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segunda-feira, 25 de junho de 2012

ENIGMA DA ESFINGE

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
-- Confúcio --
 

Tenho certeza que você já ouviu alguém lhe dizer que não são as respostas que movem os mundo, mas as perguntas certas feitas às pessoas certas. Há séculos, o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Ser ou não ser, eis a questão!
O famoso enigma da esfinge é extremamente necessário se desejamos efetivamente entender os rumos da existência humana . De nada adianta chefes de Estado de todo o mundo se reunirem em torno de uma pauta de desenvolvimento sustentável durante conferências como a Rio+20, se cada ser humano não se ocupar de entender seu próprio papel no mundo. A evolução é parte de um movimento que nos leva em alguma direção. Temos que começar de algum lugar, quais são as perguntas que devemos fazer hoje para, então, podermos ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

sábado, 26 de novembro de 2011

MATURIDADE PROFISSIONAL

Não é mais novidade, afirmar que as competências e o comportamento dos funcionários são mais importantes para as empresas do que os conhecimentos técnicos apresentados no currículo. Formação acadêmica, cursos extracurriculares e todo e qualquer esforço pessoal no sentido de aprimoramento de conhecimentos técnicos perdem o sentido sem habilidades e atitudes compatíveis com os cargos e atribuições da função.
Tenho certeza que você já ouviu falar em (ou até mesmo foi rotulado como) profissional júnior, pleno e sênior? Muitas vezes, tais classificações não refletem apenas o nível de conhecimento dos colaboradores, mas (principalmente) suas experiências, vivências e maturidade, dentro e fora da empresa.

domingo, 17 de julho de 2011

O DIREITO DE SABER

"Eu acredito que cada direito implica em uma responsabilidade,
cada oportunidade em uma obrigação"
John D.Rockefeller


Existem oportunidades na vida da gente que ganhamos algumas pessoas de presente. Assim foi a entrada da Jeruza na minha vida... Inicialmente, parceiras na comissão de julgamento de um prêmio de responsabilidade social regional, fui me encantando pela competência dessa advogada que conquistou uma vaga no meu seleto grupo de amigas.
Se eu publicasse aqui no Lounge Empreendedor todos os seus textos com quais me identifico, certamente passaríamos a dividir a autoria desse espaço, mas essa semana não posso me furtar a fazê-lo (Nossa!!! Tô até escrevendo bonito...eheheh... Coisas de advogada, né Jeruza?!?).
Falar sobre conhecimento e direito é fascinante... Deleitem-se.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SEMENTES DO BEM


“O que você está fazendo para mudar o mundo e contribuir para uma sociedade mais consciente e integrada?” – Se você buscar responder essa pergunta como a um mantra, talvez ela incomode, mas se você acreditar que já contribui pagando seus impostos, talvez nunca tenha pensado em ser voluntário para o mundo que deseja deixar no futuro.
Ser voluntário é encontrar meios espontâneos e legítimos, derivados de sua própria vontade para doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse sociais e comunitários. Vai além de pagar impostos, é ser cidadão na essência do direito e dever de fornecer condições fundamentais à vida dos iguais e dos diferentes a você.
Durante 11 dias, nossa cidade vive uma típica demonstração da capacidade produtiva que o voluntariado organizado pode gerar. A Festa do Divino vai além da manifestação de cultura e fé; os festeiros, devotos e todas as pessoas envolvidas na programação religiosa e na quermesse são a prova de que quanto mais se dá, mais se recebe também. Comprovam que ao compartilharem seu tempo, seus conhecimentos e suas aptidões, não ficam sem eles! Pelo contrário, evoluem e aprimoram suas próprias competências.
A questão fundamental do voluntariado em qualquer segmento é descobrir quais seriam as melhores oportunidades para utilizar suas próprias habilidades para conquistar o bem do próximo. Contar histórias? Servir alimentos? Defender o meio-ambiente? Cuidar de enfermos? Se a ação é espontânea, é você quem escolhe o que fazer e quanto tempo está disposto a dedicar por dia, mês ou por ano. O importante é assumir o compromisso com aquilo que poderá cumprir.
Pense nas escolhas como sementes, que penetram profundamente e fecundam o cérebro criando novos pensamentos e convicções. Boas ações constroem uma nova realidade, cristalizam emoções, modelam atitudes e condicionam decisões.
Não seria esse o novo modelo de uma economia mais equilibrada e de uma sociedade mais justa? Uma economia de mercado em que cada qual se mede pela dedicação que tem em relação ao outro? Uma economia do altruísmo?
Tenho certeza de que é possível gerar valor, criar empresas e garantir rentabilidade sob essa nova perspectiva. Pessoas melhores, certamente criam empresas melhores.
Dar atenção ao capital humano, ao conhecimento, as experiências e competências das pessoas é fundamental para a concretização de melhores resultados. O reconhecimento de um ideal, criar uma sociedade mais justa e equânime, ter a capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, generosidade e o sentimento de pertencer a algo são valores intangíveis que constroem projetos, empresas e comunidades mais conscientes e sustentáveis.
Agir localmente pode influenciar globalmente. Vivemos tempos de união! Nunca é tarde para começar!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Diário Empresarial – 21 de maio de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RATOS OU APRENDIZES?



"Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes"
Paulo Freire

 

Tenho freqüentado várias salas de aula em cursos de atualização nos últimos meses, pois a questão do desenvolvimento pessoal e profissional é uma prioridade no estágio atual da minha vida. Justamente por isso, tenho refletido muito sobre o que significa a busca incessante do conhecimento e sobre a forma como alguns facilitadores têm se comportado em sala de aula.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Não existe um caminho pronto que sirva para todos!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BOAS IDÉIAS


Hoje decidi compartilhar com vocês uma entrevista que dei ao jornal MogiNews por e-mail. Como sei que as respostas não podem ser publicadas na integra, aqui estão!
Me senti muito realizada pelo reconhecimento da minha empresa aos meus estudos e pesquisas sobre a área de Gestão de Pessoas, Comunicação e Conhecimento. Dessa vez, não fui entrevistada como Gerente do Escritório Regional, mas como consultora especializada na área. Obrigada! É muito bom trabalhar em uma empresa que reconhece nossos talentos.
A matéria é sobre canais de comunicação interna que facilitem a geração de idéias para melhorias internas e externas.

Espero que seja útil pra vocês!

1- Como a empresa deve ter um bom canal de comunicação instituído entre diretoria e funcionários para obter sugestões e melhorar os processos internos e externos? Dê algumas dicas de como isso pode ser concretizado.

Estabelecer um bom canal de comunicação entre todos os níveis da empresa é fundamental para reforçar os processos internos da empresa, seu posicionamento bem como sua imagem junto a seus públicos de interesse (colaboradores, clientes, formadores de opinião, imprensa, etc.).
A comunicação interna é uma vertente poderosa de administração, pois acontece em todos os níveis e setores da empresa, independente de controles e supervisões. Trata-se de um posicionamento estratégico a fim de facilitar o fluxo de informações úteis a gestão, viabilizando que os interesses da liderança sejam difundidos entre todos os colaboradores.
Quando bem monitorados, bons processos de comunicação podem até modificar estratégias e direcionamentos.
Por isso, identificar os canais corretos deve ir além das edições de informativos internos ou avisos em mural. Reuniões de equipes, bate-papos em sala de cafezinho, sistema de som, seminários, palestras, intranet, listas de discussão, grupos de estudos e planejamento, enfim, são muitas as alternativas que a empresa pode utilizar para dinamizar a comunicação interna.
Outro ponto importante e que deve ser levado em consideração na hora de um planejamento de comunicação interna são os eventos internos, como comemoração de datas festivas, festa de encerramento de ano, aniversários e encontros setoriais. Integração é uma palavra forte no contexto da comunicação interna, assim como clareza e veracidade de informação.


2- Essa comunicação independe do tamanho da empresa? Por quê?
Sim, pois empresas são feitas essencialmente de pessoas que necessitam ter clareza de seu papel, metas e participação para que os resultados sejam atingidos. É claro que é preciso que se definam estratégias diferenciadas de ações de acordo com o porte da empresa.
Não é preciso um jornal interno se sua empresa tem 5 funcionários, mas o empresário necessita pensar em mecanismos formais de troca de informações.
O ponto mais importante da comunicação interna é a adequação da linguagem ao nível dos colaboradores e a possibilidade (acompanhada, monitorada, avaliada e controlada) de participação dos colaboradores nas ferramentas propostas.


