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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DIREITOS HUMANOS

Incentivar o empresariado brasileiro sobre boas práticas que promovam os direitos humanos no meio corporativo é algo que pode parecer distante do universo da estratégia, mas que não pode ficar de lado quando pensamos nos impactos das empresas e na promoção de sua responsabilidade social, tanto na gestão dos negócios quanto no controle de sua cadeia de valor.
Embora no Brasil, os direitos humanos costumam estar associados à violência contra presos, contra mulheres e crianças; o assunto é uma questão de mercado, e de mercado de trabalho. Enquanto o Estado tem o dever de proteger os direitos humanos de seus cidadãos; a empresa tem o dever de respeitá-los, independentemente da realidade política, tributária e fiscal na qual esteja inserida. Não há justificativa para que as empresas aceitem trabalho escravo ou infantil. Não há razões para não promover a equidade de gênero e raça bem como a admissão de pessoas com deficiência.

domingo, 25 de outubro de 2009

ARRANJO PRODUTIVO

Vivemos, na última semana, momentos importantes para o setor industrial do Alto Tietê. Graças ao empenho do CIESP, FIESP e Prefeitura de Suzano terminou ontem o 2° Encontro das Indústrias de Suzano coroado de pleno sucesso.
Andando pelos corredores do encontro e no bate-papo com os empresários, cheguei à conclusão de que é chegado o momento de falarmos sobre o desenvolvimento do setor de forma mais estruturada. É preciso buscar a convergência das expectativas de desenvolvimento entre os atores do setor; estabelecer parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos no próprio território, e principalmente promover uma integração econômica e social no âmbito regional.
Embora a região apresente uma atividade industrial altamente diversificada, existem segmentos que podem ser tratados como clusters ou arranjos produtivos locais.
Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, com especialização produtiva e com vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com atores como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Seus esforços seguem na busca da promoção da competitividade, atuando de forma complementar às políticas para o desenvolvimento das empresas, regiões e, até mesmo, do país.
Pensem na cadeia do papel e celulose: nossa região produz desde o insumo base da celulose, o eucalipto, que é transformado pelas indústrias, fábricas de embalagens, papelarias, gráficas chegando às transportadoras. Na verdade, chegamos a girar novamente o ciclo se considerarmos os trabalhos dos catadores de papéis e recicladores. Tudo isso no Alto Tietê!
Trabalhar o conceito de cadeia produtiva minimiza a multiplicidade de esforços, otimiza a alocação de recursos, promove o compartilhamento de objetivos e consolida boas práticas de desenvolvimento local voltadas para um setor. Além disso, torna possível a criação de uma identidade que pode ser facilmente reconhecida e que atrai a atenção de investidores e de políticas de incentivo municipais, estaduais e federais.
Você deve estar se perguntando: o que falta então para nossas empresas se organizarem dessa forma?
Inicialmente é preciso identificar o setor e então, mobilizar os atores. A configuração de um APL tem por base a participação efetiva de micro e pequenas empresas; a existência de uma governança estruturada e com ações alinhadas; a importância do segmento para a economia estadual/local; a absorção de mão-de-obra e sua contribuição para a pauta de exportações brasileiras (real ou potencial).
Só o pensamento sistêmico e o fim de vaidades tornam o arranjo possível difundindo informações e aprendizado dos setores e gerando inovação tecnológica.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 24 de outubro de 2009 - Mogi News

sábado, 12 de setembro de 2009

CUSTOMIZAÇÃO

Essa semana dei uma entrevista para o jornal MogiNews cuja pauta veio por e-mail e como o tema pode interessar à você, empreendedor, que busca uma diferenciação no mercado, resolvi compartilhar...

A customização é um nicho de mercado?
Estamos vivenciando um período de escassez de recursos financeiros, competição selvagem, e a diferenciação de produtos e empresas, a seletividade dos alvos é uma estratégia potencial de aumento de competitividade.
O cliente tem sido cada vez mais exigente e por isso, saber que é atendido por algo exclusivo certamente pode ser algo que o satisfaça.

É uma boa opção para aumentar faturamento?
Acredito que a opção pela customização de produtos seja uma opção para empresas estabelecidas já há algum tempo, que já superaram a fase inicial de consolidação do mercado e solucionaram pequenas falhas de gestão. Não é fácil já se lançar no mercado e conquistar um alto nº de clientes prometendo soluções individualizadas, pois a base para a customização é alto conhecimento sobre as necessidades e expectativas da sua já atual base de clientes.
Dessa forma, é preciso que haja uma estrutura mínima que inclui computador e um software básico de banco de dados que modifique a forma de gerenciar os clientes da empresa.

Como o pequeno pode se beneficiar?Com o uso de banco de dados de clientes já é possível, a baixo investimento, escolher para cada um, de forma única e individualizada, a melhor maneira de motivá-lo a comprar mais, oferecendo, precisamente, o produto e o benefício mais adequados às suas necessidades.
As soluções customizadas entre empresas também pode ser um excelente nicho para a micro e pequena empresa, que pode passar a ser fornecedora de produtos customizados para empresas de maior porte, fortalecendo assim sua própria gestão como integrando as cadeias produtivas.
Regiões de muitos países se desenvolveram justamente dessa forma e acredito que seja esse o caminho das pedras para o relacionamento entre as pequenas empresas e os grandes negócios. Customização é uma realidade para empresas dinâmicas, dispostas a investir em tecnologia e usar a criatividade.

Ana Maria Magni Coelho
Em 11 de setembro
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