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sábado, 10 de março de 2012

GALINHA DOS OVOS DE OURO

Economia criativa tem sido um tema recorrente em vários encontros com lideranças e empreendedores nacionais. Aqui mesmo no Lounge Empreendedor, já falamos sobre o assunto algumas vezes e quanto mais me vejo refletindo sobre o tema, mais me envolvo e me apaixono, como nesta semana quando estive com uma turma muito legal da Rede de Economia Criativa. (Aliás, aguardem novidades deste grupo nos próximos meses, viu?!?)
Mais do que um modismo, a chamada "Economia Criativa" é, segundo tendências mundiais, o grande motor do desenvolvimento no século XXI. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que este é um setor que já movimenta 10% do PIB mundial e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNCTAD) divulgou que, entre 2000 e 2005, os produtos e serviços criativos mundiais cresceram a uma taxa média anual de 8,7%, o que significa duas vezes mais do que manufaturas e quatro vezes mais do que a indústria.
Ou seja: não dá mais para fechar os olhos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ECONOMIA CRIATIVA E CARNAVAL


Além dos feriados e datas comemorativas que tradicionalmente movimentam a economia, como o Natal ou Dia das Mães, o Carnaval promete esquentar cada mais o ritmo de atividades das pequenas empresas brasileiras.
Confesso que além do som da bateria, me encanto com esse momento que valoriza a singularidade, o simbólico e aquilo que é mais intangível: a criatividade. Me incomodo bastante quando ouço afirmações que olham para o carnaval apenas como economia do jogo do bicho, da lavagem de dinheiro ou do tráfico de drogas. Carnaval é bem mais do que isso!
Cidades criativas, indústrias criativas, economia criativa. Ouço diariamente termos ou conceitos de criatividade permeando decisões de negócios. Não há empresa, nos dias de hoje, que não coloque a inovação entre os seus fatores de competitividade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MOTIVAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS


Recentemente, fui procurada pelo jornal MogiNews para responder algumas questões relacionadas à manutenção da motivação e engajamento das equipes após o período de férias coletivas... Foram tantas respostas, boas reflexões e por isso, resolvi compartilhar com vocês a integridade dessa "conversa".
Aproveitem e depois me digam o que acharam. Afinal, não tenho como saber que você passou pelo Lounge Empreendedor se você não me contar o que tem achado... 

Motivação e início do ano para as equipes

1. Muitas empresas deram férias coletivas aos seus colaboradores, englobando o fim e o início do ano. Como aproveitar o retorno deles e motivá-los para um novo ano?
O passo inicial deve passar por perguntar sobre o que motiva a equipe! Motivar é trabalhar nas alternativas do ambiente, ou seja, da própria empresa, para que ela ofereça motivos suficientes para que os colaboradores façam mais e melhor aquilo que deve ser feito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O DRAGÃO CONTRA AS MPEs

"A inflação está para a economia assim como a falsificação está para a moeda."
Millôr Fernandes

Por Bruno Caetano*

Que a inflação é ruim para a economia nacional isso todo mundo sabe. Mesmo os que tem menos de 20 anos e não viveram a o período da chamada "cultura inflacionária" sabem que as baforadas do dragão da inflação queimam bolsos e sonhos.
O que pouca gente ainda atentou é que além de corroer o poder de compra, a alta recente da inflação tem causado sérios prejuízos a competitividade da nossa economia, especialmente da indústria. Segundo recente estudo do Banco Credit Suisse, o IPCA brasileiro tem subido mais do que a inflação média dos países com que mantemos relações comerciais.
Aqui a inflação subiu de 4,5% para 7,2% nos 12 meses encerrados em agosto de 2011, enquanto a taxa média de nossos parceiros comerciais avançou de 2,9% para 4,3% no mesmo período, tornando seus produtos muito atrativos no mercado brasileiro.

sábado, 29 de outubro de 2011

ALÉM DA BOA INTENÇÃO

“As empresas são agentes sociais no processo de desenvolvimento, cuja dimensão não se restringe apenas a uma determinada sociedade, cidade ou país, mas envolve o modo como se organizam e principalmente atuam, por meio de atividades essenciais”. A frase, de autoria de Herbert de Souza demonstra com clareza a responsabilidade das empresas – ouso dizer, de toda a comunidade – no combate às desigualdades e no melhor aproveitamento do potencial humano em prol do desenvolvimento do nosso país.
Estar presente nos bastidores do 14ª edição do Teleton, transmitido pelo SBT na sexta (21/10) e sábado (22/10), me deu a clara dimensão da forma como isso pode acontecer. A maratona beneficente em prol da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) arrecadou R$ 26.802.633,00 graças a ampla participação de empresas - de vários portes e segmentos -, artistas, atletas, sociedade civil e, inclusive, talvez, com sua. Com isso, duas novas unidades da instituição serão construídas: uma em Campina Grande (PB) e outra em Vitória (ES). A AACD erguerá as novas sedes e o governo ficará responsável por sua manutenção.
Betinho ficaria orgulhoso ao acompanhar tamanha integração.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

INOVAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

A questão da inovação no Brasil passa por gargalos previamente conhecidos: infraestrutura, baixa qualificação profissional, insegurança jurídica, burocracia excessiva e oscilações dos programas de incentivo que ainda têm foco muito limitado à transformação industrial.
Pensar nos processos de inovação para a sustentabilidade passar por desmistificar o conceito de inovação restrita ao campo da tecnologia. Sustentabilidade aos pequenos negócios nada mais do que garantir sua competitividade ao longo do tempo pensando nos aspectos econômicos, sociais e ambientais. Inovação, por sua vez, relaciona-se a decisões e ações incrementais aos processos ou produtos do negócio de forma a agregar valor à forma como inicialmente tal processo era realizado.
Só isso? Claro que não. Mas isso já pode fazer muita diferença ao seu negócio.

terça-feira, 7 de junho de 2011

SEMINÁRIO NACIONAL DE PARQUES TECNOLÓGICOS


Comunidade acadêmica, empresarial e gestores envolvidos em atividades nas áreas de inovação têm até o dia 29 de julho para participarem da chamada de trabalhos 2011 da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Trata-se da seleção de artigos técnico-científicos na área de empreendedorismo inovador que serão apresentados no 21º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e 19º Workshop Anprotec.
Sob o tema “Nova Competitividade dos Territórios’, o seminário será realizado de 24 a 28 de outubro em Porto Alegre.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

 

NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Muito se ouve falar sobre a importância do planejamento estratégico para as empresas, mas poucos empreendedores conseguem efetivamente colocá-lo em prática no dia-a-dia de seus negócios.
Estratégia é um termo vindo das aplicações bélicas para a administração. Sua utilização original está voltada a arte de planejar e executar movimentos e operações com o objetivo de alcançar ou manter posições relativas. Na administração, o sentido é o mesmo. A definição de estratégia empresarial permite ao empreendedor ir além do planejamento direcionando seu negócio de forma positiva frente a novos desafios e novos mercados.
Sem um posicionamento correto, empreendedores em estágio inicial podem levar sua grande idéia para caminhos sinuosos e sem horizonte. Nada mais perigoso para empresas com pouco tempo de vida!

quinta-feira, 17 de março de 2011

FORMAÇÃO DE PREÇO


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

O momento da fixação dos preços é crucial para a sobrevivência e prosperidade de um negócio. Cada empresa tem suas características e seu mercado, mas na hora de formar o preço é preciso levar em conta equações comuns da gestão financeira: custo do serviço/produto, despesas variáveis, despesas fixas e lucro líquido.
Formar um preço que garanta a perenidade e competitividade do negócio passa por um profundo conhecimento sobre sua atividade empresarial. Existem variados pontos de vista a respeito da administração do preço. Um deles é a prática de preços determinados pelo mercado, onde o empresário trata de acompanhar os preços da concorrência, ou ainda quando o próprio cliente é que determina o valor de compra de acordo com as opções de preços encontrados.
O outro ponto de vista preconiza que os preços devem ser elaborados baseados em cálculos econômicos em que o empresário utiliza-se de índices internos dos custos fixos e variáveis para garantir a margem de lucratividade desejada ao seu negócio.
Nos dois casos, existem prós e contras.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CPMF? E AGORA, JOSÉ?

O Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo. Em 2010, a arrecadação tributária deve atingir 34,38% do PIB (Produto Interno Bruto) o que em novembro já significa mais de R$ 1 trilhão de acordo com o Impostômetro. São mais de 70 tipos de impostos diferentes. Taxa-se a renda, taxa-se o faturamento, taxa-se a propriedade, taxa-se o consumo, taxa-se a importação, taxa-se a exportação. Seja você é uma pessoa física ou jurídica, certamente você soma e multiplica impostos em todas as suas operações.
Nesse cenário, a solução para qualquer problema discutido durante as campanhas eleitorais estaria na criação de novo tributo? Ou pior, retomar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) garantiria que os investimentos acontecessem na área correta?
Gastar menos e investir melhor os recursos já disponíveis em lugar de buscar arrecadar mais daria aos governos maior credibilidade e aceitação. Falta planejamento, gestão e competência política. Sobram CPIs, corrupção, inchaços na máquina pública e dinheiro de tributos distribuídos em meias e cuecas.
Fique claro que, ao me referir aos “governos”, não faço nenhuma alusão partidária. O raciocínio vale para as esferas Federal, Estadual ou Municipal.
O regime fiscal está em colapso. Há anos vem gerando aumento nos gastos primários de forma bem mais veloz do que o aumento do PIB. As contas públicas são mantidas sob aparente controle à custa de uma elevação sem fim da carga tributária. É como se em uma empresa, você fizesse muito mais retiradas do que entradas e então, pra cobrir o rombo no caixa, injetasse capital de giro ilimitado através de recursos externos. A conta não fecha.
Discutir a retomada da CPMF agora não faz sentido sem o pensamento maior sobre uma reforma completa. Parece uma maneira de direcionar o holofote para discussões bem menos importantes à nossa Nação e de garantir a manutenção dos gastos públicos exatamente como estão.
É iminente pensar em iniciativas que melhorem a competitividade sistêmica do nosso país. Precisamos de uma política tributária que cuide da devolução dos créditos e da desoneração da folha de pagamentos. Precisamos de investimentos em infra-estrutura com redução do custo de transporte e logística e ampliação na oferta de insumos básicos.
Devemos zelar pela ampliação dos financiamentos privados, redução das taxas de juros e ampliação da oferta de seguros e garantias. E, é claro, pela qualificação da mão de obra e por maiores incentivos à inovação, pesquisas e desenvolvimento.
Como disse nossa presidente eleita, Dilma Roussef, em seu primeiro pronunciamento:

faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.”

E agora, José, Maria e João?
Aceitaremos calados o retorno da CPMF?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
06 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPERA-SE EQUILÍBRIO

O entusiasmo tem um papel muito importante no mundo dos negócios, assim como acontece nos esportes, na política, em praticamente todas as atividades. Ele é a mola propulsora que leva a uma melhor canalização da energia das pessoas em prol da criatividade e do sucesso. Porém, como quase tudo na vida, tem seu lado negativo e pode ser observado na raiz de grandes fracassos.
No último domingo, vivemos um momento histórico. Independente de qualquer ideologia política trata-se da primeira vez em que uma mulher é eleita democraticamente ao cargo máximo do executivo brasileiro. Motivo legítimo para euforia, entusiasmo e comoção nacional.
Os desafios da primeira presidenta eleita no Brasil, Dilma Rousseff, vão além de dar continuidade ao projeto do governo de seu antecessor.
A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como dar sustentabilidade ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de postos de trabalho.
Uma vez que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% dos estabelecimentos formais e vivemos uma realidade de alta informalidade no país, o compromisso do novo governo com o fortalecimento do Micro Empreendedor Individual e com um ambiente mais competitivo às micro e pequenas empresas pode ser um importante caminho para acelerar ainda mais a economia e aumentar a competitividade brasileira. (veja os textos Formalização em Alta e Economia Subterrânea publicados aqui no Lounge)
Temos que pensar em logística, em meio ambiente, na efetivação da lei de resíduos sólidos, em segurança, em saúde e em educação. Devemos virar o holofote para questões como poupança pública, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, financiamento dos investimentos, pesquisa e inovação.
Pela extensão da pauta, nem com todo o entusiasmo possível, o governo sozinho será capaz de executá-la. Não há capacidade financeira nem gerencial para agir com a velocidade necessária. Haverá necessidade de parcerias com a iniciativa privada e muitas oportunidades poderão surgir para empresas que estejam prontas para participar de subcontratações e licitações.
Uma forma interessante de alinhar o aumento da competitividade empresarial com o aumento da competitividade nacional. Entretanto, não dá para aumentar a competitividade de um país sem que sejam feitas as reformas políticas, tributárias e trabalhistas necessárias; acompanhadas por sérios investimentos em educação.
Afinal, são as pessoas que fazem toda a diferença. Não dá para ser competitivo sem capital humano e social.

Desenvolvimento não dá por entusiasmo ou por conseqüência da estabilidade econômica do passado. Espera-se desse novo governo o equilíbrio no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e propiciar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural.
Desejo sorte! E você? O que espera do novo governo?

ANA MARIA MAGNI COELHO 
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
04 de novembro 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MINISTÉRIO DA PEQUENA EMPRESA


É impressionante a força que as redes sociais têm para aproximar pessoas em convergência de opiniões! Em pleno anúncio sobre a possibilidade de criação de um ministério específico para tratar das questões da micro e pequena empresa, fui surpreendida no twitter (@anamariacoelho) com questões sobre a minha opinião sobre essa possibilidade.
Reconhecer as micro e pequenas empresas como importante vetor de desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais torna a medida no mínimo admirável, mas precisamos de maior reflexão sobre o assunto, principalmente ao analisarmos o quanto a criação de uma nova pasta oneraria a “máquina do governo” já tão pesada em custos e o momento político em que a proposta está sendo conduzida.
De qualquer forma, perceber que finalmente a causa da pequena empresa ganha corpo nacionalmente é uma grande alegria. Esse é um esforço que o SEBRAE empreende desde a aprovação da Lei Geral em 2006 pelo governo federal.
Entretanto, a própria aprovação da Lei Geral nos mostra que não bastam leis ou ministérios para garantir condições diferentes aqueles que realmente são desiguais, pois até hoje muitos municípios ainda não regulamentaram suas esferas da Lei Geral.
É preciso ir além... Devemos pensar em propiciar um ambiente que permita que as MPEs nasçam e sobrevivam de forma competitiva bem como incentivar a formação de pessoas com comportamento empreendedor desde a base educação formal.