3- Quais são os tipos de sugestões que podem ser listados pelos subordinados? Até onde o colaborador pode chegar para que ele não comesse a colocar reclamações do trabalho ou sugestões que favoreçam apenas a eles próprios, por exemplo?
Antes de tudo é fundamental que a empresa tenha clareza – e comunique com a mesma clareza – qual o conceito que tem para a palavra SUGESTÃO: uma sugestão pode ser apenas o diagnóstico de um problema, pode também ser um diagnóstico acompanhado de uma solução não necessariamente criativa ou pode finalmente ser uma idéia, algo novo a ser proposto. As três alternativas são válidas dependendo do que a empresa pretende, por isso a definição do escopo e da finalidade do programa é fundamental para que o mesmo não se transforme em um fórum de reclamações e reivindicações.
Se a liderança é composta por pessoas que dão espaço para os funcionários praticarem a iniciativa e a criatividade, não há limites para a participação e contribuição dos colaboradores em prol de melhorias da empresa. Por mais que as sugestões pareçam pessoais, se forem pertinentes, podem influenciar diretamente toda a empresa.
Afinal, uma cultura organizacional moderna não é autoritária e paternalista; ela acredita no potencial do ser humano.


4- Quais os benefícios e resultados que isso traz para a empresa?
Uma comunicação interna eficiente dissemina a cultura da empresa uniformemente e até a aprimora com as contribuições individuais dadas pelos colaboradores. Além disso, possibilita conhecer o comportamento do corpo de funcionários e incentivá-los a aumentar o potencial competitivo da organização frente ao mercado.
Quando os colaboradores se sentem parte da empresa, passam a contribuir mais para o seu resultado e as sugestões podem gerar melhorias incrementais da qualidade. Quando cada um ajuda a melhorar um pouco a qualidade dos produtos e processos, a soma de pequenas melhorias eleva de modo significativo a performance organizacional.
Há, ainda, outra questão muito favorecida pelos processos de comunicação que é a multiplicação do conhecimento interno que todas as empresas têm e que é mais do que simplesmente a soma de tudo o que todos sabem. Quando se fala de gestão de conhecimento em uma empresa isso nada mais é do que saber gerir as pessoas que compõem essa empresa e a comunicação entre elas.


5- E para o funcionário?
A participação consciente dos funcionários faz com os mesmos se sintam parte da organização, levando-os a compartilhar de todos os conhecimentos e objetivos da empresa e a levar uma boa imagem dela ao público externo.
Além disso, profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.

6- Há alguma desvantagem? Qual e por quê?
As causas principais dos fracassos dos programas de sugestões são a falta de foco e de uma estratégia para promover e direcionar a criatividade da força de trabalho. Se não houver clareza na comunicação e implementação das melhores idéias, logo o programa termina com decepções e como mais uma “boa intenção” malograda por parte da empresa.
Se não houver o desejo sincero de implementar as idéias dos colaboradores e se a liderança não acreditar no potencial criativo do pessoal de níveis mais baixos, a empresa estará desprezando um contingente enorme de idéias, o que, em médio prazo, vai gerar desmotivação.


7- É possível até recompensar os funcionários que tiveram as ideias? Qual e como pode ser essa recompensa?
Para gerar recompensas às idéias, o mais apropriado é que as empresas trabalhem temas específicos que reflitam as preocupações mais urgentes e relevantes, tais como: redução de desperdícios, atrasos e reclamações; melhoria da qualidade e da produtividade, etc.
Infelizmente não existe uma fórmula mágica e cada empresa deve utilizar seus elementos da cultura corporativa para a implantação e manutenção do programa.
A definição da premiação deve estar contida nas políticas e regras do programa. De maneira geral, as regras devem levar em conta a proporcionalidade entre o que a empresa prevê economizar ou ganhar com a aplicação da sugestão.
Existem vários tipos de prêmios (nomeações, placas de reconhecimento, dinheiro, mercadorias) que podem variar desde uma foto no mural até presentes mais elaborados como TVs, carros, jantares, viagens.
Uma dica é ter cuidado para que o prêmio não gere custo adicional para o colaborador – de que adianta ganhar hospedagem em um hotel, se o funcionário não tiver recursos para o transporte ou ganhar passagens aéreas se ele não pode vendê-las e nem tem dinheiro para pagar as diárias da viagem. Neste caso o prêmio não agregou nenhum valor ao colaborador, gerando insatisfação e descrédito.

