram a emergência desse novo consumidor. A nova e melhorada Web 2.0 é reforçada com streaming de vídeo, conteúdo gerado pelo usuário, RSS feeds e widgets que a tornaram mais útil, mais pessoal e mais customizável transformando a maneira como nos relacionamos com as várias marcas. O consumidor está no controle da sua imagem. Por isso, não faça nada fora dos eixos éticos. De anônimos e inofensivos, rapidamente eles podem ganhar voz e seguidores contra ou a favor da sua marca.
Pense nos consumidores 2.0 como sua nova equipe de merchandising!
Duvida?
Um estudo realizado em julho de 2007 pela Razorfish Digital Consumer Behavior Study faz um raio-X sobre esse novo cliente que sua marca pode conquistar:

60% personalizam sua página de entrada
56% usam RSS nessas páginas para se manterem atualizados
70% Lêem blogs regularmente
41% têm seu próprio blog ou faz posts freqüentemente
67% assistem vídeos no YouTube ou site similar regularmente
42% compram musicas on-line
71% já assistiram algum programa de TV pela Internet
62% fizeram suas comprar através de recomendações e mecanismos de ajuda personalizada
54% começam sua experiência de compra em mecanismos de busca como o Google
50% freqüentam redes sociais
49% subiram algum vídeo nos últimos três meses
53% compartilham dados com outros usuários através de serviços como o del.icio.us
82% usam recursos de inteligência coletiva como nuvem de tags, “mais popupar”, wikis.
55% indicam que a opinião e os votos dos usuários são fatores de maior ajuda nas decisões de navegação por conteúdo relevante
37% utilizam algum tipo de serviço pelo celular como notícias, vídeos, previsão do tempo.

Como se destacar neste cenário?
A resposta é transparência, valores sólidos e engajamento.
Sua marca precisa se aproximar do Consumidor 2.0 não apenas para vender, mas para envolvê-lo em causas que transcendam o produto criando espaços para que interajam e mudem a vida das pessoas de forma a criar experiência e valor.
Seu novo cliente não quer apenas produtos, ele quer experiência com a sua empresa.
Marcas como Nike, Nokia, Lego, Mentos já perceberam oportunidades para inovar e desenvolver campanhas de publicidade arrasadoras, que ganham prêmios, engajam seguidores e conseqüentemente, vendem produtos.
Parece possível apenas a grandes marcas?
Na verdade, seja qual for o tamanho da sua empresa, você não pode mais fechar os olhos para essa nova maneira de fazer negócios. Na web 2.0, as empresas não têm tamanho. Seu budget definirá o tamanho da sua investida na rede. Você pode começar experimentando em plataformas como as “fã-pages” do Facebook.
Existem vários caminhos a seguir. Tome cuidado para não mergulhar na onda apenas por modismo e não conseguir responder às demandas de seus novos clientes. Lembre-se dos vídeos do início deste post! O Consumidor 2.0 pode aplaudir ou criar um vídeo criativo para viralizar nas redes sociais.
Estabeleça um planejamento digital que determine onde você pretender chegar e o que deve fazer no curto, médio e longo prazo. Se você não possuir esse norte orientador, corre o risco de tomar decisões que acertem no curto prazo, resvalem no médio prazo e se percam no longo prazo.
Para entender o Consumidor 2.0 é preciso perceber sua conectividade full-time, a democratização dos recursos computacionais, a comoditização cada vez maior dos bens materiais agregada à valorização dos bens imateriais e a tribalização dos hábitos e da cultura.
Esteja pronto a fazer do seu cliente a pessoa mais importante do seu negócio. É preciso pensar em segmentação e em customização. É preciso oferecer possibilidades de geração de conteúdo pelos próprios usuários, fazer conexão entre várias redes sociais, oferecer acesso prático para várias plataformas e dispositivos.
O Consumidor 2.0 está batendo à sua porta ou seria melhor dizer que ele está pedindo para te seguir?!?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NÃO É O DINHEIRO, ESTÚPIDO


Extrai esse texto de Nizan Guanaes da coluna econômica do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul. Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC.