Veja a opinião de Bruno Bezerra* (@brunobezerra)

Nos últimos dias, o presidente Lula tem defendido a criação do Ministério da Pequena Empresa, alegando não ser possível que um só ministério [do Desenvolvimento] possa tratar, ao mesmo tempo, dos temas relativos às grandes empresas e daqueles de interesse específico da micro e pequena empresa.
Uma idéia interessante de ser debatida, assim sendo, como empreendedor de um desses espaços e entusiasta da pequena empresa, com duas perguntas vou tentar fomentar o debate em torno da criação [ou não] do Ministério da Pequena Empresa.
O ponto positivo das falas recentes do presidente Lula [mesmo em período eleitoral] é o fato de colocar a pequena empresa em debate. Costumo pensar a pequena empresa como um poderoso espaço empreendedor e um firme alicerce para as ambições micro e macroeconômicas dos governos em todas as esferas.
Os números do CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], do Ministério do Trabalho e Emprego não me deixam mentir: dos 266,4 mil novos empregos com carteira assinada criados em março deste ano, 59% foram criados pelas micro e pequenas empresas. Destes, 44,3% devem-se às microempresas com até quatro empregados e 17% às pequenas que possuem de 20 a 99 trabalhadores.
Contudo, uma primeira pergunta básica: será que o que a pequena empresa precisa é mesmo de um ministério só seu?
É bem verdade que um ministério próprio poderia ajudar nos pleitos da pequena empresa, mas de fato não seria a solução dos muitos problemas, pois se assim fosse, as estruturas de saúde e educação com seus ministérios próprios [e com bons orçamentos] não teriam o mar de problemas que de tão velho e viciado não sabe a idade que tem.
Mais do que os expressivos números na geração de empregos, o poder da pequena empresa no Brasil pode [e deve] ser medido/sentido, sobretudo, na superação das reais adversidades da prática empreendedora. E não são poucas, nem fáceis. Vejamos algumas das principais: burocracia e morosidade na abertura e fechamento das empresas, a eterna falta de crédito barato e sem burocracia, uma legislação trabalhista caduca e improdutiva, o estorvo de novas obrigações trabalhistas, guerras fiscais entre estados, falta de ferramentas de planejamento mais específicas, escassez de mão-de-obra qualificada e a sempre perversa estrutura da carga tributária.
Pensando um pouco na relação ministério-solução, e focando nos entraves tributários e trabalhistas da pequena empresa, minha amiga Ana Maria Coelho – uma estudiosa do empreendedorismo de Mogi das Cruzes – resumiu bem a situação no twitter: oferecer um tratamento diferenciado aos que são realmente diferentes é um meio de oferecer igualdade de direitos. E aí vem a segunda pergunta: é necessário criar um ministério para fazer acontecer o que verdadeiramente importa para pequena empresa?
De tudo fica uma lição: criar um ministério parece ser relativamente fácil, mesmo não sendo nada barato para o contribuinte [leia-se também empreendedor] no perigoso círculo vicioso do peso e custo da máquina pública. O difícil parece ser criar as condições necessárias para que a pequena empresa – um dos principais motores da economia brasileira – possa contribuir ainda mais com o real desenvolvimento do Brasil.


*Bruno Bezerra é sócio da B&F Computadores [pequena empresa de informática], diretor de empreendedorismo da CDL Santa Cruz do Capibaribe-PE e autor do livro Caminhos do Desenvolvimento.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CLIENTIVIDADE


Clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem-sucedido e são também as chaves que abrem as portas da tão falada competitividade das pequenas empresas.
Há algum tempo, ouvi de um consultor de empresas que melhor do que falar em competitividade para a geração de vantagem aos pequenos negócios, deveríamos falar em “clientividade” e acredito que essa nova palavra resuma o que deve ser perseguido em campanhas de fidelização de clientes.
Tão certo quanto dizer que conseguir um novo cliente custa de 6 a 10 vezes mais caro que manter um antigo, é o fato de que, a cada dia, é preciso ser mais criativo e inventivo para não perdê-los. É preciso traçar estratégias não mais com base nos concorrentes ou nos preços, mas sim nos desejos dos clientes colocando-os na base das decisões da empresa e disseminando essa percepção para todas as pessoas, do presidente ao porteiro, que devem pensar em desvendar os sonhos do cliente e trabalhar para realizá-los. Trata-se da transição do paradigma do “foco NO cliente” para um modelo de gestão com “foco DO cliente".
E cuidado, pois o desafio vai além de montar planos de fidelização, mas em como fazê-lo de forma eficaz ao cliente, realizando algo em que a concorrência ainda não tenha pensado e, preferivelmente, que não seja capaz de copiar, pelo menos em curto prazo. As famosas campanhas de pontos que se acumulam e que jamais conseguirão ser resgatados ou a distribuição de brindes podem tornar os clientes insatisfeitos e não raro desenvolver rejeição invertendo o resultado pretendido. Afinal, pouca coisa pode ser mais frustrante que promessas não cumpridas ou o sentimento de haver sido enganado.
A base para essa fidelização e excelência do negócio é:
1. Um bom produto, assistência, atendimento e pós–venda;
2. Um compromisso de toda a empresa e não somente dos vendedores;
3. Possuir informações sistematizadas que atendam às necessidades individuais dos clientes;
4. Nunca perder de vista as atividades dos seus concorrentes.
Com essa lição de casa cumprida, dedique-se a surpreender os clientes, encantando-os com produtos novos e diferenciados. Customize cada transação com o mesmo entusiasmo da primeira vez, para que nunca seja a última. Ofereça soluções integradas agregando valor ao seu produto. Tenha qualidade com preços competitivos e vá além da venda de um produto, venda um conceito que marque sua empresa.
Assim os clientes sentem-se felizes, repetem suas compras, tornam-se divulgadores gratuitos de sua empresa e percebem você superior à sua concorrência.
É como estar apaixonado e querer agradar todos os dias!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial - Jornal Diário de Mogi
20 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NO LEME DA INOVAÇÃO


Pelé revolucionou o futebol ao bater pênalti com a paradinha que engana os goleiros. A bossa nova, com sua cadência própria, criou um novo ritmo na música brasileira e mundial. O que isso a ver som inovação?!?
A palavra inovação vem do latim innovatio, que significa a introdução de alguma novidade em qualquer atividade humana.
Na verdade, ela está presente em nosso dia a dia mais do que podemos imaginar e as experiências que acabo de citar comprovam sua eficácia e sua capacidade de criar o novo, mas o objetivo aqui é focá-la nos negócios; é ver a inovação como uma forma de as empresas se tornarem mais competitivas e mais lucrativas respondendo às exigências dos consumidores.
Exigências que hoje são cada mais rápidas!
Quando as exigências dos mercados eram menores, a evolução tecnológica era mais lenta e o consumidor se satisfazia por mais tempo com um produto, inovação parecia algo distante dos pequenos negócios e os produtos/serviços permaneciam mais tempo no mercado.
Hoje é possível imaginar um banco que não ofereça aos seus clientes a possibilidade de fazer operações pela internet? Qual o futuro de um pequeno varejo que não aceita pagamentos com cartões de débito ou de crédito?
O caminho para a inovação consiste numa persistente busca do novo, feita de tentativas, erros, acasos, e, como todo empreendedor sabe – muita perseverança. Consiste na observação constante das tendências do seu mercado e do que seu cliente espera para que, então, você obtenha ganhos financeiros por meio da introdução de novos produtos ou serviços, aceitos pelo mercado, de novos processos, de novas práticas de marketing ou de novos métodos organizacionais. Lembrando sempre que melhorar um produto já existente também significa inovar.
É um equívoco acreditar que somente grandes empresas e empresas do setor industrial de ponta (eletrônica, telecomunicações, aviação etc.) precisam inovar.
Se a palavra está na moda, significa que ela pode transformar os meios da sua empresa se relacionar com o mundo. Dependerá da sua própria atitude!
Se você demorar a se adaptar às necessidades do mercado e encontrar dificuldade para promover mudanças no seu negócio, estará correndo grande risco: sua lentidão pode fazer com que as inovações cheguem tarde e não encontrem mais consumidores disponíveis. Seus clientes, ou antigos clientes, encontraram em empresas concorrentes aquilo que queriam.
Mas se você estiver permanentemente atento às mudanças e agir rapidamente se antecipando a elas, mantém sua clientela fidelizada e tem chances ser a empresa concorrente que atrai os (antigos) clientes do empresário reativo.
E não se desespere caso perceba que já ficou para trás. Priorize o que for mais urgente (por exemplo, melhorar um produto que toda a concorrência já melhorou) ou faça primeiro o que exigir menos tempo ou menor investimento. Tenha apenas uma certeza em mente: inovação requer prática e no mundo extremamente competitivo em que estamos, o maior dos riscos é ficar parado.
É certo que os barcos estão mais seguros ancorados e amarrados no cais, mas foi para isso que foram construídos?
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no MogiNews
14 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL
Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?
Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?


