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sábado, 23 de março de 2013

AMOR SEM COBRANÇA


O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família e existe um imenso mercado voltado para eles, quase como se fossem crianças. Certamente, estamos vivendo uma época de enorme atenção em relação aos animais quando sujeitos, cada mais individualistas, encontram nos bichos excelentes companhias. Houve, de certa forma, uma humanização dos animais.
Não é raro encontrar pessoas cada vez mais satisfeitas com a convivência com seus bichos - e até casais que preferem criar um animal a ter um filho. O amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança e é sempre divertido. Está tão em alta porque é um amor que gratifica e quase não exige. As pessoas percebem mais reciprocidade do que nos relacionamentos convencionais, onde se sentem constantemente cobradas e criticadas. Afinal, não há gatinho que pergunte “por onde você andou até agora?” ou cachorro que reclame do futebol ou da internet até altas horas.

domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES


Eu adoro as datas comerciais como o Dia das Mães, Dia das Crianças ou Dia dos Pais. Pura hipocrisia é tentar manter-se alheio ao seu potencial econômico. Depois do Natal, o Dia das Mães é a data comemorativa mais expressiva em termos de venda e faturamento para o comércio.
Eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuário, calçados, flores, perfumes, produtos cosméticos... Inúmeras são as opções de presentes.
Entretanto, além dos presentes, acredito que nessas datas temos a chance de agradecer!
Não aceito quando ouço que somos lembradas apenas nessas datas. Eu, pelo menos, não sou. A maternidade me dá forças diárias para não fraquejar todos os dias! O sorriso dos meus filhos, o abraço de “boa noite”, a lição de casa compartilhada, o café da manhã, o primeiro amor, as primeiras letras unidas na conquista da leitura...
Ah... Como eu aprendo todos os dias. Aprendo a ser mãe, aprendo a ser mulher, aprendo a ser Ana Maria!
E esse aprendizado me enche de desejo em parabezinar todas as mães. Mães que cuidam, aconselham e fazem de seus filhos pessoas de bem. Mães biológicas, adotivas, solteiras, casadas, madrinhas, madrastas, tias... Mães que são pais. Pais que são mães. Todos aqueles que independentemente de sua classe social, condição financeira, credo ou cor amam incondicionalmente.
Amei (e ainda amo) minha mãe! Com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada.
Minha mãe me mostrou o verdadeiro significado de ter CORAGEM. Doente, nunca reclamou nem se revoltou. Mostrou-me o valor da EDUCAÇÃO. Era professora, educadora e apaixonada. Acompanhava cada lição de casa e comemorou ao meu lado a conquista da melhor universidade.
Ela renovou a minha FÉ. Colocou nas mãos de Deus as soluções e encaminhamentos de nossa vida e na sua partida, Ele me amparou e acolheu.
Ensinou-me a ser ORGULHOSA. Ter orgulho das pequenas vitórias do dia-a-dia e também ter o mesmo orgulho nas derrotas. Afinal, o que importa mesmo são as tentativas e as conquistas que se fazem no caminho.
Ensinou-me, também, a ser VAIDOSA. Não para ser a mais bela, mas simplesmente ser quem sou.
Minha mãe foi dura e malvada. Sim, mães são malvadas, mas são também anjos que nos protegem. Segurando-me pelas mãos, com ela dei meus primeiros passos. Obrigou-me a usar botas ortopédicas para que eu pudesse realizar o sonho de dançar. Deixou-me cair, uma, duas, várias vezes. Até sabendo que eu poderia me machucar, era preciso aprender que a queda dói, mas que também é possível levantar.
Minha mãe me ensinou o que é AMOR. Abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Amor expresso naquele “não” que eu precisava ouvir (hoje eu sei que precisava) e nos abraços, beijos e carinhos de todos os momentos.
Minha mãe foi uma LIÇÃO. Passou seus últimos momentos em minha casa e só nos deixou quando sabia que poderia ir, pois estaria conosco para sempre! SEMPRE!
Por isso, se sua mãe está ao seu lado, abrace-a e diga o quanto a ama. Não existe presente melhor. E isso não é hipocrisia ;-)
Feliz Dia das Mães!