"Sou, com frequência, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais. Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.
Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio. Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.
É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: ‘Eu também não, meu filho'.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.
A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia. É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).
Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não dê férias para os seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: ‘Eu não disse? Eu sabia!'.
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama ‘sucesso'. Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.
Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global. Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MÍDIAS SOCIAIS - UMA NOVA PROFISSÃO

Logo após minha primeira participação na Campus Party Brasil 2011, tive contato com esse texto publicado na Folha OnLine.
Não tenho a menor dúvida de que as empresas que mantiverem seus olhos fechados para essa realidade ficarão para trás em questões de marketing e competitividade.
Mas tome cuidado: você precisa escolher a pessoa certa. Mais do que entender de sistemas, um bom analista de redes sociais deve gostar de RELACIONAMENTO e de PESSOAS.
O que você acha?
Saiba mais sobre essa nova profissão.

Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais
por Folha OnLine


Ficar de olho em Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e blogs deixou de ser um passatempo e virou profissão.
Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais para divulgar serviços e se aproximar de clientes. Para os iniciantes, os salários variam de R$ 1.000 a R$ 3.000, mas os experientes ganham até R$ 10 mil.
Rafael Matos, que atua como analista de redes sociais, diz que precisa ter jogo de cintura para atender a demandas.
Segundo pesquisa da Deloitte feita com 302 empresas brasileiras em fevereiro deste ano, 70% delas fazem monitoramento on-line e 55% recorreram a um profissional para cuidar do setor.
Rafael Matos, 27, analista de redes sociais da imobiliária Lopes, monitora perfis em redes sociais e diz que precisa de jogo de cintura para atender a todas as demandas. Ele conta que lidar com reclamações contra a empresa também é sua tarefa.

BOA LARGADA

Para ser um analista de mídias sociais, é preciso ter habilidade na escrita, conhecimento de marketing e familiaridade com redes.
Esses profissionais, também conhecidos como SMO (Social Media Optimization, ou otimização de mídia social), devem ter perfil inovador, diz Deni Beloti, consultor da Fellipelli. "Dinamismo, criatividade e imediatismo fazem parte do perfil."
Para Cely Carmo, gerente de estratégia da Burson Marsteller, organizações esperam iniciativas arrojadas dos analistas. "É preciso criar relacionamento com seguidores e conhecer "a fundo" a marca que divulga", afirma.
Na Ideia S/A, agência de mídias sociais, a maioria dos analistas tem diploma de jornalismo ou publicidade.
"Há profissionais formados nas áreas mais diversas, como turismo", revela Daniela Habif, coordenadora de conteúdo digital da empresa.
Há dois anos, o publicitário Antônio Mafra, 29, foi contratado pela Porto Seguro. Ao perceber que a empresa não atuava em mídias sociais, sugeriu que a seguradora aderisse à novidade.
"Eu mesmo criei a minha função. Hoje esse é um dos principais canais de relacionamento com o cliente", diz.
Em contraponto, Mafra diz que os colegas ainda não entendem sua função. "Sou conhecido como o vagabundo da empresa", brinca.
O gerente de mídias sociais da Tecnisa, Roberto Aloureiro, 38, aponta outra preocupação: divulgar informações sobre a companhia.
"Penso dez vezes antes de publicar dados na rede. Meu trabalho é gerenciar crises, e não gerar uma", conta.

