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quinta-feira, 5 de julho de 2012

EMPRESA DE PROPÓSITO

"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida."
-- Confúcio --


Nunca houve tanto investimento, expectativa e possibilidades em torno Brasil. Nos últimos anos, ganhamos atenção, admiração e confiança. Mas será que as empresas estão aproveitando esse momento? Conseguiremos não desperdiçar a conjuntura num momento em que os especialistas costumam chamar de "janela de oportunidades"?
Tudo dependerá da forma como os líderes empresariais conduzirem suas empresas e equipes. O sucesso de uma empresa é decorrente do engajamento de seus funcionários e da clareza de propósito de sua liderança. Pode-se argumentar que funcionários desejam apenas seus empregos e que clientes esperam apenas bons acordos comerciais, mas a verdade não é essa.
Cada vez mais, as pessoas querem sentir que suas vidas vão além de um contracheque polpudo ou um cupom de desconto. Elas querem viver e experimentar seus próprios valores em busca de algo maior. Muitas empresas já se deram conta desse fenômeno e deixaram de vender apenas as características e funcionalidades de seus produtos, para vender o propósito de existirem: "bem viver bem", "prazer em servir", "dedicação total a você" ou "vem ser feliz".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CARREIRA: ENTRE O SER E O TER


Ao longo de nossa vida pessoal e profissional acumulamos hábitos e atitudes que podem tornar nossa carreira um sucesso, ou simplesmente levá-la ao ostracismo. Uma condição que, invariavelmente, acaba nos levando a insatisfação, depressão, insegurança ou diversos outros sentimentos de frustração. Ninguém gosta de se sentir parado como poste esperando pelo próximo cachorro em apuros ou pior: andando para trás como siri.
A primeira semana de um novo ano pode ser muito importante para quem deseja buscar novas oportunidades profissionais. E se você é uma dessas pessoas e procura a tão sonhada projeção profissional, alguns passos são decisivos se incorporados no planejamento e autogerenciamento da sua carreira.

sábado, 22 de outubro de 2011

KADAFI E VOCÊ

A morte de um ditador como Muamar Kadafi traz como efeito imediato um novo fôlego aos países árabes e diversos tipos de manifestações espalhadas por todo o mundo. Ao contrário do Egito e da Tunísia, que viram seus presidentes caírem após semanas de protestos pacíficos, os líbios entraram em luta armada para tirar Kadafi do poder. Independente da forma, a pressão popular em torno da luta pela liberdade mostra que a democracia é a saída para um futuro melhor seja no Oriente Médio ou aqui mesmo no bairro ao lado.
Como não sou cientista política, não pretendo discutir os impactos e conseqüências deste momento histórico para economia mundial. Mas, ao acompanhar as notícias e emoções causadas por tal morte, inevitavelmente me remeti a quantidade de ditaduras que nos prendem sem que ao menos nos questionemos a respeito de suas causas.
Empregos. Relacionamentos. Mídia. Tempo. Beleza. São inúmeras as ditaduras para as quais dedicamos grande parte de nossas vidas.

sábado, 30 de julho de 2011

SEIKETSU

"Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo, e fazer bem-feito.”
(Pitágoras)


Talvez você nem imagine o que o título deste post queira dizer, mas a palavra provém do conceito de “5S”, uma metodologia de gestão da qualidade importada do Japão do pós-guerra que aborda cinco palavras iniciadas pela letra S: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke. Traduzi-las para uma única palavra, em português, seria praticamente impossível, já que o idioma japonês se expressa através de idéias e conceitos generalizados. Várias sugestões foram feitas e hoje, várias palavras são utilizadas para representar cada S no Brasil.
O que acho mais interessante é que, em nossas terras, decidiu-se também pela inclusão da expressão “Senso de” na frente das cinco palavras escolhidas. Tudo bem que "senso" começa com S e que, por isso, independente da tradução, mantem-se a marca consagrada do nome do programa. Mas, na verdade, senso traduz muito bem a idéia de atitude e de pré-disposição que qualquer programa de qualidade se propõe. Afinal, não dá para pensar em boas práticas sem pensar também em comportamentos apropriados, em disciplina, persistência e utilização.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