sábado, 25 de dezembro de 2010

PRESENTES DE NATAL



Pessoas são os melhores Presentes

Ceia encerrada, presentes abertos, família espalhada pelo cômodos da casa e você pronto para mais uma etapa: o almoço de Natal.
Será que já teve tempo para pensar no valor de cada produto ou dos momentos vividos até agora? Quais foram seus presentes?
Reconhecer o significado de um presente, de uma palavra ou de um sentimento de acordo com o momento é capital para entender seu valor. Que emoções estão envolvidas no ato de uma compra? Qual é o seu real valor?
Se ganhou um livro, por exemplo, pense no real significado da escolha e na história e sonhos que você mesmo pode viver quando mergulhar em suas páginas. É preciso debruçar-se sobre o contexto para entender verdadeiramente o que cada escolha representa.
A maioria das pessoas, entretanto, não se dispõe a escutar e enxergar o sentimento alheio. Vivem sem sentir, sentem sem se emocionar e cumprem rituais sem estarem realmente presentes. Vivem o Natal sem valorizar seu significado. Abrem os presentes sem se abrir à vida!
Amizade, amor, compreensão e confiança precisam de entrega plena e incondicional. Mesmo que seja feita sob o olhar digital do encontro virtual, é na presença que florescem significados e criam-se os contextos. Elos de cumplicidade que não podem ser efêmeros; que não devem durar apenas até o almoço de Natal.
Presentes que mantenham seu sentido estão intimamente relacionados ao grau de cumplicidade que exista entre você e o outro. Residem no apoio contínuo, sem interferir em suas idéias ou crenças.
Ter cumplicidade é ter respeito. É cultivar o desejo em crescer com alguém e ver o outro crescendo junto, superando desafios em benefício de ambos. É saber ouvir, mesmo que você não concorde, para que o outro possa lhe ouvir também. É dividir o espaço sem romper seus limites. É trocar experiência, sem competir entre quem sabe mais ou menos. É dar-se como presente!
Vale no Natal, no Ano Novo, no amor, na amizade, no sexo, em qualquer tipo de relação e em qualquer ocasião. Antes mesmo de Jesus nascer, o filósofo grego Xenofonte escreveu: “Um bom amigo é o mais precioso de todos os bens. Há homens, contudo, que investem toda a sua energia no cultivo de árvores para colher frutos, e são negligentes com o amigo, o bem que mais frutifica”
Quando você percebe a importância disso, passa a valorizar cada pessoa como um presente e cada momento como uma dádiva. Se os pacotes abertos na noite de Natal não trouxeram exatamente o que você esperava, pense nos presentes que estiveram ao seu lado por todo o tempo. O ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.



Ana Maria Magni Coelho
25 de dezembro de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

E DAÍ QUE ACABA?

Recebi a indicação desse texto e sei que quase todas nós, mulheres, já vivemos questionamentos como esses... 
O texto é de Marcelo Rubens Paiva, publicado no Estadão de 13 de março de 2010, o sempre mês das mulheres.

E daí que acaba? (Marcelo Rubens Paiva)


