sábado, 12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas não consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

LIDERANÇA TRANSFORMADORA


Quais os maiores desafios da gestão e liderança nos próximos anos? As empresas têm preparado seus líderes do futuro? Quais as competências essenciais ao novo perfil de liderança?
Perguntas como essas revelam importantes dilemas que o tema da liderança provoca e as respostas só podem ser encontradas no exercício das relações com as pessoas, desde os nossos pais, professores, chefes e subordinados.
Para que você seja um bom líder é preciso antes de tudo gostar de pessoas. Gostar de ouvir, de ajudar, de desenvolver pessoas diferentes de você. Quando você se dedica a desenvolver pessoas, contribui para o aumento de suas competências, levando-as a uma maior autonomia ao mesmo tempo em que cria um ambiente motivador, com pessoas com melhor auto-estima e maior capacidade de realização, afinal sentem-se responsáveis pelo escopo das tarefas que lhe são destinadas.
Além disso, líderes são os grandes responsáveis pelo atingimento das metas de uma empresa. Tenha uma crença sólida de onde pretende chegar e oriente sua equipe pelo melhor caminho. Acompanhe as metas sistematicamente, tome medidas corretivas ou até mude o rumo das suas decisões, mas mantenha o alinhamento com o seu time.
Seja otimista! Ninguém segue pessoas pessimistas. Não estou querendo dizer que você deva ser um tolo e acreditar em um “mundo cor-de-rosa” que certamente não existe, mas ao se deparar com um problema, assuma a postura de solucionador e não lamente. Problemas são desafios à sua criatividade!
Tenha coragem e saiba os melhores momentos para utilizá-la. Toda decisão está repleta de riscos e muitas vezes o medo acaba paralisando você no momento em que sua equipe mais precisa de uma direção. Lembre-se que a coragem não é a ausência do medo, mas sim a habilidade de confrontá-lo. Para se sentir mais seguro, prepare-se incansavelmente.
Líderes nunca estão totalmente prontos e necessitam treinar, praticar e se desenvolver cada vez mais. Só assim você estará pronto a desenvolver os outros. Numa importante decisão comercial que você necessite tomar, simule as variáveis, treine as melhores opções e avalie os riscos e o medo. Se o seu medo se confirmar, desista ou parta para superá-lo.
Se optar em superá-lo, trabalhe sempre em equipe. Quando você chega a uma posição de liderança é muito fácil (e perigoso) que se torne egoísta. A sensação de ser importante pode te levar à individualidade, mas nunca se esqueça que sua equipe é o seu suporte e deve participar das decisões que auxiliarão a todos a chegar aos objetivos da sua empresa. Por isso, componha uma equipe com competências diferentes e complementares para que o todo supere a soma das partes.
E por fim, comunique-se com o coração, a alma e a crença de que todos têm em si mesmo todas as possibilidades para que atinjam o sucesso. Você é apenas um facilitador.

Coluna publicada no Diario Empresarial
04 de dezembro de 2009

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