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sábado, 11 de agosto de 2012

OTIMISMO NA CRISE

"Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. 
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. 
Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, 
pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, 
cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; 
porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."
-- Cora Coralina --


Ser otimista em tempos de “vacas gordas” é um comportamento aparentemente fácil e que faz parte do cenário do melhor dos mundos. Mas como manter o otimismo nos momentos de perda? Como seguir sorrindo sem ter a certeza do cenário que irá encontrar?
Querer segurança em um mundo que se alimenta de mudanças é desejar o impossível. Entretanto, podemos manter uma vigorosa atitude positiva mesmo cercados de infortúnio e instabilidade. O que faz a diferença entre uma vida de realizações e uma existência vazia não são as coisas que acontecem conosco, mas a forma como reagimos àquilo tudo que nos acontece. Sei que pode parecer um discurso de autoajuda, mas garanto a vocês que é real.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EU, HEIN...


O ENEM é uma vergonha nacional. Fernando Haddad, ministro da Educação, é de uma incompetência que chega a assustar qualquer especialista em gestão.
A aplicação do exame em 2010 demonstrou a falta de capacidade dos seus organizadores e se pudesse pensar em uma única nota para todo o processo, certamente seria zero.  Todo mundo de recuperação!
Ao contrário do que alguns possam imaginar, não sou contra o ENEM. É importante que o Ministério da Educação possua mecanismos de avaliação e controle daquilo que acontece nas salas de aula. Entretanto, defender uma prova única para todos os concluintes do ensino médio em um país com as dimensões continentais como o Brasil e com um sistema educacional repleto de falhas e diferenças como o nosso soa como absoluta utopia.
Minha primeira reação à falácia sobre os erros ocorridos no ENEM foi frustração. Pensei no meu filho, prestes a ingressar no ensino médio, e nos meninos e meninas que trocam as baladas pelos simulados e plantões.
A aprovação do exame e a nota obtida servem como porta de acesso às universidades e ao sonho de uma vida melhor.
Mas para muitos a porta está se fechando...


Enquanto a UNE comemora a decisão do Tribunal Federal da 5ª Região em derrubar a liminar que proibia o exame e o ministro mantém sua posição de que os erros estiveram dentro da “taxa de tolerância”, ouço comentários de adolescentes que acreditam cada vez menos no processo.
Se “sonhar não custa nada”, os erros do ENEM podem custar anos de dedicação e um saldo muito negativo na credibilidade educacional do nosso país.
Se o MEC não consegue admitir seus próprios erros e o governo acoberta aquilo que não consegue explicar, seria a Nação uma máquina de mentiras?
Não podemos pactuar com uma educação cujas bases estejam em ameaças ou mentiras. Uma educação que jogue para baixo do tapete os cacos de um vaso que se quebrou... São dois anos consecutivos de demonstração de fragilidade e problemas por parte do MEC.
Muito pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender e reinventar-se. O ENEM precisa de uma proposta inovadora que rompa com o ensino conteudista e com um processo seletivo ultrapassado.
Já o Brasil precisa de pessoas que enxerguem o processo educacional como um meio de desenvolver as suas próprias competências bem como as competências essenciais ao desenvolvimento de nossa Nação.
Não falta inteligência ao brasileiro. Falta, sim, competência para fazer gestão.
Gestão moderna significa ter atitude positiva e corajosa para entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O dever da perfeição é apenas uma herança totalitária e positivista que impede a criatividade e a inovação.
Errou? Apague e faça de novo.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
13 de novembro de 2010
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