Meus amigos...
Hoje é um dia muito especial em que passo a colaborar com o jornal O DIÁRIO DE MOGI todas as sextas-feiras... (pena que não está no site, mas juro que é verdade...rs...)
Justamente por isso, passarei a blogar novos conteúdos no mínimo duas vezes por semana para que possamos construir juntos novos conhecimentos em nosso lounge!
Se você quiser dar dicas de assuntos ou quiser mandar as suas dúvidas sobre empreendedorismo, gestão de negócios, inovação ou liderança fique à vontade.
Certamente, irão me ajudar bastante na escolha dos próximos artigos...
Um beijo e espero que gostem do texto de estréia!

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?

Empreender é uma prática, não é arte ou ciência. É estar à frente de um negócio, fazer mais do que a rotina e gerar riquezas. Para muitos, empreender é a realização de um sonho: o exercício da liberdade e de um propósito de vida. Para outros, fonte de sobrevivência: única alternativa viável, depois de anos de desemprego e relações desgastadas com o mercado de trabalho.
Identificar os motivos que nos levam a assumir novos desafios é fundamental para que o sucesso desse novo caminho dê certo. Seja qual for a sua razão para empreender, compreender o que motiva sua ação rumo a esse novo mundo será determinante para entender o seu próprio comportamento com o mercado. Não espere que os clientes procurem seu negócio para salvar-lhe das dívidas ou porque você não agüentava mais o seu chefe. Clientes querem atender seus próprios sonhos, desejos ou necessidades e o seu produto/serviço deve estar apto a isso.
Por isso, se a sua motivação a empreender estiver mais ligada à sua própria necessidade. Páre!
Analise o mercado, conheça quem serão seus concorrentes, fornecedores e principalmente, se existe alguém disposto a comprar aquilo que você pretende vender. Se você não se sente apto a essa análise sozinho, busque informações e procure especialistas. Um erro básico que muitos cometem é conseguir pessoas que apenas torçam pelo sucesso e não que ajudem a enxergar a realidade como ela é. Lembre-se que abrir um negócio pode não ser a “salvação da lavoura”. Hoje paga-se, aproximadamente, 35% de tudo o que se cria em impostos. Os juros são altíssimos. O país é campeão mundial de causas trabalhistas.
Mas então, empreender é um mau negócio?!? De forma alguma!
Empreender é o caminho da diminuição das diferenças sociais, é a opção para a diminuição do emprego com carteira assinada, é um impulso ao progresso.
Mas é preciso que se avalie oportunidades e que os negócios se iniciem à partir de uma demanda. Resista à tentação do “sair fazendo” e planeje a sua entrada nesse novo mundo. Torne-se um empreendedor por oportunidade, um empreendedor que atende à necessidade do cliente e não apenas a sua necessidade de sobrevivência.
Por mais que você necessite de uma solução para os seus problemas com urgência, procure focar nos objetivos do seu negócio e tenha metas de longo. Observar negócios que estão dando certo, é um excelente jeito de aprender, e uma maneira mais garantida para começar.
E não esqueça de responder uma importante pergunta: Qual a inovação que o seu negócio vai trazer em relação aos seus concorrentes? Talvez a chave para o sucesso esteja aí!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo de estréia no Jornal O DIÁRIO DE MOGI
Publicado em 16 de outubro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COMPROMISSO SOCIAL TAMBÉM É COMPETITIVIDADE


Trabalhar pelo bem-estar da comunidade deixou de ser atribuição exclusiva de governos e organizações não governamentais para tornar-se também responsabilidade das empresas privadas. Antes, bastava oferecer bons produtos, atender com qualidade e lidar com os fornecedores de forma ética. Hoje, as exigências são outras. Respeito à comunidade e ao meio ambiente e uma política de recursos humanos para atender efetivamente os funcionários fazem parte da denominada Responsabilidade Social Empresarial.
Essa responsabilidade não se resume a apenas tomar ciência do seu entorno, mas em agir de forma ativa para transformar as pessoas e a própria relação com a comunidade no contexto social e cultural.
A gestão estratégica da Responsabilidade Social Empresarial configura-se como elemento central na corrida pela competitividade. Sua prática é uma arma poderosa para fortalecer a imagem corporativa, tornar a empresa reconhecida e conquistar maior lealdade do consumidor. Mas cuidado, pois desenvolver programas para divulgar a empresa ou como forma compensatória não traz resultados sustentáveis ao longo do tempo.
Trata-se de um processo de aprendizagem, que envolve mudança de comportamento e uma nova cultura gerencial. Uma empresa é socialmente responsável quando responde pelos efeitos sociais e ambientais de suas atividades, multiplica os efeitos positivos de seus negócios e tem o planejamento focado para a gestão de pessoas e para o ambiente. Caso contrário, e por mais avançada que seja a gestão de processos operacionais, sua sustentabilidade será caracterizada por instabilidades, como perda de mercado e tendência ao desaparecimento. É com responsabilidade social que a empresa produz a verdadeira distribuição de renda e a melhoria continuada do padrão de vida dos colaboradores e do meio em que atua.
É fato que através de ações filantrópicas, muitas empresas exercem um papel assistencial importante na comunidade, mas essas ações ainda ocorrem de forma esporádica e sem planejamento ou orçamento prévios. Responsabilidade social significa compromisso social e não filantropia.
Felizmente, nessa semana, conheci projetos consistentes que têm compromissos com as questões sociais no Alto Tietê e com ações empresariais internas e externas apoiadas em três pilares: valorização dos funcionários, respeito ao ambiente e contribuição para o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
Hoje, 74 % das MPEs realizam pelo menos uma ação social em um ano, embora ainda predominem as ações filantrópicas. Estou certa que a Responsabilidade Social não é uma moda passageira e sim uma tendência irreversível. Aqueles que ignoram essa tendência perderão o bonde da transformação corporativa, que há muito trilha novos caminhos.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 29 de agosto de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MARKETING CONTEMPORÂNEO

