Os presidenciáveis deixaram de lado a polêmica do aborto para investir em outro ponto de discórdia. Enquanto incitam a violência e o acirramento de ânimos na reta final do processo eleitoral, cabe ao eleitor escolher seu candidato por exclusão.
Você prefere bolinhas de papel ou bexigas de água? Será que esse é o Brasil do futuro que ouvíamos desde criança? Um futuro construído sobre as promessas de manutenção do passado?
Se os candidatos debatessem realmente o futuro ou pautas claras sobre educação, segurança e meio-ambiente não haveria ataques, mas uma visão de desenvolvimento com soluções em prol do bem-comum de nosso país. O eleitor poderia escolher por identificação.
Entretanto, o que vemos desde o anúncio do resultado do primeiro turno é uma sucessão de disparates. A agressão foi a tônica de toda campanha nessa fase, e por isso, não me surpreende que ela se expresse fisicamente aos candidatos nesse momento.
Desde criança, ouço meus avós me dizerem que a vida é o espelho das ações que realizamos.
É hora de olharmos ao redor e aprendermos a lição: de todas as escolhas que fizermos, receberemos de volta as suas conseqüências. E, geralmente, em dobro!
O mundo reflete aquilo e quem você é. Se você não está feliz com o que está acontecendo ao seu redor, o tipo de pessoa que você atrai ou as oportunidades que se apresentam, pare de tentar mudar o mundo. Mude suas próprias ações e pensamentos!
Busque entender onde está seu foco. Para a maioria das pessoas, o foco está no mundo exterior. Entretanto, direcionar a responsabilidade pelos resultados de sua vida apenas ao mundo exterior pode levá-lo à infelicidade e uma busca contínua de um estado indescritível e indefinível de seu próprio ser.
O mundo é o espelho de suas atitudes, crenças e pensamentos. A chave para moldar e mudar a sua situação é focalizar a mudança em si mesmo.
Por isso, olhe para dentro. Defina aquilo que é aceitável ou não para você. Determine por quanto tempo você está disposto a receber “bolinhas de papel na sua cabeça”.
Seus pensamentos e crenças trouxeram você até aqui, mas suas escolhas atuais construirão o seu futuro. Culpar os outros e as circunstâncias significa que você não está assumindo a responsabilidade e propriedade de e para si mesmo.
Pare de tentar mudar o espelho. Negar sua responsabilidade sobre seus próprios resultados faz de você uma vítima do mundo e de suas circunstâncias. Cada faceta de sua experiência de vida é uma resposta para a essência de quem você é.
Você pode até se assustar com essa idéia quando se depara com ela pela primeira vez, mas não há como não se render.
De tudo o que acontece, sempre há um terço de responsabilidade que é exclusivamente sua! Não adianta culpar apenas o ambiente ou os outros.
Como disse Mahatma Gandhi: "devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo". Espero que nossos candidatos pensem nisso durante a próxima semana e que os eleitores, mesmo com dificuldade, possam fazer a melhor escolha.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
23 de outubro de 2010

