quinta-feira, 10 de junho de 2010

PARA ONDE VAI A SUA VAQUINHA?


Hoje no Diário do Alto Tietê, recebi uma deliciosa e reflexiva homenagem da minha amiga Marilei Schiavi que compartilho com vocês:

O Meu Bom Dia Especial de Hoje vai para a querida amiga Ana Maria Magni Coelho. Ela é a competente gerente regional do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) na região do Alto Tietê. Além de grande profissional, a Ana é a mãe exemplar do Marcelo e do Luca, além de esposa do Jorge. Às terças-feiras, a Ana empresta o seu talento de mulher-mídia e participa das "Meninas da Marilei" no Radar Noticioso. Há mais de dois anos, ela me enviou uma mensagem que é uma parábola que eu vou dividir com você agora...

Não espere que alguém jogue sua vaca no precipício. Atire-a antes!

Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou ensinar. Quando cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou:
- O senhor tem razão. Veja este lugar. Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis.
- Eu disse aprender e ensinar - retrucou o mestre. Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal, três filhos, todos com as roupas sujas e rasgadas.
- O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas. Como sobrevivem aqui? - perguntou.
- Temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo.
O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi. No meio do caminho, disse ao discípulo que pegasse a vaquinha daquele homem e jogásse-a ao precipício.
- Mas ela é a única forma de sustento da família! - espantou-se o discípulo. O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedira o mestre, e a vaca morreu na queda. Muitos anos depois, já um empresário bem-sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente. Mas para a sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. E ficou ainda mais assustado quando soube que a família continuava dona do sítio.
Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Estava ansioso demias para saber como o homem conseguira ficar tão bem de vida.
- Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu. Então, para sustentar minha família, tive de plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive de replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa dos meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!".
Atirar a vaca pode ser mudar de emprego, de ramo de negócio, buscar novas oportunidades, fechar um negócio, enfim, mudar. faça algo diferente para descobrir suas reais potencialidades. Mesmo que sua vaca seja bonitinha, talvez esteja na hora de atirá-la!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PEDIDO DE DEMISSÃO


Venho através desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de 8 anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas. Quero acreditar que tudo é possível e que as complexidades da vida passem despercebidas por mim.
Quero ficar encantado, com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e da necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe!
Não quero mais, ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus às pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida! Quero ter a certeza de que DEUS está no céu, e de que por isso tudo está direitinho neste mundo...
Quero viajar ao redor do mundo, num barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e, ficar com a cara toda lambuzada.
Quero achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida!
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou, quando a jabuticabeira ficar pretinha...
Quero poder passar as tardes de verão numa bela praia construindo castelos na areia e dividindo-os com meus amigos...
Quero que as maiores competições que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude, ou uma pelada...
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce...” e a “Ave Maria...” e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se era feliz simplesmente porque se vivia na bendita ignorância da existência de coisas que podiam nos preocupar ou aborrecer.
Quero poder acreditar no poder dos sorrisos, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Por isso, a partir de hoje, eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...
E no pega-pega, o pegador está com você!!!
E para sair do pegador só tem um jeito: Demita-se, você também dessa sua vida chata de adulto!

Não tenha medo se ser feliz!

Texto de Maria Clara Isoldi White

EMPRESAS APAIXONADAS


Ter paixão por algo é ter um gosto e uma conexão muito forte com o objeto apaixonado. Paixão é convicção, é uma energia altamente concentrada. Sem paixão não existe força suficiente para grandes movimentos nem na vida pessoal nem na vida profissional.
Quando trabalhamos com paixão, trabalhamos com dedicação, com mais qualidade, com mais amor. E isso torna o resultado desse trabalho grandioso. A paixão nos faz ir além do que geralmente vamos ou do que pensamos que podemos ir. Traz um brilho diferente ao olhar e emoção para os pequenos gestos e ações.
Imagine, então, uma empresa em que a totalidade dos seus funcionários trabalha com paixão e dedicação. Imagine os resultados que ela alcançará!
Se concordarem que sem paixão, as empresas normalmente terão resultados medíocres, a grande questão fica sendo como podemos criar uma empresa ''apaixonada''? Como fazer nossos colaboradores se apaixonarem pela causa do nosso negócio?
Jack Welch costuma dizer que profissionais motivados e bem recompensados fazem a diferença dentro de uma corporação de sucesso e que a seleção de grandes profissionais para a sua companhia vem antes, em importância, do que o planejamento estratégico. O segredo, segundo ele, é saber recompensar tanto a alma quanto o coração do funcionário.
As pessoas precisam vislumbrar um projeto de vida dentro da empresa. Só assim, podem integrar a busca de um objetivo comum para a defesa da causa da organização.
Simples, mas nada fácil. Mirar na causa certa é a primeira questão. O que o leva ao sucesso não é fazer certas todas coisas e sim fazer as coisas certas. Sutil, não? Comece descobrindo quais são as COISAS CERTAS para sua empresa e sua equipe.
E não esquece que para deixar alguém apaixonado por você, é preciso que você apaixone-se primeiro. Olhe-se no espelho: você está apaixonado pela causa do seu negócio? Se esse sentimento não for intenso dentro do seu coração será difícil despertar a paixão no seu time. Ao sentir o seu coração vibrando, coloque sua paixão pra fora. Transfira-a. Comemore pequenos feitos, corrija os desvios necessários. O andamento dos pequenos sucessos e a forma como trabalhamos os pequenos fracassos, antecipam o resultado da grande vitória.
Não resignar-se, ter o talento de agir, reagir e, principalmente a capacidade de ser uma pessoa apaixonada fará toda a diferença na gestão da sua empresa e também na sua vida!
Feliz Dia dos Namorados!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto adaptado para O Diário Empresarial de 11/06/2010
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