RECEITA DE SUCESSO


Recentemente, assisti uma entrevista realizada por João Dória Jr em seu programa "Show Business", junto a João Carlos Paes Mendonça, que comanda um grupo de empresas que leva o seu nome. Tudo começou há 75 anos, quando o empresário abriu no Nordeste uma pequena mercearia, fazendo valer, naquele momento, uma grande história de vida. Sete décadas depois, o Grupo JCPM congrega empreendimentos imobiliários, shoppings centers em Pernambuco, Bahia, Sergipe e São Paulo e uma grande rede de Comunicação (a maior de Pernambuco) com direito a rádios, TV, Internet e jornal impresso. Nunca é demais lembrar que tudo começou com uma pequena mercearia, em Serra do Machado, Sergipe...
A trajetória de Paes Mendonça é inspiradora e prova que ao plantarmos a semente, temos de ter em mente que ela será cultivada para ser, um dia, uma árvore frondosa e pródiga em frutos, e não apenas uma árvore. É aquela tal história do possível e do impossível. O possível está aí para todo mundo fazer. É o impossível, na realidade, que acaba fazendo a diferença, nos tornando diferentes, referências e inspirações.

terça-feira, 31 de maio de 2011

UM EMPREENDEDOR DE SUCESSO

Graças ao Facebook e seus reencontros inesperados, recentemente restabeleci contato com um amigo (acho que ainda posso chamá-lo assim, né Fernando?!?) muito querido que foi fundamental na minha chegada em Mogi das Cruzes.
Nos primeiros eventos ele sempre estava por perto, conversavamos muito e lembro de um dia em que, ainda um pouco surpreso, me disse "Ana, minha empresa está crescendo e eu preciso organizar a melhor forma para que isso aconteça".
Ou a empresa cresceu demais ou a correria do dia-a-dia acabou nos distanciando... O fato é que fiquei muito feliz quando ele colocou no meu mural no Facebook um texto autorizado para que eu publicasse aqui no Lounge Empreendedor.
Medo, angústias, sonhos, auto-conhecimento, verdade, fé, realização pessoal...
Acredito que seus palavras valham de inspiração a muitos outros empreendedores que estejam na busca pelo "tal" sucesso. De empreendedor para empreendedor...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MARKETING PESSOAL: SEU SUCESSO É VOCÊ



Enquanto para as organizações marketing tem a ver com a conquista e manutenção de clientes, o marketing pessoal tem a ver com a imagem que você mesmo projeta de você no mercado. Não é algo que o empreendedor tem ou não tem, como um dom ou talento; é um processo contínuo de desenvolvimento pessoal ligado às suas atitudes e comportamentos.
Um bom marketing pessoal é ferramenta indispensável ao empreendedor; ouso dizer que já faz parte do caminho do sucesso. Para um funcionário de determinada empresa significa destacar-se entre muitos outros, para um empresário é uma característica que pode facilitar sua ascensão e a de sua empresa. Afinal, não basta apenas gostar do que faz e fazer bem feito. É preciso projetar-se no mundo e, mais do que isso, ver a si próprio no futuro.

