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sexta-feira, 2 de julho de 2010

AMOR OU AMIZADE


Comecei o mês de julho resgatando inúmeros ídolos da minha adolescência e viajando entre letras de música, poemas e vídeo-clipes, "reencontrei" Cazuza...

Amor ou amizade?!? 

A amizade é uma das coisas mais preciosas da vida e fica melhor ainda quando vira amor.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Quero dizer-lhe que te amo, no começo confundi com carinho mas hoje tenho certeza que é amor.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Você é especial eu te conheço
e sei que é uma pessoa compreensiva e que me entenderá.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Não quero que isso abale a nossa amizade, apenas quero que se complete mais.
(quero beijá-la e abraçá-la para viver em paz).
Espero ansioso que me procure,porque quero beijá-la e abraçá-la, pois só quando ver-me em seus braços poderei sentir PAZ.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DAS PISCINAS AOS NEGÓCIOS


Na última semana o Brasil parou para assistir o surgimento de um novo ídolo: César Cielo.
Era praticamente impossível deixar de acompanhar o andamento dos jogos mundiais e torcer pelo maior nadador da nossa história.
De forma geral, não me canso de admirar a performance dos atletas. Parecem seres para os quais a lei da gravidade deixou de existir, tal é a velocidade, a leveza e a desenvoltura com que fazem suas evoluções, seja na água, no solo, nas quadras. Para nós, comuns mortais, fica a impressão de que são seres sobre-humanos.
Contudo, não há mistérios por trás de tanta excelência. O que há é um treinamento duro, implacável, onde a busca pela perfeição atinge as raias da extrema obsessão. E a trajetória desses obstinados, para chegar ao ponto onde estão, é marcada por sacrifícios, dedicação espartana e também por uma boa dose de sofrimento e decepções.
César Cielo, por exemplo, concebeu uma série de pequenos gestos e truques: imprime frases motivacionais em folhas que são coladas no quarto, estabelece tempos que quer atingir e os coloca ao alcance da vista, dá tapas no próprio corpo pouco antes de competir...
Será que você, pequeno empresário, já não pensou na mesma coisa? No quanto a administração de uma empresa exige essa dedicação?
Ao tomar a decisão de montar seu próprio negócio, muitos não imaginam a quantidade de obstáculos que ainda precisarão vencer. Não basta ter um CNPJ para se credenciar como empresário. É preciso avaliar o mercado (clientes, concorrentes e fornecedores), implantar controles - estoque, venda, contas a pagar/receber, clientes, custos, fluxo de caixa; escolher funcionários e sempre inovar para desenvolver produtos ou serviços que atendam às necessidades do mercado. Assim como nossos atletas, é buscar superar-se a cada dia e almejar a excelência em cada atividade.
Competindo no dia a dia com os melhores do planeta, passando por provas de resistência mental e física constantes, colocado sob um stress específico. É assim que Cielo tornou-se o que é. Um atleta que se estapeia antes de entrar na piscina, mantém o foco, assume a responsabilidade, ensa somente em superar a si mesmo e tem toda a confiança de um legítimo campeão. Que mesmo vencendo, não se contenta.
Um legítimo atleta empreendedor que deixa a lição que o que importa, seja qual for o seu negócio, é buscar ser sempre o melhor!
Não importa se o seu cliente é novo ou antigo, se a tarefa tem que ser repetida exaustivamente, se o negócio acaba deixando você mais tempo longe de compromissos pessoais, o foco deve estar a sua conquista, em transformar as ações do dia-a-dia em novidade e buscar o que cada atleta deseja também: novos recordes, medalhas e ainda mais prestígio.

“Não há mágica, não. É trabalho duro, dedicação e acreditar no que se está fazendo.” - Cesar Cielo

ANA MARIA MAGNI COELHO
Agosto/2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SEUS ÍDOLOS AINDA SÃO OS MESMOS?


O misto de show e funeral em homenagem a Michael Jackson, que foi acompanhado por milhões de pessoas na última terça feira, aponta para um mundo em que a necessidade de ídolos humanos aumenta a cada geração. As pessoas buscam referências, modelos que sirvam como parâmetros para seus comportamentos ou que justifiquem seu próprio modo de ser. Mesmo que tais parâmetros não sejam os melhores no que diz respeito à qualidade de vida, fortalecimento dos laços familiares ou espiritualidade.
Não desejo polemizar sobre a contribuição de Michael para o cenário musical, mas sim refletir sobre quando, realmente, nossos ídolos começam a morrer. Quando você começa a se perguntar se ele realmente merece toda a devoção ou passa a duvidar da possibilidade de que ele seja tão perfeito, pronto! É aí que ele começa a morrer.
Alguns irão atrás de novos ícones, novas pessoas que fundamentem seus sonhos e aspirações, e para os quais devotarão boa parte de seu tempo, recursos e capacidade intelectual.
Tenho buscado me lembrar de alguém que admirava na infância e continuo admirando até hoje, mas percebi que não sou uma pessoa de ter ídolos. Entretanto, reconheço minha capacidade de aprender e trazer pra minha vida características de pessoas que admiro: minha mãe, meu avô, alguns professores e alguns líderes dos vários papéis que já desempenhei. Sempre tive muito respeito pelas pessoas capazes de me ensinar e que me ajudassem a descobrir o melhor pra mim. Pessoas que trazem coisas boas pra nossas vidas deveriam ser os nossos verdadeiros ídolos!
Por isso, prefiro líderes à ídolos. Uma liderança carismática, capaz de influenciar por sua empatia e de realizar conexões entre si e seus liderados sem manipulação. O líder é perene, prioriza as pessoas, inova, inspira confiança e desenvolve. Já o ídolo prioriza seus próprios sistemas, é inconstante, controla, mantêm suas estruturas e se fundamenta em imagens poucas vezes reais sobre si e o sobre o mundo. Líderes estão para servir, enquanto ídolos querem ser servidos.
Por vezes, o ídolo é apresentado ao público como alguém que tem um dom individual: tudo decorre de um mérito e de uma competência que lhes são únicos, como se uma disposição genética permitisse que apenas as pessoas dotadas de um atributo especial pudessem marcar suas gerações.
Eu aprendi com pessoas comuns, líderes pessoais e empresariais, a sempre valorizar meus colegas, buscar falar na hora certa, escutar mais do que falar, ser honesto e nunca ser desleal, ter objetivos, não lamentar as derrotas e ser esforçado e alegre. São legados assim que devemos procurar e não sonhos passageiros, transitórios e efêmeros.
Pergunto então: a quem você vem seguindo, ídolos ou líderes?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Julho/2009
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