8- Qual a importância da recompensa e do reconhecimento da ideia do colaborador?
Para que o programa tenha sustentabilidade, o feedback é fundamental, tanto para as idéias que serão implementadas quanto para aquelas que não forem consideradas pertinentes.
Por isso, ter uma comissão composta por pessoas de várias áreas dentro da empresa torna o processo mais transparente já que é a comissão que encaminhará à direção as melhores propostas e a recomendação de premiação.
É importante que os processos de premiação sejam aplicados com muita parcimônia, pois colaboradores de uma empresa recebem seu salário para efetuar tarefas produtivas e serem criativos. Os programas de idéias e sugestões são mais um complemento monetário ou de reconhecimento que incentiva a melhoria continua e não apenas, uma receita extra ao
funcionário.
Se a cultura da empresa não estiver preparada para programas como esse, colaboradores criativos podem guardar para si próprio várias idéias “lucrativas” que só serão compartilhadas mediante uma premiação.

9- Podemos dizer que o líder é o principal responsável por estimular que essas ideias surjam? Por quê?
Um programa de sugestões deve ter o acompanhamento e suporte da alta administração para que possa ter sucesso e desenvolva o potencial máximo dos colaboradores. É a liderança que deve criar um clima onde o colaborador possa se expressar com a certeza de que será ouvido, além de uma atmosfera de contribuição mútua. Deve provocar a disseminação e o estímulo a novas idéias.
Infelizmente, muitas empresas pregam a necessidade de pessoas criativas em suas equipes, mas não possuem um programa de inovação institucionalizado ou ainda trabalham sob a égide do medo. Pessoas com medo tendem a fugir de compromissos, evitam desafios e apresentam baixos resultados.
No caso de um processo estratégico de comunicação, cabe também ao líder ser o primeiro a se preocupar, não deixando a responsabilidade apenas a cargo de um setor ou área. Quando se fala em comunicação interna, a responsabilidade é de todos! Comunicar, clara e indistintamente, é uma obrigação da empresa, pois assim pode tornar seus colaboradores comprometidos e engajados.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Pedagoga com especialização em Gestão do Conhecimento, Gestão de Projetos e Gestão Estratégica de Negócios.
06 de janeiro de 2010

sábado, 12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews

sábado, 12 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM CRIATIVIDÁDIVA?!?


As pessoas imaginam que a criatividade é um dom disponível apenas aos artistas, escultores e grandes criadores, um privilégio de poucos!
Minha vivência junto aos empreendedores confirma que têm mais sucesso aqueles que conseguem acreditar no seu poder criativo de expandir os limites de sua própria inteligência e pensamento. Muitas vezes o pensamento tem uma conhecida propensão a se acomodar e com isso reduzir sua capacidade de criar soluções diferenciadas, de interpretar problemas sob novas óticas e de buscar opiniões distintas daquelas habituais.
Existem mil maneiras de aproveitar um problema e transformá-lo em uma oportunidade e se pararmos de pensar no momento da primeira resposta, certamente nossa opção estará enquadrada naquela que qualquer outro empreendedor também poderia encontrar. O exercício do pensamento criativo está na busca pela segunda, terceira, inúmeras respostas.
E para isso, é preciso se apaixonar pelo mundo e pelo potencial de transformá-lo em algo diferente. Só assim, é possível transformar o ordinário em extraordinário, o comum em inovação.
Reenquadrar um problema como uma grande oportunidade, arriscando fora do convencional e sem medo é uma forma de rompermos com os atuais padrões e sistemas e aprendermos a voar, a transpor os limites.
Esse é o direito que é dado a todos: o direito de reinventar o mundo, de antevê-lo diferente do que está e de se lançar a refazê-lo. Para isso, é preciso ter uma visão. Entender o problema e saber onde se pretende chegar para então disponibilizar todo o nosso próprio e melhor potencial na busca pelas respostas certas.
E lembrem-se: não basta uma resposta!
Para encontrar o caminho da criatividade, busque muitas respostas certas, tenha paciência, não se preocupe em errar.
O pensar criativo pode ser aprendido à partir de procedimentos e atitudes que determinam uma nova forma de ser...
Basta estar sensível aos problemas, dar importância às pessoas e projetos que administramos, às nossas deficiências e lacunas de conhecimentos.
Buscando mais técnica, vamos entender que criatividade é uma função que envolve conhecimento, imaginação e avaliação.
E não se preocupe, não faça parte do grupo que acredita na ilusão da “criatividádiva”, pois existem mecanismos que podem preparar você para o pensar criativo: trabalhe mais em equipe, discuta seus problemas, faça perguntas, questione seus hábitos e olhe para fora, pegue carona em boas idéias, suspenda qualquer crítica aos seus próprios pensamentos e, principalmente, apaixone-se pelo mundo.
Afinal, nem todo mundo é Gabriela “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.
Amplie seus horizontes, o mundo é extraordinário!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 12 de setembro de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O SUCESSO QUE VEM DO SOLO