domingo, 27 de março de 2011

BERÇO ESPLÊNDIDO

Descrever um estado de alegria não é uma tarefa nada fácil. Ser reconhecida como Mulher de Expressão na última quinta-feira não foi apenas uma festa. O prêmio traz uma imensa responsabilidade por fazer valer essa escolha hoje e no futuro.
Aceitá-lo é legitimar o trabalho que minha equipe desempenha junto aos empreendedores do Alto Tietê e dar à minha família o orgulho em estar ao meu lado em uma noite tão especial depois de tantas outras em que me ausento em prol da paixão pelo trabalho que realizo.
Agradeço a todos aqueles que indicaram meu nome como destaque regional na categoria "Empreendedorismo", ao grupo MogiNews pela valorização das minhas ações e aos leitores do Caderno Opinião e do Lounge Empreendedor que me acompanham todos os sábados e hoje, podem compartilhar comigo essa emoção.
Saibam que "deitar em berço esplêndido" não faz minha cabeça! Não imagino minha vida sem a possibilidade de contribuir com as pessoas. Mais do que ter uma profissão ou um emprego; faço parte de uma causa.
Defender o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento do capital humano, social e empresarial é defender o futuro dos meus filhos, netos e do meu país.
Talvez por isso, há muito tempo deixei de separar minha vida entre profissional e pessoal. Busco ser uma mulher integral em todos os momentos e lido com minhas atividades sem me culpar em relação ao tempo que dedico a elas.
Tenho imenso prazer em planejar e executar minhas tarefas, buscar soluções a novos desafios, construir novas propostas, ouvir minha equipe desabafar e auxiliar desconhecidos a se tornarem conhecedores de si mesmo.
Por outro lado, também adoro sentar com meus filhos no chão, brincar ou fazer colagens de papel picado até se transformarem em quadros que faço questão de pendurar pelas paredes de casa. Preciso do apoio da minha família, de momentos de lazer, de reflexão, de cuidados com a minha saúde e de bate papo entre amigos.
Não me eximo da necessidade de ser a dona DA casa, mas não tenho a menor vergonha em dizer que não tenho nenhuma aptidão para ser a dona DE casa.
Meu maior orgulho como mãe é olhar para os meninos e vê-los felizes, educados e tão carinhos; como mulher é ter uma relação sólida e cheia de amor com um homem maravilhoso; e como profissional é ver meu trabalho sendo reconhecido por minha equipe, meus clientes, parceiros e por vocês.
Acreditem: o sucesso da vida está no diálogo e no equilíbrio. Você não precisa fazer concessões doloridas demais ou desrespeitar seus próprios limites para chegar onde ousar sonhar.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
26 de março de 2011

sábado, 4 de setembro de 2010

SOBRENOME


Nome, Sobrenome. É assim que qualquer pessoa pode ser identificada em suas comunidades e territórios, sejam países, cidades, clubes ou qualquer outro de sua preferência.
Empresas são também “territórios” sociais. Espaços que passam a oferecer aos seus colaboradores um sobrenome tal qual a primeira comunidade em que o ser humano se insere: a família.
Na medida em que o tempo passa, você deixa de ser apenas você para assumir cada vez mais o sobrenome da sua empresa. “Oi, aqui é a Maria, da empresa ABC”.
O novo sobrenome passa a transcender a questão do emprego e o trabalho assume um significado existencial. Significa integrar-se numa outra família, ter irmãos, sentir orgulho das conquistas comuns e defender essa comunidade.
É como se a perda do sobrenome deixasse o indivíduo a mercê de ser quem efetivamente é.
As escolhas corporativas passam a ser expressões de sua própria personalidade, quando na verdade não passam de armadilhas do papel que você representa. O crescimento profissional, a boa situação financeira e os compromissos sociais aos poucos ocupam o espaço de uma vida pessoal e espiritual equilibrada.
Acreditar apenas em um papel, qualquer que seja, significa mentir a si mesmo. As responsabilidades, sofrimentos e conquistas ligadas a ele são apenas ilusórios.
Responda com sinceridade: você é sua empresa ou sua essência?
Não há problema algum em aceitar o sobrenome de uma empresa que você respeita e admira, mas é importante encontrar o equilíbrio entre ter sucesso e realizar-se pessoalmente. Do contrário, você pode se tornar um executivo subalterno de seu próprio sobrenome.
Busque pontos de convergência entre a necessidade da sua empresa (sucesso profissional) e a sua própria necessidade pessoal (realização). Equilibre as demandas de curto prazo e os objetivos de longo prazo. Estabeleça um balanceamento eficaz entre seus sonhos e suas conquistas.
É preciso abrir mão de pensamentos, emoções e convicções antigas e dar espaço a novas escolhas. A ilusão de uma vida apenas de papéis pode levar a estagnação da alma.
Liberdade significa interpretar intencionalmente qualquer papel sem ser prisioneiro dele. Não significa mentir, mas sim entender que essa é uma opção estratégica. Uma tarefa que não pode ser conduzida sem uma cooperação total e despojada entre profissionais e empresas.
Para as empresas, ter um time qualificado e motivado carregando sua marca com orgulho em seu sobrenome é uma de suas maiores vantagens competitivas.
Para os profissionais, saber quais são as conquistas que efetivamente importam em sua vida é uma forma de entender a força de um sobrenome, mas principalmente a importância da liberdade.
O doce da vida não é apenas viver, mas ousar ser aquilo que você é por dentro.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
04 de setembro de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

DEZ MANDAMENTOS DO GERENCIAMENTO DE PROJETOS


Acabei de receber de uma amiga um texto bem interessante sobre Gerenciamento de Projetos. Infelizmente, o e-mail não veio com o autor para que eu possa determinar corretamente os méritos, mas quero muito compartilhar com vocês (talvez muitos já tenham lido).

