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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GESTÃO ESTRATÉGICA PARA A SUSTENTABILIDADE


O que a Vale do Rio Doce, a PROMON, a Caixa Economica Federal e a sua pequena empresa podem ter em comum?!?
Muito simples: a certeza de que nenhuma empresa é uma organização isolada e que os aspectos da responsabilidade social empresarial e da sustentabilidade necessitam ser urgentemente incorporados em suas estratégias de negócio.
Várias vezes já escrevi no Lounge Empreendedor sobre a construção de uma nova economia  (olha só o link para alguns destes posts). Pequenos negócios podem (e devem) gerar lucro, mas também podem contribuir para um mundo mais verde, includente e responsável. A vivência genuína daquilo que chamamos de "desenvolvimento sustentável" requer uma nova cultura que inclua a ética no centro das relações e a incorporação das práticas de sustentabilidade na gestão dos negócios.
Pode parecer complicado, mas não é.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DE LONGE TAMBÉM SE APRENDE


Imagine melhorar a gestão da sua empresa em um curso sem sala de aula, sem horário de entrada ou conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E melhor: você estuda onde e na hora em que quiser. Sonho? É a mais pura realidade, basta ter um computador e acesso à internet.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
03 de junho de 2010

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TENHO MESMO QUE APRENDER ISSO?


Adoro fazer palestra em faculdade e me relacionar com o olhar de esperança da atual juventude “perdidinha da silva”, sentada nas tradicionais salas de aula e certas que ao saírem dali irão se deparar com concorrentes tão ou mais preparados e que por isso, eles deverão ser os melhores, afinal ninguém está saindo do mercado para dar lugar aos que estão chegando.
Ao mesmo tempo, fico assustada com a enxurrada de novas faculdades e cursos que vejo se constituindo todos os anos fundamentados sob as tradicionais perspectivas onde professores fingem que ensinam enquanto alunos fingem que aprendem.
Acredito que o aprendiz sério não busca respostas certas e prontas do professor. Ele formula as questões e empreende uma árdua caminhada na busca das respostas, lado a lado com o professor.
Nesse contexto, a sala de aula torna-se um ambiente de parceria.
Ao invés de os alunos se perguntarem "Por que eu tenho que aprender isso?", todos juntos passam a entender a importância de determinados conteúdos e experiências. Antes de ler “A Moreninha”, talvez leiam “O Monge e o Executivo”, pois é o tema que faz sentido no contexto de desenvolvimento do aprendiz.
É claro que as fases precisam ser respeitadas. Quando se ensina uma criança sobre meio ambiente, sobre cidadania, sobre a história do seu país e do mundo, sobre as lendas, mitos e cultura de seu país, ensinamos a ela o que é ser humano.
Nós nos educamos para aprender a ser gente, certo?!?
E para ser gente precisamos ir além do currículo tradicional, precisamos entender a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior) e da criação de um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
Além disso, defendo o resgate daquelas matérias que pareciam "inúteis" como, por exemplo, educação moral e cívica, sociologia, direito constitucional, macroeconomia, filosofia, etc.
Afinal, a educação é mais do uma fornecedora de mão de obra qualificada para as empresas, é também catalisadora da formação de pessoas capazes de extrair o melhor de si em prol da sociedade.
Se você parar para pensar tenderá a concordar comigo que quanto mais a sociedade avançar, menos mão de obra será necessária para mantê-la? Vivemos isso pós revolução industrial e hoje, com o advento do empreendedorismo, sabemos que não haverá o tradicional emprego de carteira assinada para todos.
Acredito que as empresas, sejam elas de qualquer porte, serão as enzimas dessa transformação. Escolas como o SENAC e SENAI têm buscado ouvir as empresas para entender sua real necessidade antes de oferecer um curso em sua grade tradicional. Existe um desperdício enorme de material humano nesse país porque as escolas estão desconectadas das empresas que por sua vez também estão desconectadas do resto. É preciso pensar num processo de formação sólido, com conhecimento alinhado à tecnologia e empreendedorismo.
E é importante que se diga: capacitação é diferente de educação. Não podemos levar para as universidades apenas o conceito de capacitação.
Quero filhos que entendam seu papel como cidadãos, quero seres humanos que saibam questionar o mundo, que se sintam confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho para isso é não ter nenhum caminho, e sim bom conhecimento, habilidades e atitudes corretas que gerem resultados positivos para si e a sociedade em que se relacionam.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em o5 de setembro de 2009
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