A preocupação constante do empresário moderno é oferecer sempre produtos e serviços com altos índices de qualidade. Então, responda rapidamente: Vender é transformar esses produtos e serviços em dinheiro? Ou vender é atender a expectativa de seus clientes?
Se você optou por transformar em dinheiro sua mercadoria, você pratica o marketing tradicional. Sempre tem que descobrir clientes e quanto mais clientes você conquistar será melhor para sua empresa. Deve sentir que no mercado contemporâneo, não se vende mais como antigamente, e é cada vez mais difícil conquistar novos clientes, certo?
É preciso acreditar, então, em uma nova forma de marketing, em que seja possível gerenciar o relacionamento com os clientes e perceber suas mudanças fazendo os ajustes necessários ao negócio. Mas para que isso aconteça, sou obrigada a parafrasear o filósofo que pronunciou: "Conheça-te a ti mesmo".
Recomendo como primeiro mandamento para uma abordagem de marketing competitiva, uma profunda reflexão sobre sua própria empresa. Não é possível mudar se você não conhece seus pontos fortes e fracos ou as ameaças e oportunidades que o mercado configura para o seu segmento. Tire uma fotografia, ampliada, em todos os ângulos, analise suas cores, sua animação e o dinamismo real.
A partir daí, planeje! Estabeleça um processo que o leve a determinar, em termos de futuro, os objetivos e metas da sua empresa. Assim como, desenvolver padrões e políticas por meio das quais os objetivos serão alcançados e os clientes serão atendidos em suas necessidades e desejos. A pura essência do marketing!
Estou certa de que alguns dos velhos modelos do marketing ainda funcionam, mas tornaram-se tão básicos que pouco ajudam uma empresa a ganhar mercado.
O que é bom para o cliente hoje, amanhã já não pode ser bom. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, os hábitos, o momento. É o momento que determina qual é a melhor solução para seu cliente, e em conseqüência para seu negócio.
Para tornar essa frase muito simples, faço mais uma pergunta a você: quanto vale um guarda-chuva vendido por algum ambulante em uma ensolarada manhã?
Agora, quanto vale esse mesmo guarda-chuva sendo vendido em algum final de tarde para uma mulher que acabou de sair de seu cabeleireiro e se depara com uma chuva torrencial? Com certeza, não tem preço!
Durante muito tempo, o marketing confundiu-se com a atividade dos vendedores, a distribuição física dos produtos ou a sua promoção. A estas funções juntava-se a publicidade, cujo papel era apenas de apoiar o trabalho dos vendedores.
Hoje é necessário ir além... Os consumidores têm muitas opções e estão cada vez mais exigentes, querem produtos e serviços superiores, adaptados à suas necessidades, fornecidos com extrema rapidez e com o menor preço! Impossível???
Em cartaz: a complexidade humana.
Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE. O marketing tradicional foca o racional; o marketing da experiência considera emoções. O consumidor tem que ter uma experiência diferente com você. É importante como você vende, não só o que vende.
Com o aumento da concorrência, não basta produzir ou disponibilizar produtos ou serviços de qualidade, é preciso torná-los conhecidos. E embora muitas vezes o custo da divulgação pareça proibitivo, existem formas de criar seu próprio esquema de comunicação:
  • Posicione-se corretamente no mercado, de acordo com o seu segmento e público-alvo ao invés de tentar atender o mercado inteiro;
  • Relacione-se: visite feiras, exposições e eventos;
  • Ao falar sobre o seu negócio, seja preciso, fale sempre a verdade, forneça detalhes e tenha sempre em mãos cartões de visita, folders e demonstrativos;
  • Estabeleça uma boa relação com a imprensa. Se possível tenha um assessor de comunicação responsável pela construção do relacionamento da sua marca com a mídia. Ao divulgar jornalisticamente a si próprio e sua marca, você reforça a reputação e imagem institucional, ampliando a atração que exerce sobre os melhores talentos do mercado, aprimorando inclusive seus recursos humanos;
  • Utilize diversos canais de promoção e propaganda de maneira transparente e honesta, preservando a sua credibilidade (revistas, jornais, boletins, web-sites, sites de vídeos, comunidades de relacionamento, comunicação celular, blogs, wikis e várias outras ferramentas sociais);
  • Invista em marketing pessoal. A melhor auto-propaganda é aquela explicitada no portfólio de trabalho, nos comentários da equipe sobre seu desempenho e sobre a história de parceria que foi construída com sua empresa. Nesse sentido, a importância do marketing pessoal reside justamente na forma como você contribui para o sucesso da equipe, do cliente e do negócio como um todo.
É preciso que as pessoas entendam que fazer marketing pessoal é nobre, muito bem-vindo e é uma obrigação humana nos dias de hoje. Você tem o compromisso de dizer quem é, o que sabe fazer de melhor e disponibilizar os seus conhecimentos e habilidades para a sociedade. Se você não se mostrar, como as pessoas poderão solicitar os seus serviços?
Portanto mãos à obra!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Abril/2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE COMPETITIVIDADE