sábado, 24 de julho de 2010

COMPLEXOS TALENTOS

Estimular as pessoas a assumir responsabilidade pelo seu trabalho, promover um ambiente de desenvolvimento que propicie uma melhor atuação e mostrar como as pessoas podem progredir nas empresas são os três maiores fatores de impulso ao aprendizado e consolidação de equipes.
Empresários, de diversos segmentos e a frente de equipes dos mais diferentes tamanhos, procuram a fórmula mágica para os desafios da motivação e já perceberam que esse é um tema complexo que exige providências em várias frentes de gestão.
Não há poção, fórmula ou receita que funcione para todos!
Contudo, perder o medo e assumir que a complexidade das relações humanas é o material do qual a criatividade emerge, sendo estimulada, não conforme um planejamento prévio, mas através de um processo de auto-conhecimento e de comunicação espontânea auxilia a produção de resultados emergentes e a gestão de empresas prontas a oferecer oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento de carreira aos seus colaboradores.
Afinal, quem não conhece alguém que já se desligou de uma empresa simplesmente por não perceber mais oportunidades de desenvolvimento?
Empresas que não motivam seus funcionários arriscam-se a perder as pessoas mais talentosas bem como sua própria capacidade de reagir com rapidez e eficácia às mudanças do mercado. Vem daí a importância em promover a permanência de seus funcionários em sua equipe e potencializar sua produtividade por meio da motivação. Desenvolver um talento não requer apenas preparar os funcionários para um bom desempenho, requer reconhecê-los e deixá-los crescer. Ao perceber que a empresa valoriza seu trabalho e cria oportunidades de carreira, o colaborador se inspira a dar o melhor de si e a usar todos os seus recursos e habilidades.
Força física, dinheiro, tecnologia e informação já ficaram obsoletas como fator decisivo para o sucesso de qualquer empreendimento. Até mesmo o controle de qualidade, certificações, atenção ao cliente e responsabilidade ambiental já são considerados requisitos “normais” para as empresas. O maior diferencial competitivo atualmente (e nos próximos anos) será o talento humano e sua capacidade de inovar!
O novo paradigma do trabalho e da motivação envolve oferecer aos profissionais além de desafios, significado. Todos querem sentir que contribuem de maneira importante para o sucesso da empresa e para a melhoria de seu desempenho organizacional. Cabe ao líder criar um ambiente para que todos tenham atendidos seus desejos de prosperidade, de reconhecimento autêntico, de equilíbrio entre realização pessoal e profissional, de uso da criatividade, de serviço à organização, à humanidade, à natureza, etc. Enfim, de reconhecimento da complexidade humana como meio de aprendizagem contínua e de missão de vida!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião 
MogiNews em 24 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAÇA OU CAÇADOR


Currículo bem elaborado, networking, preparação para entrevista e bom marketing pessoal são as principais ferramentas para alcançar uma oportunidade profissional. Independente de estar ou não ativo no mercado, dependerá de você depositar um novo olhar sobre sua carreira e sobre as oportunidades que está disposto a empreender. Estar atento e de olho no mercado enquanto permanece comprometido com seu trabalho, não é pecado e pode fazer toda a diferença em um momento de recolocação.
Já ouviu falar na história do sapo prestes a ser cozido? Dizem que se a água não esquentar muito, ele nem percebe e pode, até, morrer feliz. E assim tem sido com aqueles que se acomodam em seus empregos e “deixam as coisas como estão para ver como é que ficam”. Normalmente, não ficam muito bem.
Inúmeros profissionais com sólida experiência aumentam as taxas do empreendedorismo por necessidade após uma reestruturação de funções na empresa ou quando se sentem prestes a receber o comunicado de demissão.
Após certa dose de acomodação, muitos deixam de perceber os sinais que vinham sendo dados por suas empresas e pelo mercado. Muitos deixam de investir em si e no desenvolvimento das competências necessárias a um cargo futuro. Outros investem em MBA acreditando que, em curto espaço de tempo, o título abrirá novas portas no mercado de trabalho ou na ascensão na própria empresa em que atuam. Não há dúvidas que bons cursos aumentam seu nível de empregabilidade, mas nem sempre são a garantia para uma guinada de carreira.
Se o seu currículo está repleto de cursos e títulos, mas sua vivência profissional está carente de experiências gerenciais modernas, tome cuidado! Existem diferentes formas de empregabilidade no mercado de trabalho atual. Diariamente surgem demandas em alta e é importante ser flexível, aproveitar as oportunidades e estar aberto a aceitar novos desafios.
Sua recolocação no mercado será fruto de um planejamento eficaz de carreira. Se você não planeja aquilo que espera para sua carreira, acabará realizando projetos dos outros, sem o direito de lamentar. Por isso, analise o seu momento atual e busque entender quando é a hora de buscar ou não uma nova oportunidade. Há quanto tempo você está no mesmo cargo? Existem possibilidades de crescimento na carreira? Quando digo crescimento, não é só financeiro, mas também de coisas novas a serem aprendidas. Equalize seus planos e sonhos, equilibre sua vida pessoal e profissional e só então defina seus próximos passos.
Lembre-se: uma empresa é o que é, e não mudará para atender as suas expectativas e necessidades. Se você não sente mais espaço é hora de parar de reclamar, de esperar o reconhecimento que não vem e o crescimento que sequer foi prometido. É hora de deixar de ser caça para ser caçador e de ousar colocar em prática o seu próprio projeto de vida.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?



