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sábado, 26 de janeiro de 2013

NEGÓCIOS COLABORATIVOS

"Considero feliz aquele que quando se fala de êxito busca a resposta em seu trabalho."
(Ralph Waldo Emerson)


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de emprego, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais. 
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, aos poucos vamos trilhando um novo caminho. A construção de uma sociedade fundamentada na valorização das pessoas, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

sábado, 10 de novembro de 2012

ACORDEI RICA

Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem,
 mas não para a sua ambição.
-- Mahatma Gandhi --


Calma! Para aqueles leitores que sabem onde eu moro nem adianta fazer fila na porta de casa, pois não ganhei na mega-sena e nada mudou na minha conta corrente. Na verdade, assim como eu, milhões de brasileiros acordaram ricos graças a uma nova divisão de classes apresentada pelo governo federal.
A divisão da população brasileira em classes socioeconômicas é baseada no Critério de Classificação Econômica Brasil, levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). Essa classificação surgiu em 1997 para medir o poder aquisitivo das pessoas, avaliando os bens da família e o grau de escolaridade do chefe da casa. Aposto que alguém já passou na sua casa perguntando quantas televisões, quantos banheiros, quantas geladeiras você possui. Na prática, os itens possuídos por sua família valem pontos e definem a que classe ela pertence.
Não sei se é surpresa para alguns, mas o Censo, do IBGE, na verdade, nunca definiu classe, o que ele aponta é a renda das famílias brasileiras. O que define a classe são as classificações como as informadas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NEGÓCIOS INCLUSIVOS

“Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade.
Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima.
Mas para tais questões, não basta um no mundo.
 Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.”
-- Fernando Almeida --
Presidente executivo do CEBDS


Se você tem mais de 30 anos, irá se lembrar do início do processo de globalização vivido nas décadas finais do século XX quando grandes mudanças ocorreram no mundo do trabalho, por conta de alterações nos processos produtivos, nas tecnologias e nas relações de trabalho, provocadas pelas novas formas de organização dos mercados globais.
Desemprego, trabalho precário, informalidade, terceirização e transferência de setores e empresas para países e regiões com menores gastos e menos direitos trabalhistas passaram a representar riscos para o trabalho decente e a geração de empregos formais. Entretanto, a construção de uma sociedade fundamentada no empreendedorismo, na valorização do capital intelectual, na liberdade e na justiça não pode manter a situação dos "sem emprego".

sábado, 26 de fevereiro de 2011

COMPRAS GOVERNAMENTAIS



Não há quem duvide do potencial do empreendedorismo para geração de empregos, renda, desenvolvimento e justiça socioeconômica. As micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras representam mais de 98% dos estabelecimentos formalmente constituídos, empregam quase 70% do pessoal ocupado e geram 20% do PIB.
Entretanto, sua participação nos processos de compras governamentais é de apenas 15%, índice que poderia ser muito mais relevante caso um ambiente mais favorável aos pequenos negócios fosse consolidado. Burocracia, dificuldade de acesso ao crédito e a novos mercados, legislação e sistema tributários ultrapassados são obstáculos a serem vencidos.
Contudo, governos podem (e devem) fazer uso do seu poder de compra como mecanismo de fortalecimento ao empreendedorismo local. Facilitar o acesso das MPE ao mundo das compras governamentais pode ser a base para a instalação de um ciclo virtuoso na economia.
Parece fácil, mas boa vontade não basta. Os processos de aquisição pública precisam garantir legalidade, isenção, menor preço, qualidade, ampla disputa, transparência, celeridade e participação irrestrita de todos os fornecedores. Tais critérios, contemplados na Lei de Licitações (lei 8.666/93), têm seu mérito administrativo, mas atribuíram formalidades e requisitos que separam as empresas de seus maiores clientes: prefeituras e governos estaduais e/ou federais.
Mesmo aparentemente complicado, a dificuldade pode valer a pena em função do mercado que se abre às MPEs. Com conhecimento e organização, qualquer empresa pode usufruir desse mercado potencial. Na verdade, muitas empresas mal têm consciência de seus direitos.
Você sabia no caso de um empate por preço entre uma pequena e uma grande empresa participante de licitação, será assegurado, como critério de desempate, a preferência de contratação para a pequena empresa quando seu preço for até 10% maior que o preço da grande empresa? Ou que em contratações de até R$ 80 mil e havendo no mínimo três pequenas empresas competindo pela conta, a preferência será dada à elas? E ainda que existe possibilidade de subcontratação nos grandes contratos desde que não exceda a 30% do total licitado?
Para aproveitar essas oportunidades, a empresa precisa estar pronta para um tipo de atendimento em que qualidade e bons critérios de formação de preço serão fatores essenciais para que se candidate com condições de êxito. Precisa, ainda, estar organizada, capacitada e cons¬ciente de seus próprios processos de gestão de forma a oferecer produtos sempre competitivos em escala e preço. Uma vez estruturada corretamente, habilitar-se como fornecedora ao serviço público pode representar um aumento significativo de faturamento.
Para o governo, o fortalecimento do consumo local em seus processos de compra reduz as despesas de custeio administrativo, aumenta as possibilidades de investimento municipal, propicia a geração de renda e emprego e cria vínculos mais fortes e produtivos entre os agentes locais de desenvolvimento (indústrias, comércios, serviços e agricultura).
Aliás, faço o convite para que cada um de nós se inspire nessa idéia. Com ou sem licitação, população, empresas ou administração pública deveriam realizar suas compras com fornecedores locais, aquecendo a economia e contribuindo para a geração de renda, empregos e negócios.
Pense nisso!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
26 de fevereiro de 2011
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