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sábado, 11 de agosto de 2012

OTIMISMO NA CRISE

"Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. 
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. 
Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, 
pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, 
cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; 
porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."
-- Cora Coralina --


Ser otimista em tempos de “vacas gordas” é um comportamento aparentemente fácil e que faz parte do cenário do melhor dos mundos. Mas como manter o otimismo nos momentos de perda? Como seguir sorrindo sem ter a certeza do cenário que irá encontrar?
Querer segurança em um mundo que se alimenta de mudanças é desejar o impossível. Entretanto, podemos manter uma vigorosa atitude positiva mesmo cercados de infortúnio e instabilidade. O que faz a diferença entre uma vida de realizações e uma existência vazia não são as coisas que acontecem conosco, mas a forma como reagimos àquilo tudo que nos acontece. Sei que pode parecer um discurso de autoajuda, mas garanto a vocês que é real.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

BRASIL, MOSTRA A TUA CARA!

Um homem rasga alguns papéis no carnaval e vai preso. Políticos rasgam nosso dinheiro em corrupção e são (re)eleitos. Um jovem mata uma criança, não presta socorro (e nem depoimento), mas tem sua identidade protegida. Rachas matam adolescentes nas estradas e avenidas das grandes cidades.
Queria evitar a polêmica do carnaval 2012 na coluna desta semana, mas não posso. Há fatos que me doem na alma. Não sou advogada, e muito menos juíza, para ponderar sobre os direitos dos infratores, mas sou mãe e educadora.
Tenho um filho com a mesma idade do menino que causou o acidente com o jet-sky na praia de Guaratuba, litoral de São Paulo, matando um menina de 3 anos. Sinto as dores das duas mães. Não posso julgar, mas ao acompanhar a cobertura da imprensa sobre o inquérito policial, me preocupo com os valores que criamos e multiplicamos pelas novas gerações. Instituimos a filosofia do "isso não vai dar em nada" e pior: nos acomodamos a ela!

sábado, 18 de dezembro de 2010

COMEÇAR DE NOVO



As pessoas parecem não acreditar que lá se foi mais um ano. Todos os dias ouço alguém falar: “Mas, já?”. Sim, o tempo passa rápido e quando menos esperamos, é chegada a hora de planejar uma nova etapa de nossa carreira, nosso negócio ou nossa vida!
Para uma boa análise do cenário que se apresenta e para a construção de metas que sejam compatíveis com o sucesso desejado é essencial transformar qualquer crença limitante e pensamento negativo em pensamentos positivos e motivacionais. Dessa forma, você pode projetar confiança aos seus interlocutores e receber respostas positivas de sua própria vida.
Grande parte da dificuldade que as pessoas sentem em confiar na vida é fruto da projeção de falta de confiança em si mesmas. Por não confiar em si é natural que você deixe de confiar no outro, na vida e nos seus sonhos.
Quer entender melhor? Se você não confia nos outros por receio de que não façam aquilo que dizem que irão fazer, pense se você mesmo tem tido atitudes coerentes com seu discurso. Se tiver medo de se decepcionar, avalie seu grau de exigência consigo mesmo e sua capacidade de admitir fraquezas e de perdoar seus próprios erros.
Para ser capaz de confiar mais, você precisará fortalecer sua autoconfiança e reconhecer seus próprios talentos. Chamo de talento a habilidade de fazer algo com prazer; a inteligência e vocação natural que induz as pessoas a “levar jeito” para determinadas atividades.
Nos humanos, a sensação de aproveitamento dos talentos aprimora o fortalecimento de sua autoconfiança. Se você age sem respeitar seus verdadeiros sentimentos, sem levar em conta sua missão, seus dons e seus valores, você torna‐se fraco e refém de situações em que abdica deliberadamente da possibilidade de ser mais feliz.
A vida não escolhe vítimas, mas sim voluntários. Aproveite o final de ano para analisar se tem utilizado seus talentos e para responder quais são as situações para as quais você está se voluntariando? Que tipo de vida você está se permitindo?
Preste muita atenção nas suas respostas e naquilo que você diz repetidamente a si mesmo. Procure aquele papelzinho onde você escreveu suas intenções para a virada do último ano. Verifique o que já se concretizou ou não. Talvez você fique surpreso ao flagrar‐se em pensamentos do tipo “eu já sabia que ia não conseguir”, “nada comigo dá certo” ou “é difícil progredir na situação em que estou”.
Esses são os tais pensamentos limitantes que devem ser substituídos por autovalorização e reconhecimento de suas qualidades e méritos. Transformar suas crenças do passado facilitará um novo posicionamento e uma nova conduta frente aos desafios que a vida proporciona. Olhar as dificuldades, crises e perdas como mudanças necessárias ou oportunidades de descobrir novos caminhos é um passo importante para idealizar e realizar projetos de sucesso em uma nova etapa ou em um novo ano.
Lembre‐se que a vida é como um jogo de espelhos: se você projetar sonhos e desejos de forma confiante será capaz de ver os outros como pessoas dignas de confiança e auxiliares na execução de suas próprias aspirações. Os outros também se sentirão motivados a confiar em você, pois se sentirão como parte desse jogo. Um jogo em que os espelhos passarão a refletir a constância de seus propósitos e a mutualidade das relações humanas.
Se você conseguir manter a confiança em si mesmo, vai entender o porquê de alguns sábios afirmarem que o importante não é apenas a conquista de um destino, mas vibrar e aprender durante a caminhada. E, se ao final desse ano, o saldo da sua vida não está da forma como você idealizou, tenha certeza que caberá a você mudar o rumo e transformar cada pequeno ato em grande impulso para uma nova etapa.
Nunca perca a fé em si mesmo, pois você é seu maior aliado para conquistar o ano que (re)começa!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na newsletter de Waleska Farias

