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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ADOLESCENTES VERSUS OBSOLECENTES


Por Luiz Algarra*

Nós nos esforçamos, por tantos anos, para manter nosso foco, que agora estamos estranhando o modo multitarefa como nossos jovens vivem e, já começamos a falar em mal funcionamento das novas gerações.
Durante um tempo, as pessoas mais velhas se referiram à informática (lembram desse termo?) como algo importante que merecia ser aprendido. Hoje, apontam para os jovens e dizem que há algo errado numa geração sem foco, dominada pela tecnologia digital, com um enorme déficit de atenção e pouca profundidade temática. Nossos filhos não estão se encaixando em nossas projeções e por isso estamos pensando que pode haver algo de errado com eles.
Creio que estamos chegando a um ponto importante da história do uso da tecnologia, no qual os jovens conectados passam a disputar mercado com seus preceptores e por isso passam a ser repelidos com uma série de rótulos. Por que o abismo tecnorrelacional entre as gerações vem se acentuando? Porque, para muitos de nós com mais de quarenta anos, a intensidade e variedade dos objetos de linguagem já atingem uma velocidade quase insuportável.

sábado, 30 de abril de 2011

ENCERRANDO CICLOS


Hoje, concluímos um ciclo. Fim de mais uma semana. Encerramento de mais um mês.
Talvez por ter comemorado aniversário na última quarta-feira, 27 de abril, tenho pensado bastante sobre a vida e seus ciclos de evolução. Algumas vezes, ciclos não tão visíveis - e esperados - como o final da semana, mas períodos que se encerram; seja porque não fazem mais sentido em nossas vidas ou porque sempre tiveram um “prazo de validade” determinado e apenas não havíamos tomado ciência dele.
Acabou a faculdade? Perdeu o emprego? Terminou o namoro?
Talvez nem você mesmo entenda a razão do término de algumas coisas que pareciam tão sólidas e importantes em sua vida. Entretanto, se perder muito tempo buscando entendê-las, pode deixar de viver novas (e boas) oportunidades.
Não dá pra ficar esperando que entendam seu amor, reconheçam seu trabalho e esforço ou que lhe devolvam algo que ficou no passado.
Faça novas escolhas com olhos no futuro. Há que saber dizer basta! Há que se ter coragem!
Na vida, nada é estanque e a mudança pode ser muito melhor do que a sua própria situação anterior. Quando uma situação começa a se tornar estressante, chegou o momento final de um ciclo. O que não significa que terminou o tempo daquela situação. Parece confuso? Pois, se os ciclos terminassem com o tempo de todas as coisas, não poderíamos dar continuidade às nossas missões e sonhos.
Talvez você não precise romper todos os laços em sua vida, mas precisa saber que chegou o momento de mudar, de transformar a si mesmo.
A pergunta é: o que estou fazendo com esta situação agora?
Se a resposta é positiva, mesmo com situações de conflito existindo, continue. Agora, se a resposta é negativa, o caminho não pode ser outro se não a mudança!
Ciclos são assim. Algo a se perceber, muito mais do que se questionar.
Você pode começar um novo namoro, um novo curso ou encontrar um novo emprego. Ou pode criar novas situações e desafios no caminho em que já está. Aliás, sua pequena empresa também!
Perceba quais são os seus limites e como seus ciclos de vida se conduzem. Exercite seu autoconhecimento com muito jogo de cintura e desapego. Esqueça os “porquês” sobre o passado e pense nos “comos” para o futuro. Evite as paranóias e insônias de uma vida sem coragem de abandonar as perguntas para respostas que nunca virão.
Apenas encerre os ciclos! Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
(Texto com alguns autores mencionados: Sonia Hurtado, Fernando Pessoa ou Paulo Coelho).

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
30 de abril de 2011

sexta-feira, 19 de março de 2010

REFORME SUA VIDA


Quantas coisas aprendemos observando a vida. Estou realizando uma pequena reforma na minha casa que dia após dia tem me feito observar a vida como ela é.
Quando decidimos pintar um cômodo, mudar os móveis ou colocar um quadro novo na parede estamos motivados a buscar algo novo, remover os incômodos ou talvez, criar um ambiente melhor. Objetivos lindos no inicio da reforma, mas que para alcançá-los, ouso dizer, que rolam gotas de suor e até, eventualmente, algumas lágrimas.
Na planta tudo é perfeito, escolhemos as tintas, realizamos projeções maravilhosas e chegamos a pensar como conseguimos viver até agora sem aquele novo sofá combinando exatamente com os tons pastéis das paredes. Mas, vivíamos!
Entretanto a busca constante de um espaço mais feliz e de um ambiente mais próximo dos sonhos das fotos das revistas, nos impulsiona a enfrentar as negociações, as concessões e a bagunça que qualquer mudança promove em nossas vidas. Quantas coisas temos que enfrentar e quantas concessões temos que fazer para conciliar nossas necessidades às das pessoas à nossa volta. E essa é exatamente a analogia da vida real. No trabalho, buscamos acordos antes de começar um projeto, precisamos estabelecer prioridades, analisamos sonhos e objetivos pessoais e de nossos clientes antes de sair realizando ações.
Em muitos lares, falta um diálogo mais honesto sobre expectativas e insatisfações e também autoconhecimento no que diz respeito às nossas próprias necessidades. Aceitamos o sofá vermelho, mas não estamos plenamente satisfeitos com ele e então, repetimos esse comportamento com o cardápio do jantar, com a programação do final de semana ou com a escolha de uma profissão.
Por não saber definir prioridades e buscar acordos, muitos profissionais realizam a gestão de projetos inconsistentes e muitas famílias, após uma dispendiosa reforma, continuam se sentindo insatisfeitas com os resultados.
Às vezes, nas coisas mais simples do dia-a-dia nos perdemos, e não conseguimos respeitar o ponto de vista dos outros. Com isso, não cedemos, não fazemos concessões e deixamos de aproveitar coisas boas que poderiam ser construídas e conquistadas em parceria. Concessões com sabedoria resolvem dificuldades numa reforma e também nos conflitos do cotidiano.
É impressionante observar que, somente quando mexemos em algo importante, as máscaras vão caindo e percebemos que nós mesmos não falamos tudo o que queríamos, não colocamos limites, e inclusive, pressupomos que o outro já saiba das nossas necessidades. Esse é o grande equívoco!
Para evitar qualquer frustração, seja na sua próxima reforma pessoal ou profissional, abra sua mente e o coração para perceber o outro, respeite as suas próprias necessidades sem buscar ser super herói, mas também sem ser indefeso. Com certeza, encontrará um ponto de equilíbrio e compreensão, sem concessões doloridas nem limites desrespeitados.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
20 de março de 2010
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