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sexta-feira, 22 de março de 2013

HAVERIA NEGÓCIO SEM ÁGUA?

É possível fazer negócios num mundo sem água?
Por Ricardo Zibas*


A escassez de água é um dos tópicos que têm atraído cada vez mais atenção nos debates da agenda corporativa dos últimos anos. Prevendo uma rápida extinção de fontes exploráveis, muitas empresas estão tomando medidas para utilizar de modo mais eficiente esse recurso vital.
Estudos demonstram que a demanda global por água doce excederá em 40% a oferta em torno de 2030, com implicações potencialmente calamitosas para a sociedade, o meio ambiente e os negócios. Quando comparada com o impacto das mudanças climáticas, teoricamente mais gradual e indireto (mas que recebe bem mais atenção), a escassez de água parece ser uma questão mais imediata e gerenciável.
Como as outras megaforças da sustentabilidade, a questão hídrica apresenta grandes riscos, mas também oportunidades para as empresas. Uma oferta de recursos decrescente pode significar desde a falta de insumos para a produção (agronegócio, alimentos, bebidas) até uma redução na capacidade de geração de energia, em específico num país com uma matriz como a nossa, baseada em hidrelétricas.

O DIA DA ÁGUA E OS NEGÓCIOS


Na data de hoje, 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, com o intuito de trazer a reflexão sobre a utilização e desperdício desse recurso natural. Todos sabem que a água é essencial para que haja vida. Ela compõe 70% do corpo humano, é fundamental no cultivo de alimentos e na produção de energia elétrica, por exemplo.
A água é insumo para empresas de todos os portes, setores e segmentos. Em alguns casos, é matéria-prima essencial, como em lava jatos, lavanderias, restaurantes e agronegócios. Você já parou para pensar em como e quantas vezes esse recurso é utilizado na sua empresa?
O Centro Sebrae de Sustentabilidade elaborou uma cartilha específica que nos convida a refletir sobre o assunto e a aplicar algumas medidas simples para reduzir o desperdício. Adotando algumas delas, será possível perceber também uma economia financeira na sua empresa. Que tal aproveitar o dia para conhecer? Basta clicar aqui.

Dicas

- Faça a captação e o aproveitamento da água da chuva e reuso de água em geral (use para manutenção dos ambientes e jardins);
- Armaneze água em cisternas ou reservatórios grandes;
- Elimine os vazamentos;
- Dê preferência ao uso de equipamentos com baixo consumo de água, como torneira, chuveiro e descarga.

Tenha certeza que ser sustentável é ser também competitivo!

domingo, 1 de julho de 2012

POTENCIAL OU RESULTADO

"Trate as pessoas como se elas fossem o que poderiam ser
e você as ajudará a se tornarem aquilo que são capazes de ser."
-- Goethe --


Resultado é a palavra de ordem nas empresas. Seja no nível estratégico, tático ou operacional, atingir resultados surpreendentes é o caminho para que qualquer profissional seja avaliado, reconhecido e promovido.
Se você deseja se destacar, deve entender que apenas um enorme potencial não basta. É preciso apresentar resultado!
Todo pai coruja, em algum momento, já imaginou que seu filho poderia ser um grande cientista, um esportista famoso, ou talvez o presidente do país. Vislumbrar o futuro profissional de um filho, ou de um colega profissional, é o resultado de um misto de desejo, intuição e intenção, com alguma dose de julgamento racional.
Em linguagem empresarial simples, avaliar potencial significa antever o quão “longe” ou “alto” um determinado indivíduo é capaz de chegar a partir de sua atual posição. Significa afirmar que o indivíduo tem as qualidades, ou competências, para se tornar, por exemplo, um Analista, Gerente ou Diretor.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CAMINHOS PARA MELHORAR O APRENDIZADO


Estar exposto às salas de aula faz alguma diferença aos alunos nos dias de hoje?
Com essa pergunta, o Instituto Ayrton Senna em parceria com o movimento Todos pela Educação lançou no dia 28 de abril, Dia da Educação, o projeto Caminhos para melhorar o aprendizado”.
Fiquei vidrada em cada slide que era apresentado pela Barbara Burns, do Banco Mundial e pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros.
Sob sua coordenação, as principais conclusões de 165 estudos nacionais e internacionais com base empírica e tratamento estatístico dos impactos de políticas de Educação no aprendizado dos alunos foram disponibilizadas no site do projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”. O objetivo é contribuir para a implementação de políticas públicas possíveis e positivamente impactantes no aprendizado dos brasileiros.