Os 10 mandamentos do Gerenciamento de Projetos

I – Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

II – Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

V – Não consumirás tua equipe. O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

VI – Buscarás apoio externo quando necessário. Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.

VII – Darás poder às tuas equipes. Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.

VIII – Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos. Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.

IX – Reconhecerás o sucesso. Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento – seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente – fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.

X – Não tolerarás gambiarras. Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CINCO COISAS SOBRE EMPREENDEDORISMO QUE NENHUMA ESCOLA DE NEGÓCIOS ENSINA


Como a maioria de vocês sabe, sou uma "twitteira" assídua... Além de escrever muito, costumo abrir quase todos os links que recebo das pessoas que acompanho quando os temas envolvem gestão do conhecimento, liderança, gestão empresarial, empreendedorismo ou inovação.
E hoje descobri esse texto que simplesmente A-D-O-R-E-I e que adoraria ter escrito. Tem tudo a ver com as discussões que venho empreendendo na região sobre uma nova proposta de educação desde o ensino fundamental. A autoria é do Ricardo Jordão fundador da BIZREVOLUTION, escritor, blogueiro, agitador, consultor de marketing e vendas especialista em virar a mesa.... Um cara que QUEBRA TUDO e com quem vivo aprendo virtualmente.
Se você está nas redes sociais, acompanhe também twitter.com/bizrevolution e visite com tempo o site: http://www.bizrevolution.com.br
Mas vamos ao texto com a devida autorização para ser publicado no Lounge:

5 coisas sobre empreendedorismo que nenhuma escola de negócios ensina.

"Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou qualquer coisa do tipo.
Fora as aulas, as palestras esporádicas que a faculdade oferecia aos alunos eram sempre com alguma figura famosa da propaganda brasileira mostrando o seu rolo de comerciais premiados em Cannes. 9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de graça.
Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click.
Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar, promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos serem bem sucedidos na vida.
Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor recomenda: "fazer um documento completo com visão, missão valores, metas, números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia, estratégia, balancete etc".
A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super bem estruturado plano de papel.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Aprender a lidar com seres humanos", onde a molecada será submetida a exercícios de campo onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing, mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto, formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as pessoas.
A faculdade "ensina" o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por crescer é a filosofia da célula do câncer!
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Ganha Ganha Ganha", onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender. Infelizmente, 99% vai perceber logo no início que o negócio nunca fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão dos funcionários.
É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que consegue, e por isso acredito que é possível.
Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Vida Empreendedora" para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada "Tudo ou nada" onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco. O cara visualiza uma idéia e sai fazendo as coisas sem qualquer estudo ou preparo.
O Empreendedor é movido pela paixão, o quê é bem legal, mas, o cara se intrubica como ninguém. Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é porque você vende cartucho de impressão que você deve vender impressoras.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada "Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha" onde o jovem será levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora."

Obrigada, Ricardo... Espero que novo empreendedores possam ler esses conselhos e que as universidades "acordem" para esse novo modelo de educação.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O SUCESSO QUE VEM DO SOLO


