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sábado, 11 de agosto de 2012

OTIMISMO NA CRISE

"Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. 
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. 
Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, 
pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, 
cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; 
porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."
-- Cora Coralina --


Ser otimista em tempos de “vacas gordas” é um comportamento aparentemente fácil e que faz parte do cenário do melhor dos mundos. Mas como manter o otimismo nos momentos de perda? Como seguir sorrindo sem ter a certeza do cenário que irá encontrar?
Querer segurança em um mundo que se alimenta de mudanças é desejar o impossível. Entretanto, podemos manter uma vigorosa atitude positiva mesmo cercados de infortúnio e instabilidade. O que faz a diferença entre uma vida de realizações e uma existência vazia não são as coisas que acontecem conosco, mas a forma como reagimos àquilo tudo que nos acontece. Sei que pode parecer um discurso de autoajuda, mas garanto a vocês que é real.

sábado, 7 de abril de 2012

PÁSCOA PESSOAL

Faça desta páscoa, a tua páscoa. Faça desta ressurreição, tua ressurreição.
Nunca se entregue, pois é somente a cada adversidade
que poderemos vislumbrar uma nova oportunidade.
-- Ivan Teorilang--


A celebração da Páscoa tem um significado importante, de renovação, de mudança, de libertação. Também é um momento para fazermos uma reflexão sobre a vida, a família, a profissão, o país e o mundo que desejamos ver acontecer buscando trazer luz, onde haja escuridão; esperança, onde reine o desespero; compaixão onde vigore a dor.
Viver a Páscoa é ser capaz de mudar; é partilhar a vida na esperança; é lutar para vencer toda a sorte de sofrimento. Viver a Páscoa é ajudar mais gente a ser gente; é viver em constante libertação; é crer na vida capaz de vencer a morte.
Independente de sua crença religiosa, um mundo mais humano é aquele onde as pessoas investem na fraternidade e vivenciam a solidariedade. É renascimento, recomeço e amor constante. É ter sempre a certeza de uma nova chance para melhorarmos as coisas que não gostamos em nós, para lutarmos por nossos ideiais e para sermos mais felizes por sermos simplesmente o melhor que podemos ser.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A CULPA É DE QUEM?

Entra ano, sai ano e as fortes chuvas de janeiro continuam provocando destruição em várias partes do país. O Alto Tietê, mais uma vez, não saiu ileso: casas em Mogi das Cruzes, encostas em Guararema, comércios em Poá...
Por todos os lados, o que resta à população é a contabilização do prejuízo. Muitos perdem bens e ficam desabrigados. Recomeçar é inevitável.
Se o filme é o mesmo todos os anos, por que não são tomadas providências para contornar os efeitos dos temporais? Existem culpados para tanta desgraça?
Se pararmos para conversar em qualquer ponto de ônibus ou mesa de bar, veremos pessoas colocando a culpa no governo X ou Y, ou pior, culpando a própria natureza pelos estragos e transtornos que a chuva causa.
Entretanto, converse com sua avó. A quantidade de chuva não é o problema. Sempre choveu no verão. O problema é a forma como o ser humano conviveu com o mundo pelos últimos 50 anos. Construções em locais proibidos são perigosas. Consumismo desmedido traz conseqüências. Lixo na rua entope bueiro. Isso sem falar que o solo impermeabilizado pelo asfalto das grandes cidades não consegue dar vazão a toda água que naturalmente cai do céu. A natureza reclama!
Cabe ao poder público rever a urbanização das cidades reduzindo as áreas de habitação irregular e a falta de cobertura florestal. Além disso, compete à administração pública a limpeza de bueiros, canalização em córregos, ampliações das galerias e muros de contenção, além dos piscinões, que recebem a água das chuvas em regiões onde o relevo é favorável às inundações.
Quanto a nós, é preciso incentivar nas pessoas um comportamento mais consciente. Manter as drenagens, valas e canaletas desobstruídas é responsabilidade da população. Não adianta reclamar se você joga lixo nas ruas ou nas margens de córregos, rios e áreas verdes. Para a natureza, lixo vai desde a bituca do cigarro, o papel de bala até móveis velhos. Basta andar pelas cidades, principalmente na periferia, que encontramos facilmente geladeiras e móveis jogados nas ruas. Se você não faz da sua casa uma extensão do lixão, trate sua cidade da mesma forma.
Ajudar as vítimas a reconstruir aquilo que perderam é uma bonita atitude solidária. Todavia, ser humano de verdade é assumir sua própria responsabilidade para evitar novas tragédias relacionadas ao meio ambiente.
Quando ambos, governo e população, cumprirem seus papéis, as enchentes poderão ser mais raras. Só Alagamentos podem até acontecer, pois o solo nem sempre agüenta o peso da natureza. Mas, uma comunidade consciente pode evitar desastres como os dessa última semana. Não lave suas mãos culpando os outros!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
15 de janeiro de 2011 
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