Um pergunta que não me sai da cabeça desde que assisti o lançamento do portal: o que realmente deve mover as transformações da educação brasileira: PAIXÃO ou RAZÃO?
Durante muitos anos, apaixonados pelo processo educacional defenderam mudanças educacionais com base em suas vivências, a partir de sua vocação.
Ótimo. Serviram para semear o terreno.
Hoje é preciso tratar o tema com insumos estatísticos e estudos que sirvam como amostra comparativa. É preciso trazer RAZÃO para a discussão dos processos educacionais com PAIXÃO, como disse Ricardo Paes de Barros.
Não adianta um forte investimento na educação nacional se não pudermos transformar gastos em resultados. Ter materiais e recursos dentro das escolas não é suficiente para produzir aprendizagem. Precisamos ir além da estrutura. Vários estudos do Banco Mundial, mostram que as práticas básicas brasileiras ainda estão longe dos padrões de excelência mundiais. Nossos professores ainda perdem muito em processos burocráticos dentro da sala em troca de oferecer espaço de aprendizagem as crianças e adolescentes. Dessa forma, entregaremos burocratas ao futuro!
As escolas precisam de professores que dediquem seu tempo aos processos de aprendizagem e não as chamadas para presença ou as cópias da lousa. Precisamos mudar!
A melhoria da qualidade do ensino no Brasil depende de um compromisso ético da sociedade, de muita vontade política e de maior competência técnica do professor.
É verdade que somos um dos países que mais tem crescido em alguns critérios de avaliação educacional. Entretanto, ainda estamos muito mal. Por mais gols que o time da educação nacional venha fazendo, nossa base de comparação é muito inferior. Crescemos, mas crescemos pouco! Precisamos sair da terceira para a segunda divisão mundial. Nosso atraso é de 28 anos com relação ao Chile, por exemplo. E o Chile não é a Finlândia, certo?
No século passado, o Brasil conseguiu colocar mais de 90% das crianças e adolescentes em idade escolar na escola, mas a qualidade de ensino se deteriorou bastante. O binômio qualidade-quantidade nos conduz, então, a uma importante reflexão. Não basta uma grande expansão quantitativa do acesso, é preciso também direcionar esforços para cinco outras variáveis que o estudo apresenta:
1) recursos da escola;
2) plano e práticas pedagógicas;
3) gestão da escola;
4) gestão da rede de ensino; e
5) condições das famílias.
Não adianta pensarmos em fatores associados, mas em fatores determinantes quando o assunto é educação. Os caminhos para melhorar o aprendizado são longos e complexos. Para usar uma linguagem esportiva, mais uma vez (Ayrton Senna sempre nos inspira a isso): a melhoria da educação não é uma corrida de 100 metros rasos é uma maratona! Longa, exaustiva, mas cuja sensação de conquista é insuperável.

Educação não é apenas uma política social, mas sim uma política estratégica para o desenvolvimento econômico e político de uma nação. Por isso, requer mudanças profundas na relação educador/ educando, na formação do professor, na revisão de conteúdo, método e de gestão do sistema de ensino. É uma grande tarefa que o Brasil tem para as próximas décadas. E ninguém pode ficar de fora.
É preciso repensar, reinventar a relação escola, família e comunidade.


Nenhuma pesquisa, sozinha, será capaz de desenhar um plano pedagógico que construa a escola perfeita, mas pode contribuir positivamente na ampliação da vontade política para deliberação de políticas públicas mais impactantes no setor.
Alguns caminhos apresentados pela pesquisa e divulgados pelo movimento Todos Pela Educação/Instituto Ayrton Senna falam sobre:

1 - Qualidade do professor
Segundo Paes de Barros, os estudos realizados na última década deixam claro que a qualidade do professor tem grande impacto sobre o desempenho educacional dos alunos. Um aluno que tem um bom professor (um docente entre os 20% melhores da rede) pode aprender durante um ano letivo 68% a mais do que se tivesse um professor ruim (entre os 20% piores da rede).

2 - Tamanho da turma
As evidências apontam que uma redução média de 30% no tamanho da turma leva a um aumento de 44% no que tipicamente um aluno aprende ao longo de um ano. O impacto da redução da quantidade de alunos por turma depende do tamanho original do grupo. Reduzir uma turma grande gera mais impacto sobre o aprendizado do que fazer o mesmo em uma turma que já é pequena.
Além disso, os efeitos variam de acordo com o ano escolar. Estudos apontam que para o 6º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, os resultados são significativos em classes que tenham mais de 30 alunos. Para o Ensino Infantil, por exemplo, os efeitos dessa redução já começam a aparecer a partir de 20 alunos.