“Não aguento mais ouvir uma voz feminina afirmar com amargura e rancor que não quer mais se casar. As muitas seguidoras de Paulo Mendes Campos acreditam que, se o amor acaba, para quê começar outro.
São aquelas que se casaram de branco, no dia mais feliz de suas vidas, apaixonadas e entregues, mas que depois enfrentaram a ira de um ciumento, as neuras de um obcecado, as fraquezas de um viciado, se envolveram com famílias alheias intolerantes, conheceram a frigidez na rotina, a traição injusta seguida pelas mentiras incabíveis, e decidiram pôr um fim no sonho de eternizar aquele instante em que tudo parecia fazer sentido, as estrelas estavam próximas, em que nasceram um para o outro e morreriam grudados, na alegria e na doença.
Aquelas que já passaram por um ou dois casamentos e mergulharam no tombo da separação, em que a decepção troca de lugar com o amor, e o futuro vira pó.
Eu não aguento mais replicar: “Se o amor nos enlouquece, imagine a loucura que é ficar sem ele.”
Para aquelas que dizem não acreditar mais no amor, proponho então experimentarem outros e apostarem nesse bilhete só de ida.
Uma noite de prazer acaba. Um banquete acaba. Uma viagem inesquecível acaba. O fim de semana na ilha paradisíaca, um campeonato, o dia, o ano, o gozo, um livro, um disco, um banho de banheira acabam. Não por isso, evitamos outros.
Ah, foi o dia internacional delas, que amamos tanto, que nos deram à luz, intuição, formas alternativas de pensar, mostraram detalhes que passavam despercebidos, exigiram atenção, dedicação, carinho, nos fizeram ser românticos, abafar a vergonha e nos inspiraram música, poesia, até guerras.
Mas sua descrença com os novos tempos e o velho homem nos deixa desesperados, órfãos. Nostradamus previu isso? Está escrito nos céus?
Se vocês não acreditam mais, quem acreditará?
Lembrem-se de Nietzsche, que nos últimos dias numa vila italiana, com o calor na pele, viu alegria no niilismo e esperança no desamparo: “Cada passo mínimo dado no campo do pensamento livre, da vida moldada no seu formato pessoal, foi desde sempre conquistado com martírios espirituais ou corporais.”
Trégua. Que venham os clichês.
Cá está o ombro para o choro da mudança de humor inexplicável e inesperada. Quer que eu apague a luz na enxaqueca? Explico com toda a paciência a regra do impedimento, quem joga contra quem, e o que significa aquele quadro no alto da tela, em que três letras, COR, vencem por 2 X 1 as três letras PAL.
Fique na cama na TPM. Trarei uma bolsa de água quente e o jantar. Sim, vamos comprar sapatos. Eu espero. Levo um livro, enquanto você experimenta a loja.
Adorei a cor do esmalte, o corte do cabelo. Batom vermelho te deixa mais bonita. Não, a calcinha não está marcando. Ah, põe o tubinho preto, se bem que gosto quando você coloca aquele vestidinho colorido. Não, o sutiã não está aparecendo.
Eu ligo para o despachante, faço um rodízio nos pneus, troco a bateria, reconfiguro seu computador, mando lavar o tapete, o forro do sofá, também adoro ele com almofadas indianas em cima.
Cuido de você na velhice, não te trocarei por uma adolescente que cheira a tutti frutti, nem pela secretária vulgar da firma, amarei a sua pele um pouco mais flácida, seus seios naturalmente instáveis, seu corpo maduro, seus joelhos frágeis. E tomaremos vinho tinto todas as noites. Prefere branco? Que celulite?
Porém, a maioria de vocês conhece agora as teclas atalhos, a pressão nos pneus, sabem chamar o seguro, para uma pane elétrica, e que carrinho por trás dá cartão vermelho. Tornam-se independentes.
Pesquisa da Serasa Experian até mostrou que as mulheres são a maioria entre os mais ricos do País – segundo o estudo, cerca de 4,9 milhões de mulheres e 4,7 milhões de homens participam do grupo dos mais prósperos do Brasil, as classes A e B, e que as mulheres “ricas” somam cerca de 1 milhão, e 611 mil mulheres são executivas bem-sucedidas.
Foi uma semana cheia de dados e números sobre elas, vocês. E nós. Último censo do IBGE: o número de divórcios triplicou, enquanto o de casamentos formais, de papel passado, caiu 12%.
O amor se tornou líquido, não é, Zygmunt Bauman? “Se hoje vivemos em redes virtuais, que aproximam e afastam as pessoas, somos capazes de manter laços fortes e relações verticais?”, pergunta.
Eu entendi, deixamos de preservar o passado e começamos a viver um presente perpétuo, a era do hedonismo e consumo desenfreado, vazio difícil de saciar.
Desistimos da sede pelo amor? Não, mulher não é o apêndice do homem, mas a fonte original da vida e a nossa razão de ser. Não nos deixem desamparados. E aprendam com as nossas fraquezas e com todos os erros.
Amar ainda é a única maneira de convivermos com a sua delicadeza e alimentar nossa vocação de proteger e cuidar. Não façam do homem uma noite sem vento, um mundo sem gravidade. Parecemos tolos e infantis, controladores e insensíveis. Mas as amamos tanto…
Acaba mesmo? Comece outro. Antes que a amargura substitua o brilho dos seus olhos. E a pieguice, a rima e as metáforas sejam extintas.”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

AMOR OU AMIZADE


Comecei o mês de julho resgatando inúmeros ídolos da minha adolescência e viajando entre letras de música, poemas e vídeo-clipes, "reencontrei" Cazuza...

Amor ou amizade?!? 

A amizade é uma das coisas mais preciosas da vida e fica melhor ainda quando vira amor.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Quero dizer-lhe que te amo, no começo confundi com carinho mas hoje tenho certeza que é amor.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Você é especial eu te conheço
e sei que é uma pessoa compreensiva e que me entenderá.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Não quero que isso abale a nossa amizade, apenas quero que se complete mais.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Espero ansioso que me procure,porque quero beijá-la e abraçá-la, pois só quando ver-me em seus braços poderei sentir PAZ.


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