Que tal falarmos um pouco sobre carreira? Você tem pensado sobre a sua empregabilidade nos dias atuais? Como tem conduzido sua carreira e as competências necessárias ao seu desenvolvimento?
Carreira é o caminho que você deseja percorrer em sua trajetória profissional e envolve o conjunto de atitudes, comportamentos e atividades que você executa e que resultam em sua experiência. Resumindo: sua carreira é o seu próprio patrimônio e deve ser administrada com competência e cuidado, pois são as suas escolhas que levarão você ao sucesso ou não.
No início do século passado, a carreira de uma pessoa dependia apenas da empresa e das promoções que ela lhe proporcionaria. Emprego era uma concessão dada aos trabalhadores e cabia às empresas determinar seus caminhos. Com o passar do tempo, as empresas conheceram os sindicatos, reguladores da concessão de empregos e de seus benefícios, mas a condução das carreiras dos empregados ainda ficava a cargo das próprias empresas e de suas políticas de promoção vertical.
Hoje com a competição global, o emprego não é mais da empresa e nem do trabalhador. O emprego passou a ser do cliente! Se o cliente não comprar seu produto ou seu serviço, não haverá emprego. Por isso, mais importante do que se preocupar com o seu emprego, gaste energia melhorando sua empregabilidade. Assuma comportamentos empreendedores que lhe permitam falar, inclusive em “trabalhabilidade”, pois logo não importará mais ter a carteira assinada, mas sim ter a capacidade de gerar trabalho e renda.
Desenvolva a possibilidade de acumular e manter atualizadas suas competencias, sua rede de relacionamentos e seus conhecimentos de forma a assumir o arbítrio sobre suas decisões e seus projetos de carreira. Assuma o leme de sua embarcação.
Mais do que um emprego, as pessoas procuram ter prazer naquilo que fazem, querem se orgulhar da missão de sua organização e da condução de sua liderança e buscam um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Entenda e se prepare para as novas relações de trabalho começam a se desenhar: contratações por projetos, interinidade de cargos, trabalho temporário, terceirizado, em casa... Nesse novo contexto, quem é você?
Um profissional padrão ou um profissional que pode agregar valor à sua organização? Qual é o seu diferencial?
O advento das competências no contexto organizacional traz uma nova moeda de extremo valor quando pensamos em empregabilidade. Ter a capacidade de promover soluções inéditas para problemas tradicionais, se auto conhecer, identificar suas aptidões e características de personalidade são dados importantes para o desempenho de sua carreira de forma competente e produtiva.
Cuidar da sua imagem e manter bons contatos com pessoas que podem ajudá-lo a atingir seus objetivos também auxiliam um bom plano de carreira, afinal uma rede de relacionamento consistente é a forma mais fácil e rápida de alavancar sua vida profissional.
Lembre-se que na era da empregabilidade, fazer carreira não é mais, simplesmente, crescer hierarquicamente em uma empresa. Fazer carreira é acumular competências perceptíveis que possibilitem experiências múltiplas e horizontais e abram as portas de um mercado inesgotável de possibilidades.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - Diário de Mogi
19 de março de 2010