Na última terça-feira, a equipe do SEBRAE-SP e do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes marcou uma importante fase do agronegócio no Alto Tietê. Ser pioneiro e inovador nos trouxe uma enorme responsabilidade, mas também a imensa satisfação em apresentar resultados tão significativos à cadeia de alimentos metropolitana.
Hoje temos dados consistentes sobre as nossas cadeias produtivas, detalhes precisos de várias propriedades rurais e meios de propor projetos que possam modernizar os sistemas de distribuição e comercialização dos produtos, preparando as cadeias produtivas para disponibilizar produtos diferenciados ao mercado varejista de forma focada, suprindo, de fato, as necessidades do mercado e também as necessidades dos consumidores. Nosso esforço tem a intenção de reduzir o caminho percorrido entre o produtor e o consumidor final, um caminho normalmente longo e cheio de percalços que pode acarretar em perdas e prejuízo.
O mercado interno vem evoluindo e a melhoria da qualidade e as exigências com relação à freqüência, mix, volume, redução de riscos e rastreabilidade serão a tônica do setor futuro. Para isso, precisamos cuidar dos processos de pós colheita, focar na melhoria tecnológica e nas facilidades de logística. Sem esquecer, é claro, das implicações ambientais e de clima.
Ninguém pretende ensinar ao produtor rural aquilo que ele sempre fez tão bem, mas sim aproveitar as informações colhidas nessa etapa para a geração de um novo conhecimento que auxilie na profissionalização de toda a cadeia de alimentos e do empresário rural.
O caminho está desenhado, basta aprimorar o que já é forte, reduzir o impacto de pontos fracos identificados e adaptar o que for preciso. Nosso empresário rural precisa estar pronto para acompanhar todas as etapas do processo desde o plantio até a chegada dos produtos ao consumidor. A rastreabilidade requer a anotação sistematizada de todos os procedimentos, da produção à distribuição localizando a origem, a qualidade e limites máximos de defensivos ou agrotóxicos, mas é importante que fique claro que o processo de pós-colheita envolve algo que fica além da porteira; além das operações de manuseio, embalamento e transporte. Envolve relacionamento! O consumidor deseja conhecer e se relacionar com o seu fornecedor.
A comunicação, a transparência e as parcerias têm sido instrumentos de fortalecimento, conhecimento e profissionalização. Somos, aqui, um exemplo de um programa de união de classes que já começou a mostrar o quanto a organização de um setor pode reverter em melhorias e ganhos efetivos.
Tenho certeza que ações como essa demonstram a intenção de um Brasil mais maduro, economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 15 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SUCESSO EMPREENDEDOR


Muitas pessoas chegam até o SEBRAE/SP querendo saber quais são os segredos para ser um empreendedor de sucesso. Apesar de não existir um perfil único que determine um empreendedor de sucesso, há uma série de características que são bastante comuns e quanto mais dessas habilidades estiverem presentes no seu negócio, melhor.
De forma geral, o empreendedor deve ter visão, iniciativa, saber planejar suas ações e gostar do que faz, além de conhecer muito bem o mercado em que pretende atuar. Ser curioso, questionador e estar atento às oportunidades que surgem - sejam de negócios, tecnologias ou inovações - são outras características importantes.
Ter uma boa rede de contatos, ter disposição para assumir e calcular riscos, aceitar e reconhecer erros, ser perseverante, autoconfiante e otimista completam o perfil ideal de um empreendedor de sucesso.
Ser empresário hoje está longe de ser o empresário de cinqüenta anos atrás quando uma empresa prosperava quase que naturalmente. Iniciar e conduzir um negócio não é simples, mas mantê-lo será ainda mais desafiante. As dificuldades surgem a todo o momento e a atitude frente a essas dificuldades será determinante para o sucesso do negócio. Num cenário cada vez mais competitivo não existe mais espaço para amadores, somente os profissionais terão “um espaço ao sol”.
E ser profissional envolve além do comportamento empreendedor, o conhecimento das competências técnicas que envolvem o “fazer acontecer” do seu negócio: comercialização, vendas, atendimento, produção, qualidade, otimização dos recursos, controles financeiros, formação de preços, logística e distribuição.
Você pode estar pensando: “ser empreendedor é ser quase o super-homem!”
Calma! Nem todas essas qualificações precisam estar em uma única pessoa. É claro que quanto mais, melhor; mas não significa que não tê-las irá fadar o seu negócio ao fracasso.
Além de poder desenvolvê-las através de treinamentos, procurar sócios, parceiros ou bons funcionários que tenham essas características ou conhecimentos é uma boa opção. Quando pensar em compor o seu quadro de trabalho, pense em pessoas que sejam complementares em seus perfis, formando um time que jogue pelo melhor desempenho do negócio.
Escolha pessoas competentes que tenham a capacidade de trabalhar em equipe e uma ótima comunicação entre si, afinal não há dúvida de que a comunicação é uma necessidade vital de qualquer sistema e através dela aprofundamos conhecimentos e intensificamos as relações entre as pessoas e a empresa. Quando todos se sentem parte da empresa e sabem que suas competências contribuem para o resultado, as chances de seu empreendimento se tornar um sucesso serão muito grandes.
Ana Maria Magni Coelho
Agosto / 2009
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