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RELIGIÃO & ESPIRITUALIDADE


Embora desconheça o autor (ou a autora) do texto, gostei muito desse texto que recebi e desejo compartilhar com vocês. Não pretendo discutir o melhor time de futebol ou minha própria religião, mas sim estimular nossa reflexão sobre crenças e limitações que muitas vezes não refletem a verdade ou nossas próprias convicções pessoais.
UMA GRANDE LIÇÃO 

Em um recente episódio envolvendo os jogadores de um time de futebol paulista numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral, para entregar ovos de Páscoa, uma parte dos atletas se recusou a entrar na entidade e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos e não sabiam que se tratava de uma casa espírita.
Os meninos pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus. 
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.
E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina - ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia cerebral.   
"OS LIMITES SÃO FÍSICOS. AS LIMITAÇÕES SÃO MENTAIS"

sábado, 25 de setembro de 2010

SABOTAGEM


Pensar em sabotagem traz logo em mente cenas de filmes onde terroristas e exércitos americanos em guerra utilizam planos suspeitos para que seus inimigos não se fortaleçam e não atinjam seus objetivos.
Na verdade, sabotagem é o ato de impedir o pleno funcionamento de qualquer mecanismo, institucional ou não, que seja contrário aos interesses dos sabotadores.
Já parou para pensar que o sabotador da sua vida pode não ser nenhum terrorista malvado, mas você ou sua equipe?
Em quantos momentos, você esteve pronto para para dar um novo salto ou efetivar uma mudança profunda em sua vida e recuou? Quantas empresas escrevem planos perfeitos, mas na hora de implantá-los parecem não ter fôlego para levá-los até o fim?
A dificuldade de realizar seus desejos ou cumprir seus objetivos não mora no desconhecido, mas na sua própria resistência à mudança.
Qualquer um é capaz de iniciar um novo empreendimento, uma nova relação afetiva ou um novo regime. Entretanto, muitos logo percebem que esse novo não é verdadeiramente novo. Procuram e até exigem os mesmos comportamentos da vida anterior, e pior: cometem os mesmos erros.
A sabotagem a si mesmo é um sério problema não só no universo pessoal, mas também na vida profissional onde se espera que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem concretamente os objetivos a que se propõem. Não há mais espaço para “mi-mi-mi”; as coisas têm de dar certo e pronto.
Entretanto, você escuta e obedece ordens de seu inconsciente. Crenças adquiridas quando criança que parecem não deixar que você concretize seus planos pessoais ou profissionais. Afinal, você foi educado para cumprir o que era pedido, sem escutar suas próprias preferências ou considerar suas reais potencialidades. Indivíduos assim não encontram espaço para a mudança ou para a inovação. Não há espaço sequer para a imaginação.
Cada vez que desconfiam de sua capacidade de superar obstáculos, buscam meios de bloquear e paralisar as novas emoções. Preguiça e orgulho serão expressões comuns de auto-sabotagem. Uma sabotagem aparentemente legitima, já que o medo da mudança é maior do que a própria força para mudar.
Quem não conhece alguém que tenha desistido de um regime tendo um milhão de justificativas para sua atitude?
O ciclo da auto-sabotagem se instaura porque o inconsciente quer chamar atenção para as razões profundas que motivam suas ações.
Para descobrir quais são as suas, procure detectar culpas, medos, raivas ou registros negativos de sua infância. Certamente, eles são responsáveis por seus comportamentos repetitivos de auto-sabotagem.
Quando pensar em frases prontas para responder situações inesperadas ou para fugir de situações de conflitos, anote-as e se quiser repetí-las, fuja. Enquanto se auto-iludir com soluções irreais e resistir em rever seus erros e aprender com eles, bloqueará qualquer possibilidade de crescimento ou mudança.
Pergunte-se quem realmente você é e o que deseja ser. Ninguém espera ser terrorista de si mesmo para sempre.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
25 de setembro de 2010
Inspirado em O Ciclo da Auto-Sabotagem de Stanley Rosner