Esse foi um artigo publicado por mim em dezembro de 2008... Período de férias!
Período de dedicação integral à minha grande paixão profissional: GESTÃO DO CONHECIMENTO.
Um desafio, um novo modelo, uma quebra de paradigmas que construímos em nossas mentes sobre gestão...
Tenho prazer em compartilhar com vocês!

Conhecimento: Uma questão de competitividade

O conhecimento, nestas últimas décadas, tornou-se o capital principal, o centro de custo e o recurso crucial da economia, e segundo Peter Drucker, famoso e tradicional teórico da Ciência da Administração, “o único recurso marcado pela escassez”. Se isso é mesmo verdade, não podemos deixar de considerá-lo como um importante fator competitivo para as empresas. Seu potencial de transformação e mudança exige que estejamos prontos a novos posicionamentos e novos modelos.
Afinal este é o cenário: a economia aparentemente abalada, grandes organizações dominando o mercado, empresas demitindo colaboradores, novas empresas sendo formalizadas, muitas terras novas a serem desbravadas e caminhos inadequados repletos de conceitos que precisam ser mudados. E, para nossa esperança maior: o conhecimento como solução de excelência no meio de toda a crise!
Precisamos aprimorar nossas competências de gestão e entender a necessidade do uso intensivo do conhecimento nas organizações, não somente pela complexidade dos atuais modelos econômicos e sociais, mas principalmente por uma necessidade de competitividade.
Precisamos ensinar os nossos funcionários a pedir ajuda, a explicar melhor sobre o que necessitam, a compartilhar problemas, a identificar e localizar peritos em conhecimentos específicos, a detalhar o tipo de ajuda que precisam, a solicitar sugestões, a compartilhar com os outros o que aprendeu - mesmo que seja a partir de erros, a se apresentar sempre à disposição para aprender e ensinar algo, a valorizar os que sabem e os que pedem ajuda. E se você é colaborador de alguma empresa ou está à procura de uma nova colocação no mercado de trabalho, assuma essa postura.
É de senso comum o significado das palavras gestão e conhecimento, mas sempre que se junta as duas, no sentindo de uma disciplina, de um departamento nas organizações ou de um conjunto de ações, as pessoas não sabem do que se trata.
Talvez a principal dificuldade esteja relacionada a aparente incompatibilidade das duas palavras . Gestão sempre foi uma atividade humana baseada no domínio sobre algo tangível ou que de alguma forma pudesse ter uma representação baseada na valorização de algo que pode ser medido, como lucro, produtividade ou custos. Como gerir aquilo que não tem limites? O que é tão intangível: o conhecimento!
O desenvolvimento da Gestão do Conhecimento precisa ter em seu foco central o próprio desenvolvimento do ser humano, não somente no ambiente em que este é útil como um trabalhador da Era do Conhecimento, mas em sua dimensão total, como parte e beneficiário do processo.
Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. Embora importante, a pró-atividade desacompanhada de conhecimentos quase sempre depõem contra a organização. Isso porque só a atitude não basta. O que as organizações precisam não são apenas pessoas com habilidades e competências. Elas precisam de pessoas que se desenvolvam através da educação para o trabalho.
Enfim, não há dicotomia: a gestão do conhecimento é o que há de mais humano na gestão.

Ana Maria Magni Coelho
Dezembro/2008
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