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MARCA PESSOAL

Será que você vai sobreviver às novas mudanças do mundo? Você pensa o futuro como algo que, embora não possa ser previsto, tem que ser inventado? Você tem a mente aberta ou será devorado pela Síndrome de Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim..."?
Se essas perguntas deixam você ansioso, pense que a maioria das respostas define quem você é e a forma como se comporta.
A globalização e o aumento da competição têm transformado a dinâmica das empresas e certamente, a dinâmica da sua vida. Hoje a responsabilidade por gerenciar sua carreira não é mais do seu empregador, mas sua!
Para garantir-se no mercado, ter uma marca de pessoa íntegra, correta e sensata é o seu maior investimento, pois lhe dará crédito para começar de cabeça erguida, sem medo e com muitos aliados quantas vezes forem necessárias.
Não tenha medo de tornar-se uma pessoa conhecida, pois no mundo corporativo, quem não aparece, desaparece em um curto espaço de tempo.
É claro que para aparecer não adianta apenas seguir uma boa quantidade de dicas “enlatadas” de como se vestir e se comportar em público. É preciso que a sua marca venda um produto de efetiva qualidade. Criar uma boa marca pessoal requer que você SEJA um “produto de qualidade”, TENHA habilidades e conhecimentos para que depois MOSTRAR-SE ao mercado.
Por isso, busque recriar-se a cada instante, colocando excelência em tudo o que realiza. Não se considere apenas um profissional e sim um ativo de si próprio. Equilibre conteúdo com estilo, esqueça seu cargo e não se limite a seu salário, pois se você nunca fizer além do que você é pago, você nunca será pago além do que você faz!
Aprenda com as grandes empresas e pergunte-se diariamente: “O que eu faço que gera valor? Do que tenho mais orgulho? Como me diferencio da minha concorrência?”
E seja honesto nas suas respostas. Se você sabe quem é, pode promover uma marca pessoal autêntica, consistente e que seja convincente ao seu público.
Tudo o que você faz – e o que escolhe não fazer – contribui para sua marca pessoal, desde sua forma de falar no telefone até a forma como se comporta em reuniões ou redige e-mails. Se você for instável, minará seus esforços.
E para garantir o juízo correto do seu público, busque feedback através de métodos formais como avaliação 360 graus ou pedindo às pessoas mais próximas opiniões verdadeiras sobre seu desempenho.
Se quiser ir mais além, participe de processos seletivos, pois ainda que esteja feliz no seu atual trabalho, isso o ajudará a testar o valor de sua marca.
Só não se esqueça de um detalhe: fundamente sua marca de uma forma leal aos seus sonhos, valores e metas; só assim conseguirá ser leal também ao seu time, seus projetos e sua empresa.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 28 de novembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ARQUITETAS DO FUTURO




Tenho sido convidada para realizar algumas palestras sobre Mulheres, Sensibilidade e Negócios em função da prorrogação das inscrições para o prêmio Mulher de Negócios do SEBRAE para o dia 14 de setembro.
Pensando justamente nesses convites e no prêmio, queria compartilhar com vocês o artigo que publiquei em 07 de março de 2009, véspera do Dia Internacional da Mulher.

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Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas não quero acreditar que isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Muitas pessoas me procuram para perguntar: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Não sou o tipo de pessoa que goste de levantar a bandeira feminista e sou totalmente contrária à máxima “vamos tomar os lugares dos homens”, pois acredito que cada um de nós tem seu próprio lugar ao sol, se utilizarmos as nossas diferenças como competências complementares.
Em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza cega, a determinação fanática, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Como ‘arquitetas do futuro’ entendam que o futuro é gerenciável se começar no presente. Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.

Ana Maria Magni Coelho

Casada e mãe de 2 filhos.
Artigo publicado em 07 de março de 2009
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