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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

LICENCIAMENTO AMBIENTAL


NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

Os empreendedores paulistas ganharam mais incentivos que facilitam os trâmites de obtenção de registros e licenças para suas empresas.
Agora, em São Paulo, está à disposição o novo Portal de Licenciamento Ambiental da Cetesb. Aliás, como nem todo empreendedor nasce sabendo, é bom lembrar que desde 07 de agosto de 2009, passou a vigorar a Lei Estadual 13.542, de 08.05.2009, que criou a nova CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, incorporando em suas atribuições a regulamentação do processo de licenciamento ambiental do Estado.
A idéia sempre foi facilitar a vida dos empreendedores e candidatos a empreender deixando com a CETESB a exclusidade em ser a única porta de entrada dos pedidos de licenciamento ambiental, que eram anteriormente solicitados por quatro departamentos do Sistema Estadual de Meio Ambiente: o Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais - DEPRN, o Departamento de Uso do Solo Metropolitano - DUSM, o Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental - DAIA e a própria CETESB.

sexta-feira, 11 de março de 2011

HUMOR EMPRESARIAL


Proatividade, comprometimento, criatividade e trabalho em equipe são algumas palavras-chave presentes em qualquer conversa sobre competências necessárias ao ambiente corporativo. Mas esteja você onde estiver na hierarquia de uma empresa, desenvolva outro comportamento indispensável que permitirá não apenas o seu sucesso, mas sua saúde física e mental: o bom humor.
Infelizmente, ainda acompanho casos de muitas empresas que acreditam que manter a equipe estressada e sob pressão torna-a mais produtivo. A curto prazo, isto pode ser aparentemente verdadeiro. As pessoas correm contra o tempo, vivem em função de tarefas urgentes e deixam de lado quaisquer outros aspectos de sua vida. Entretanto, a longo prazo estas políticas podem se voltar contra a produtividade e contra os resultados que sua empresa necessita atingir.
Trabalhadores submetidos a ambientes estressantes e chefias desagradáveis tendem, com o passar do tempo, a associar trabalho com desprazer e sofrimento. Acordam todos os dias se perguntando: “por que tenho que ir até lá?” e culpam a empresa pelo prejuízo em suas próprias vidas. Por mais que se sintam engajados com a missão da empresa, perdem o senso de pertencimento ao time e não conseguem mais enxergar na empresa um ambiente propício ao seu desenvolvimento.
O estresse, equivocadamente considerado benéfico, passa a ser o fator multiplicador de inúmeros problemas, entre eles dos casos de absenteísmo justificados por gripes freqüentes, dores pelo corpo ou, de forma mais grave, por depressão e pânico.
Bons profissionais têm deixado seus empregos em busca de outras colocações, procurando por maior qualidade de vida e não apenas por melhores salários. Não adianta ter boas políticas, regras e recursos se a empresa não souber cuidar das pessoas.
O mau humor empresarial pode causar sérios prejuízos por conta do absenteísmo e da elevada rotatividade. Se a sua empresa se preocupa com os resultados, a equação é muito simples: em ambiente ruim acumulam-se prejuízos de ordem financeira e produtiva.
Por isso, seja qual for o ramo do seu negócio, saiba que cara fechada, respostas atravessadas, silêncios sorumbáticos, isolamento, só lhe trarão mais dor de cabeça e limitarão suas chances de sucesso. Lembre-se que tudo fica pior quando você responde às situações com mau humor.
Se é impossível eliminar os problemas da vida, dentro ou fora das paredes e divisórias do escritório, se há trânsito, se a falta de tempo para a família incomoda ou o orçamento está apertado ter que enfrentar um ambiente em que não há a menor descontração ou as pessoas vivem reclamando não é o sonho de nenhum bom funcionário.
Se as pessoas realmente passam a maior parte de seus dias em seu ambiente de trabalho, não seria melhor que este ambiente fosse fraterno, estimulante, agradável e divertido?
Bom humor estimula a criatividade, a cooperação e diminui a ansiedade. Através dele, as pessoas se libertam de seus medos e conseguem vislumbrar saídas para questões complicadas sendo mais eficientes na execução de suas tarefas. Em situação de conflito, tensão e constrangimento o bom humor pode ajudar a persuadir ou convencer as pessoas. Sem falar nas vantagens cientificamente comprovadas, já que o bom humor aumenta a produção das substâncias responsáveis pela sensação de prazer, estimulando maior fluência de idéias e decisões mais criativas para encarar os desafios diários.
Claro que bom senso também é fundamental. Não precisa fazer piada de tudo ou não levar as coisas à sério. Bom humor no trabalho deve um meio de fortalecer as relações e eliminar os sentimentos como raiva e temor que afloram em empresas dominadas pela “política do estresse”.
Se eu fosse você experimentaria essa nova forma de fazer gestão e de viver positivamente.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
12 de março de 2011 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MINISTÉRIO DA PEQUENA EMPRESA