3- Composição das turmas
Se as escolas devem agrupar os alunos em turmas homogêneas ou heterogêneas é um tema controverso, sobretudo porque cada tipo de composição de turmas tem suas vantagens e desvantagens.
A escola tem como objetivos desenvolver habilidades principalmente em duas dimensões: cognitiva (que chamamos aqui de aprendizado) e social e de cidadania. Como o recorte desse projeto é o de estudar o impacto no aprendizado, os estudos indicam que, mantendo-se constante a qualidade do professor e do material didático, o fato de estar em uma turma homogênea aumenta o aprendizado, tanto no Ensino Fundamental como no Médio. O ganho no desempenho médio equivale a 35% do que um aluno aprende tipicamente em um ano.

4 - Calendário escolar
Há evidência científica de que não cumprir os dias letivos previstos pode aumentar a taxa de repetência, especialmente dos alunos de pior desempenho. Uma das explicações para esse resultado é que, para cumprir o currículo estipulado em um ano letivo mais curto, o professor aumenta o ritmo das aulas, passando maior volume de conteúdo em menos tempo, o que prejudica o aprendizado, principalmente, o dos alunos que apresentam maior dificuldade. Outra explicação é que o currículo é apenas parcialmente cumprido.
Os estudos – a literatura disponível concentra-se nos primeiros anos do Ensino Fundamental – apontam que, levando-se em conta um absenteísmo médio de 5% em relação ao calendário anual, um dia que o professor deixa de faltar aumenta a proficiência do aluno o equivalente a 4% do aprendizado médio anual. Em ambientes onde a taxa de absenteísmo é mais alta, o impacto na proficiência de um dia a mais de aula pode ser ainda maior.

Quer saber mais? Acesse o site do projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”.
Tenho certeza que um país mais empreendedor depende de uma educação mais integrada e eficiente. Não adianta ambiente e recursos. As escolas precisam desenvolver competências e uma cultura mais empreendedora para podermos acelerar na corrida da educação mundial.
Afinal, de que adianta ter vontade se você não acreditar que pode?

 “Todo mundo conhece a parábola do besouro, que é absolutamente verdadeira: é um inseto que, pelas leis da aerodinâmica não conseguiria voar, mas como não tem a menor idéia disso, ele voa (...)”

Foi com essa frase que Viviane Senna terminou o encontro no dia 28. Eu tenho certeza que podemos!

terça-feira, 22 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre se estabeleceu às margens de rios e mares visando garantir seu sustento. Com o passar dos anos e evolução (?!?) do ser humano, a água passou a ser tratada com menos respeito sendo poluída e desperdiçada.
No dia em que comemoramos o Dia Mundial da Água, o Lounge Empreendedor não pode deixar de registrar a preocupação com esse bem precioso e insubstituível, principalmente no que se refere à sua utilização nas empresas.
Crescentes necessidades de água, limitação dos recursos hídricos e prejuízos causados pelo mau uso da água exigem um planejamento bem elaborado pelas empresas e órgãos governamentais visando técnicas de melhor aproveitamento desse recurso.
Não apenas empresas, mas todos os cidadãos têm o direito de usufruir dos benefícios da água, mas também o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente e sem desperdícios.
Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se essenciais para a manutenção da qualidade de vida das comunidades. Se o problema de escassez que já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros.
Afinal, água é um recurso natural que propicia bem-estar, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos: abastecimento das populações e empresas, irrigação, produção de energia, lazer, turismo, transporte, etc.
O que pouca gente se dá conta é de que vários dos problemas relacionados à água estão mais ligados a sua má administração do que propriamente da escassez natural. Isto quer dizer que o futuro pode ser um pouco melhor, se soubermos utilizar a água e criarmos soluções para situações críticas.
Nas indústrias, principalmente após o vapor e a Revolução Industrial, a água tornou-se um dos insumos básicos. Em condições naturais, deveria tratar-se de um recurso renovável, limpo e seguro. Entretanto, as intervenções humanas geram efluentes que a natureza não consegue absorver. Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios e temos aí um problema global.
Não cuidar da água consumida por sua pequena empresa é não cuidar de um problema que é mundial. Se sua empresa gera efluentes, é sua responsabilidade também adaptá-los para condições mínimas de retornar à natureza e entrar no ciclo hidrológico da água.
Mesmo sem o fôlego financeiro que as grandes empresas têm para se adequar às exigências ambientais, pequenos negócios também podem desenvolver soluções relativamente simples e baratas, que mostrem que é possível eliminar o desperdício de água, preservar o ambiente e ainda reduzir custos de produtos ou serviços.
Nesse sentido, gosto muito do caso da cidade de Toritama, no agreste de Pernambuco. Com uma economia que gira em torno das confecções de jeans, a cidade é um exemplo de como aliar desenvolvimento econômico e consciência ambiental através de empresários e políticas públicas apropriadas.
Até a década de 90, o rio que corta a cidade chegava a mudar de cor em função da produção de jeans e do tratamento inadequado para a água utilizada nas lavanderias que tratavam o jeans produzido pelas confecções locais. Bastou um empresário, entre 56 donos de unidades existentes em Toritama, ter vontade, investir em tecnologias apropriadas ao desenvolvimento de um sistema de reciclagem de água e mudar toda a realidade local.
Boas práticas dependem de boas idéias. Reciclagem ou reuso, captação de água da chuva, programas de uso racional, produção mais limpa (P+L) ou substituição de torneiras que desperdicem água são bons exemplos que além de reduzir o impacto ambiental geram redução de consumo e de custos ao negócio.
As técnicas de reuso de água têm se tornado o principal caminho para uma melhor gestão da água em atividades industriais, pois reduz a demanda sobre os mananciais e substitui a água potável por uma água de qualidade inferior que trará o mesmo resultado ao negócio.
A busca frenética pela maximização dos lucros ou pela competitividade não pode fechar os olhos empreendedores à sua responsabilidade cidadã. As micro e pequenas empresas representam um segmento fundamental para a economia brasileira e não podem ficar à margem do processo de disseminação do desenvolvimento sustentável.
É preciso gerir com zelo as necessidades de hoje sem comprometer a capacidade de atender as demandas de gerações futuras reconhecendo que recursos naturais são finitos. Crescimento econômico não precisa estar associado a um gráfico crescente de consumo de energia, água e recursos naturais.
Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra. Se não cuidarmos hoje, certamente não haverá água disponível para sempre.
É claro que boa vontade apenas não resolve o problema. Precisamos escorar o tripé meio-ambiente, economia e políticas públicas como eixo determinante da nova equação de desenvolvimento, inclusive com linhas de crédito que incentivem pequenas empresas que desejem readequar seus processos à economia verde.
Independente do tamanho da empresa ou de sua área de atuação (comércio, indústria, serviços ou agricultura), defina metas como foco na ecoeficiência: reduzir o consumo de água, gastar menos energia, diminuir a emissão de poluentes, aumentar o índice de reciclagem dos resíduos.
O mundo agradece e sua lucratividade também!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