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A ARTE DE NÃO JULGAR

Começo o artigo dessa semana com uma afirmação que talvez choque muitos de vocês, mas que quando ouvi fez todo o sentido: Nenhum ser humano é julgável!
Entretanto, julgar tem sido um hábito que aprendemos nas relações mais simples: aprendemos a julgar ao assistir televisão, na escola ou nas relações com nossos pais. Fazemos isso todos os dias, toda hora e pior, sem nos darmos conta.
Somos julgados pela nossa aparência, nosso jeito de falar, de sentar, de se portar. Tenha certeza que sempre existirá alguém por perto que há de tirar conclusões a nosso respeito. Quem nunca foi vítima de um engano desse tipo que atire a primeira pedra.
Mas, o que posso afirmar é que nenhum ser humano é a mesma coisa o tempo todo. Na verdade, cada um de nós tem pensamentos e atitudes que geram situações positivas ou negativas. Isso pode ser julgado, não nossa essência enquanto ser humano.
Ninguém é só gênio ou só idiota. Nenhum rótulo representa o universo de possibilidades que é uma pessoa. Por exemplo, por mais competente que você seja na sua profissão, será que ao assumir uma nova posição será exatamente tão competente quanto é agora? E mais: será que jogando futebol você é tão competente também?
Se a sua resposta foi não para qualquer uma das perguntas, você já conseguiu perceber que ninguém é o que é o tempo todo.
O peso de um rótulo pode levar qualquer um de nós a uma percepção incorreta sobre a vida, sobre si mesmo ou sobre as pessoas.
Nada é tão presumível assim! Já vi casos de pessoas serem tachadas de antipáticas, apenas porque não estavam no seu melhor dia; e que, depois de tachadas, sofreram muito tempo amargando tal rótulo. Afinal, não há órgão mais poderoso no ser humano do que nosso cérebro: basta que se crie uma crença para que passemos a registrar apenas momentos de antipatia de uma determinada pessoa. Parece loucura, mas você sabia que nosso cérebro pensa todos os dias 90% das coisas que pensou no dia anterior?
Então, sempre que se sentir impulsionado a tirar conclusões sobre uma pessoa, pense: “Pessoas necessitam de compreensão e não de hipóteses. Nenhuma pessoa é julgável e todas têm falhas como todo o ser humano”. Colocar um rótulo em si, no outro ou na vida não te ensinará a lidar com a situação.
Não é porque uma moça bonita falou “bom dia” pro seu marido, que ela vai levá-lo pra cama. Cultive em você a segurança, a capacidade de lidar com o novo e de superar problemas.
Fazendo isso, você muda a sintonia de seu pensamento. Você desliga o medo e liga o interruptor da empatia, solidariedade e bem-estar. Nossa vida é muito mais consciente do que percebemos e a maneira como aprendemos a pensar e construir nossas crenças é o maior inimigo na arte de não julgar.
Que tal experimentar?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado na coluna Opinião - MogiNews
23 de janeiro de 2010
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