É impressionante a força que as redes sociais têm para aproximar pessoas em convergência de opiniões! Em pleno anúncio sobre a possibilidade de criação de um ministério específico para tratar das questões da micro e pequena empresa, fui surpreendida no twitter (@anamariacoelho) com questões sobre a minha opinião sobre essa possibilidade.
Reconhecer as micro e pequenas empresas como importante vetor de desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais torna a medida no mínimo admirável, mas precisamos de maior reflexão sobre o assunto, principalmente ao analisarmos o quanto a criação de uma nova pasta oneraria a “máquina do governo” já tão pesada em custos e o momento político em que a proposta está sendo conduzida.
De qualquer forma, perceber que finalmente a causa da pequena empresa ganha corpo nacionalmente é uma grande alegria. Esse é um esforço que o SEBRAE empreende desde a aprovação da Lei Geral em 2006 pelo governo federal.
Entretanto, a própria aprovação da Lei Geral nos mostra que não bastam leis ou ministérios para garantir condições diferentes aqueles que realmente são desiguais, pois até hoje muitos municípios ainda não regulamentaram suas esferas da Lei Geral.
É preciso ir além... Devemos pensar em propiciar um ambiente que permita que as MPEs nasçam e sobrevivam de forma competitiva bem como incentivar a formação de pessoas com comportamento empreendedor desde a base educação formal.

Veja a opinião de Bruno Bezerra* (@brunobezerra)

Nos últimos dias, o presidente Lula tem defendido a criação do Ministério da Pequena Empresa, alegando não ser possível que um só ministério [do Desenvolvimento] possa tratar, ao mesmo tempo, dos temas relativos às grandes empresas e daqueles de interesse específico da micro e pequena empresa.
Uma idéia interessante de ser debatida, assim sendo, como empreendedor de um desses espaços e entusiasta da pequena empresa, com duas perguntas vou tentar fomentar o debate em torno da criação [ou não] do Ministério da Pequena Empresa.
O ponto positivo das falas recentes do presidente Lula [mesmo em período eleitoral] é o fato de colocar a pequena empresa em debate. Costumo pensar a pequena empresa como um poderoso espaço empreendedor e um firme alicerce para as ambições micro e macroeconômicas dos governos em todas as esferas.
Os números do CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], do Ministério do Trabalho e Emprego não me deixam mentir: dos 266,4 mil novos empregos com carteira assinada criados em março deste ano, 59% foram criados pelas micro e pequenas empresas. Destes, 44,3% devem-se às microempresas com até quatro empregados e 17% às pequenas que possuem de 20 a 99 trabalhadores.
Contudo, uma primeira pergunta básica: será que o que a pequena empresa precisa é mesmo de um ministério só seu?
É bem verdade que um ministério próprio poderia ajudar nos pleitos da pequena empresa, mas de fato não seria a solução dos muitos problemas, pois se assim fosse, as estruturas de saúde e educação com seus ministérios próprios [e com bons orçamentos] não teriam o mar de problemas que de tão velho e viciado não sabe a idade que tem.
Mais do que os expressivos números na geração de empregos, o poder da pequena empresa no Brasil pode [e deve] ser medido/sentido, sobretudo, na superação das reais adversidades da prática empreendedora. E não são poucas, nem fáceis. Vejamos algumas das principais: burocracia e morosidade na abertura e fechamento das empresas, a eterna falta de crédito barato e sem burocracia, uma legislação trabalhista caduca e improdutiva, o estorvo de novas obrigações trabalhistas, guerras fiscais entre estados, falta de ferramentas de planejamento mais específicas, escassez de mão-de-obra qualificada e a sempre perversa estrutura da carga tributária.
Pensando um pouco na relação ministério-solução, e focando nos entraves tributários e trabalhistas da pequena empresa, minha amiga Ana Maria Coelho – uma estudiosa do empreendedorismo de Mogi das Cruzes – resumiu bem a situação no twitter: oferecer um tratamento diferenciado aos que são realmente diferentes é um meio de oferecer igualdade de direitos. E aí vem a segunda pergunta: é necessário criar um ministério para fazer acontecer o que verdadeiramente importa para pequena empresa?
De tudo fica uma lição: criar um ministério parece ser relativamente fácil, mesmo não sendo nada barato para o contribuinte [leia-se também empreendedor] no perigoso círculo vicioso do peso e custo da máquina pública. O difícil parece ser criar as condições necessárias para que a pequena empresa – um dos principais motores da economia brasileira – possa contribuir ainda mais com o real desenvolvimento do Brasil.


*Bruno Bezerra é sócio da B&F Computadores [pequena empresa de informática], diretor de empreendedorismo da CDL Santa Cruz do Capibaribe-PE e autor do livro Caminhos do Desenvolvimento.
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