HERÓIS DO CAMPO


Mal amanhece o dia e o homem do campo já está lidando na terra para o seu sustento, de sua família e de muitos de nós. Produtores rurais proprietários, meeiros e arrendatários jogam suas sementes na terra e cuidam para que a natureza as transforme em frutos que formarão seu produto de venda. Natureza que nem sempre é generosa com a agricultura e que apesar de a dizermos perfeita, jamais a faremos chover ou raiar o sol à hora que queremos. Dependendo da cultura de produção, há quem perca com chuvas, geadas ou granizo. E nesse momento, estar preparado e ter uma boa gestão da propriedade podem reduzir os estragos.
Certa vez, ouvi de um produtor que se ele investisse no mercado de capitais os recursos que disponibiliza para sua propriedade, correria menos risco com rendimentos iguais ou superiores aos de sua produção. No campo, não podemos acabar com os riscos, mas se o empresário rural encontrar possibilidades que estimulem sua produção e amplie a geração de renda na propriedade pode mitigar a maioria deles. Boas práticas relacionam-se a profissionalização do homem do campo, a inserção de novas tecnologias, a agroindustrialização da produção e, até mesmo, a intensificação de novas atividades no meio rural, como o turismo rural.
Nesse sentido, me honro em manter florescendo as sementes plantadas na região desde a implantação do SEBRAE-SP em Mogi das Cruzes. Surpreendo-me e aprendo com esses verdadeiros heróis do campo: homens e mulheres que administram suas propriedades com amor à tradição, com desejo em evoluir e assumindo todos os riscos que a atividade traz consigo.
Minha satisfação é jamais ter deixado um único produtor que tenha procurado orientação sem resposta. Se as micro e pequenas empresas formais têm sido responsáveis pelo aumento da criação de postos de trabalho e ajudado o País a manter a economia funcionando; no campo, não é diferente. Nossa região concentra um número expressivo de produtores do elo mais fraco da cadeia de alimentos: o setor produtivo que, dia após dia, lida com a alta perecibilidade de seus produtos vendo seus custos de produção em elevação e seu preço de venda sendo definido pelo mercado.
Por isso, cabe a todos nós, sociedade e poder público, defender e apoiar condições para o desenvolvimento sustentável do campo. Temos nas mãos a possibilidade de construir um modelo de produção rural com práticas efetivas de agroecologia, parcerias responsáveis e transferência de tecnologia em prol da valorização e permanência desses heróis em seus postos de trabalho.
Se falar pode parecer muito fácil; reconheço aqui a dedicação e o trabalho desses empresários do campo e desejo sucesso ao mais novo herói à frente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Fernando Ogawa, que cuidará dos problemas do agronegócios além da porteira de sua própria propriedade!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
05 de junho de 2010
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