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sábado, 17 de novembro de 2012

SE EU FOSSE VOCÊ...

"Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião."
-- William Shakespeare --



Você já parou para reparar como o ser humano gosta de emitir opinião sobre quase tudo? Se essa opinião é sobre a vida, problema ou decisão de um terceiro, então, surge a tendência a dar palpites. Mas palpite e conselho são coisas bem diferentes!
Tenho certeza que muitas mulheres irão se identificar: basta você ficar grávida para que as pessoas ao seu redor apareçam com dicas e opiniões das mais acertadas às mais descabidas. Todo mundo parece saber o que você deve ou não fazer com o seu filho, antes e depois dele nascer.  É tanta gente falando na sua orelha que se criou um enorme preconceito em torno do conselho. Mas é uma injustiça. O vilão da história é o palpite!
Sobre o pretexto de querer ajudar, as pessoas mal esperam o pedido de ajuda e prontamente se colocam à disposição. Essa opinião não requisitada, baseada no “achismo” e na fofoca, focada na fala e no reconhecimento de quem dá a ajuda é a especialidade dos palpiteiros. Quem quer mesmo ajudar espera o pedido, não se liga em fofocas, baseia sua fala em sua própria experiência e deseja com isso o bem-estar do outro. Isso sim é dar conselho!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

NÃO É O DINHEIRO, ESTÚPIDO


Extrai esse texto de Nizan Guanaes da coluna econômica do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul. Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC.

"Sou, com frequência, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais. Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.
Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio. Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.
É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: ‘Eu também não, meu filho'.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.
A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia. É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).
Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não dê férias para os seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: ‘Eu não disse? Eu sabia!'.
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama ‘sucesso'. Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.
Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global. Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?"

sexta-feira, 30 de julho de 2010

REPUBLICADO - UMA NOVA POSTURA

Trabalhar é essencial e enobrece o ser humano, mas esquecer a vida por trás da empresa ou escritório é um perigo para a busca da qualidade de vida e dos próprios resultados organizacionais.
Você está completamente satisfeito com a forma como equilibra trabalho e lazer? Gostaria de ter mais tempo para a família e acredita que poderia melhorar a sua qualidade de vida e o desempenho profissional se soubesse balancear os dois fatores? Aliás, você já pensou nisso?
Parece haver três linhas predominantes de pensamento sobre como viver a vida. Uma delas defende o trabalho duro por muitos anos e o acúmulo de recursos financeiros visando um futuro próspero. Outra prioriza curtir o máximo que a vida possa proporcionar e depois viver dos recursos da aposentadoria, ainda que essa não seja lá grande coisa. E uma terceira tenta equilibrar trabalho e lazer durante toda a vida.
Qualquer pessoa precisa do trabalho como meio de sobrevivência, geração de renda ou desenvolvimento intelectual, mas necessita também do apoio da família, de momentos de lazer, de reflexão, de distração mental, cuidados com a saúde e relações pessoais.
Vida profissional e pessoal devem caminhar juntas e o sucesso dependerá do equilíbrio e da estabilidade nessas duas esferas.
A alta competitividade, a busca constante pela excelência e a concorrência cada vez mais acirrada faz com que as pessoas exagerem na carga de trabalho. Muitos nem se dão conta de que trabalham acima dos seus limites. Contudo, é importante saber que o excesso de dedicação apenas à esfera profissional pode diminuir consideravelmente a qualidade e a produtividade do próprio trabalho.
Se você deseja saber se está na hora de rever seu próprio estilo e mudar o ritmo de sua dedicação, tente responder essas questões:
  1. Você começa a trabalhar bem cedo e termina tarde todos os dias?
  2. Você tem tirado, em média, menos de vinte dias de férias nos últimos três anos ou tem o hábito de fracionar e adiar as suas férias?
  3. Você pensa no trabalho quando não está trabalhando?
  4. Sempre que tem oportunidade de freqüentar eventos sociais, costuma falar sobre trabalho?
  5. Costuma se sentir cansado após uma noite de sono?
  6. Domingo à noite você prepara a roupa que vai usar na segunda-feira?
Se a sua resposta for positiva para três ou mais questões é o momento de rever suas prioridades e buscar um maior equilíbrio entre trabalho e lazer.
Essa relação equilibrada fará de você uma pessoa mais feliz e, conseqüentemente, trará melhores resultados para sua empresa que pode passar a trabalhar com indivíduos completos, não somente com partes fracionadas. Entender-se, conhecer-se, exercitar-se em todas as dimensões do seu ser é sua responsabilidade.
Que tal começar agora?
Seja um profissional diferente!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
31 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAÇA OU CAÇADOR


Currículo bem elaborado, networking, preparação para entrevista e bom marketing pessoal são as principais ferramentas para alcançar uma oportunidade profissional. Independente de estar ou não ativo no mercado, dependerá de você depositar um novo olhar sobre sua carreira e sobre as oportunidades que está disposto a empreender. Estar atento e de olho no mercado enquanto permanece comprometido com seu trabalho, não é pecado e pode fazer toda a diferença em um momento de recolocação.
Já ouviu falar na história do sapo prestes a ser cozido? Dizem que se a água não esquentar muito, ele nem percebe e pode, até, morrer feliz. E assim tem sido com aqueles que se acomodam em seus empregos e “deixam as coisas como estão para ver como é que ficam”. Normalmente, não ficam muito bem.
Inúmeros profissionais com sólida experiência aumentam as taxas do empreendedorismo por necessidade após uma reestruturação de funções na empresa ou quando se sentem prestes a receber o comunicado de demissão.
Após certa dose de acomodação, muitos deixam de perceber os sinais que vinham sendo dados por suas empresas e pelo mercado. Muitos deixam de investir em si e no desenvolvimento das competências necessárias a um cargo futuro. Outros investem em MBA acreditando que, em curto espaço de tempo, o título abrirá novas portas no mercado de trabalho ou na ascensão na própria empresa em que atuam. Não há dúvidas que bons cursos aumentam seu nível de empregabilidade, mas nem sempre são a garantia para uma guinada de carreira.
Se o seu currículo está repleto de cursos e títulos, mas sua vivência profissional está carente de experiências gerenciais modernas, tome cuidado! Existem diferentes formas de empregabilidade no mercado de trabalho atual. Diariamente surgem demandas em alta e é importante ser flexível, aproveitar as oportunidades e estar aberto a aceitar novos desafios.
Sua recolocação no mercado será fruto de um planejamento eficaz de carreira. Se você não planeja aquilo que espera para sua carreira, acabará realizando projetos dos outros, sem o direito de lamentar. Por isso, analise o seu momento atual e busque entender quando é a hora de buscar ou não uma nova oportunidade. Há quanto tempo você está no mesmo cargo? Existem possibilidades de crescimento na carreira? Quando digo crescimento, não é só financeiro, mas também de coisas novas a serem aprendidas. Equalize seus planos e sonhos, equilibre sua vida pessoal e profissional e só então defina seus próximos passos.
Lembre-se: uma empresa é o que é, e não mudará para atender as suas expectativas e necessidades. Se você não sente mais espaço é hora de parar de reclamar, de esperar o reconhecimento que não vem e o crescimento que sequer foi prometido. É hora de deixar de ser caça para ser caçador e de ousar colocar em prática o seu próprio projeto de vida.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de abril de 2010
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