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sábado, 5 de novembro de 2011

MEDIDAS DO TEMPO

"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo
propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se;
tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiastes)


Panetones nas prateleiras dos supermercados, decoração natalina nos shoppings e pinheirinhos à venda não deixam dúvida: o Natal está chegando. E, com ele, aquele comentário tradicional: "como esse ano passou rápido!". Dizemos e ouvimos isso ano após ano, principalmente quando o final do segundo semestre dá seus primeiros sinais. O tempo parece estar com pressa.
Na verdade, o tempo continua sendo o tempo. O problema é que a gente cresceu e a percepção de que os dias passam de forma mais acelerada acontece porque nós mesmos estamos vivendo mais acelerados. Muitas demandas, muitas informações, muitos resultados.
A globalização da economia, vencendo as fronteiras do tempo e do espaço, nos dá a impressão de que qualquer atividade pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar. E pior: sem nos darmos conta do quanto isso acontece a qualquer preço, seja a ausência da família, dos amigos ou da nossa própria saúde.

domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA: CHOCOLATE, FÉ E OPORTUNIDADES

Falar sobre a Páscoa é inevitavelmente falar em chocolate.
Como venho de uma formação cristã, é claro que oriento meus filhos sobre o real significado desse evento religioso cristão e busco ir além da simples compra de ovos de Páscoa e bombons.
Em 2011, eu e meu filho mais velho nos preparamos para o momento da ressurreição em abstinência durante a quaresma. Ele vetou o chocolate e eu quase enlouqueci retirando o refrigerante da minha dieta. Como a intenção da quaresma é a penitência para remissão dos pecados, escolhemos aquilo que nos tempos modernos nos traria maior significado do que a carne do início do século IV.  Se "todos pecamos e todos precisamos fazer penitência”, como afirma São Paulo, certamente optamos por aquilo que nos é mais difícil.


É claro que apenas isso não basta. Como li no Blog da Manna: "mais importante que tudo isso é ter Jesus dentro do coração, da boca pra fora, fazer pose perante a família, fingimento e falsidade nada disso adianta!"
Por isso, usei o período da quaresma para profundas reflexões (principalmente profissionais) e para a prática dos princípios essenciais à minha fé. Reaproximar-me de Deus faz parte das minhas metas para 2011 e também do meu crescimento pessoal para que possa me tornar uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
Além destas reflexões, é claro que também aproveito o período da Páscoa com todas as suas possibilidades (algumas até um pouco pagãs) de comemoração.
A tradição do Coelho e seus ovos coloridos surgiu de povos que comemoravam nesta época a passagem do inverno para a primavera. Como parte das comemorações era costume oferecer e receber ovos coloridos, que representavam a vida e a fertilidade que esta estação do ano trazia. Para a entrega destes ovos, quer animal mais veloz e mais fértil que o Coelho? Sua escolha não foi à toa.
Ao longo do tempo, os ovos de pato ou galinha pintados manualmente foram sendo substituídos por ovos de madeira, prata e até mesmo ouro decorados com pedras preciosas, até que, com a chegada das indústrias de chocolate, passaram a ser produzidos com esta matéria prima. O chocolate se tornou, então, um dos símbolos da páscoa. E eu confesso que não reclamo!
Lembro-me com saudade das aulas no ensino fundamental no Colégio Imperatriz Leopoldina onde estudei por toda minha vida quando nos aventurávamos a pintar cascas de ovos e enchê-los de chocolate nessa época do ano.


Lembro-me também da minha mãe e de suas aventuras por toda a casa com os ovos de chocolate escondidos gerando ansiedade e correria em todos nós. É claro, que até hoje o ritual continua... E agora na casa da nossa própria família Coelho!

Como uma boa chocólatra de plantão, hoje é um dia de “lambança” em família. Combino com amigos e parentes a quantidade de ovos que as crianças ganharão evitando abusos e excessos desnecessários, mas mesmo em constante luta contra a balança, hoje é dia de deixar os benefícios do chocolate falarem mais alto.
Sim! Chocolate pode trazer vários benefícios à saúde.


Aliado a sensações de prazer e bem-estar, rico em carboidratos e excelente fonte de energia, o chocolate também pode beneficiar a saúde do coração, pois contém flavonóide, uma substância presente na semente do cacau que age como protetor cardiovascular. Essa substância quando absorvida pelo organismo ajuda na redução da formação de placas de gordura, diminui a oxidação do colesterol ruim, melhora o fluxo sanguíneo e o controle da pressão arterial, beneficiando o funcionamento do coração. A Associação de Cardiologia dos Estados Unidos afirma, inclusive, que o chocolate ajuda a reduzir os riscos de ataque cardíaco e diminui a tendência de coagulação das plaquetas e obstrução dos vasos capilares.
Portanto, com moderação, essa tentação está totalmente liberada neste Domingo de Páscoa.
Aliás, costumo dizer que pior do que fugir da dieta é sentir-se culpado. Aproveite a data, escolha um chocolate de boa qualidade (menos gordura e açúcar e mais cacau) e delicie-se!
Lembre-se que além do doce sabor do chocolate em seu paladar, você também pode aproveitá-lo para incrementar seu negócio. Receitas? Bombons? Que tal ir além?
Aposto que você já percebeu como esse ingrediente vem sendo incorporado a diversos segmentos que vão além da gastronomia.
Se um dia ele já foi responsável pelo aparecimento da acne no rosto ou por todos aqueles quilinhos a mais no corpo das mulheres, hoje é um aliado em tratamentos estéticos (cremes, sabonetes e perfumes), em maquiagens (batons, gloss, esmaltes) e na decoração (velas aromáticas, almofadas, incensos).
Portanto, nesse Domingo de Páscoa, mergulhe no universo do chocolate. Com ou sem calorias...


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RELIGIÃO & ESPIRITUALIDADE


Embora desconheça o autor (ou a autora) do texto, gostei muito desse texto que recebi e desejo compartilhar com vocês. Não pretendo discutir o melhor time de futebol ou minha própria religião, mas sim estimular nossa reflexão sobre crenças e limitações que muitas vezes não refletem a verdade ou nossas próprias convicções pessoais.
UMA GRANDE LIÇÃO 

Em um recente episódio envolvendo os jogadores de um time de futebol paulista numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral, para entregar ovos de Páscoa, uma parte dos atletas se recusou a entrar na entidade e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos e não sabiam que se tratava de uma casa espírita.
Os meninos pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus. 
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.
E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina - ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia cerebral.   
"OS LIMITES SÃO FÍSICOS. AS LIMITAÇÕES SÃO MENTAIS"
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