Na última terça-feira, a equipe do SEBRAE-SP e do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes marcou uma importante fase do agronegócio no Alto Tietê. Ser pioneiro e inovador nos trouxe uma enorme responsabilidade, mas também a imensa satisfação em apresentar resultados tão significativos à cadeia de alimentos metropolitana.
Hoje temos dados consistentes sobre as nossas cadeias produtivas, detalhes precisos de várias propriedades rurais e meios de propor projetos que possam modernizar os sistemas de distribuição e comercialização dos produtos, preparando as cadeias produtivas para disponibilizar produtos diferenciados ao mercado varejista de forma focada, suprindo, de fato, as necessidades do mercado e também as necessidades dos consumidores. Nosso esforço tem a intenção de reduzir o caminho percorrido entre o produtor e o consumidor final, um caminho normalmente longo e cheio de percalços que pode acarretar em perdas e prejuízo.
O mercado interno vem evoluindo e a melhoria da qualidade e as exigências com relação à freqüência, mix, volume, redução de riscos e rastreabilidade serão a tônica do setor futuro. Para isso, precisamos cuidar dos processos de pós colheita, focar na melhoria tecnológica e nas facilidades de logística. Sem esquecer, é claro, das implicações ambientais e de clima.
Ninguém pretende ensinar ao produtor rural aquilo que ele sempre fez tão bem, mas sim aproveitar as informações colhidas nessa etapa para a geração de um novo conhecimento que auxilie na profissionalização de toda a cadeia de alimentos e do empresário rural.
O caminho está desenhado, basta aprimorar o que já é forte, reduzir o impacto de pontos fracos identificados e adaptar o que for preciso. Nosso empresário rural precisa estar pronto para acompanhar todas as etapas do processo desde o plantio até a chegada dos produtos ao consumidor. A rastreabilidade requer a anotação sistematizada de todos os procedimentos, da produção à distribuição localizando a origem, a qualidade e limites máximos de defensivos ou agrotóxicos, mas é importante que fique claro que o processo de pós-colheita envolve algo que fica além da porteira; além das operações de manuseio, embalamento e transporte. Envolve relacionamento! O consumidor deseja conhecer e se relacionar com o seu fornecedor.
A comunicação, a transparência e as parcerias têm sido instrumentos de fortalecimento, conhecimento e profissionalização. Somos, aqui, um exemplo de um programa de união de classes que já começou a mostrar o quanto a organização de um setor pode reverter em melhorias e ganhos efetivos.
Tenho certeza que ações como essa demonstram a intenção de um Brasil mais maduro, economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 15 de agosto de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

SEJAM BEM VINDOS!

Depois de ouvir muito de meus amigos, parentes e funcionários, hoje resolvi começar a compartilhar com vocês um pouquinho daquilo que produzo!
Acredito que nossas vidas estão repletas de boas idéias, boas surpresas e por que não, boas notícias!
As pessoas imaginam quem eu sou, apenas eu sei quem sou!
E talvez as principais palavras sobre quem sou eu sejam: aprendiz inquieta!
Sinto-me na busca constante de uma melhor postura e de um melhor conhecer a mim e ao outro, e tenho certeza que tudo o que criei até agora, e o muito daquilo que sou é fruto de algum processo de mudança da minha vida! Algumas mudanças positivas, outras negativas, mas todas com certeza parte de um processo constante de “trans-formação”.
Sinto que sempre posso apronfundar o que conheço de mim mesma, minhas práticas e postura diante dos desafios do conhecimento e “inter-agir” com meus amigos, mediadores, empresas no desejo de conseguir conectar as informações dispersas na nossa própria vida, nas nossas organizações e na nossa forma de olhar e agir frente às possibilidades que o mundo me apresenta.
Bem-vindos a um pouco mais de mim!
Uma mulher que seja cuidar de si e do mundo!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Maio/2009
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