domingo, 20 de dezembro de 2009

ESTOQUE OU ENCALHE?

Faltam poucos dias para a visita do Papai Noel em 2009. Empresários do comércio vão vivendo os últimos dias do consumismo e a época mais lucrativa para suas empresas.
Após um ano que iniciou com muitas incertezas em função da extensão das conseqüências da crise econômica, finalizamos dezembro projetando uma tendência positiva para os pequenos negócios. O consumo cresceu, o crédito voltou, emprego e renda foram mantidos... Com isso a palavra do momento é otimismo! O próximo Natal tem tudo para ser excelente e as vendas devem crescer em torno de 5%.
Mas o que fazer com o que sobrar no seu estoque?!?
É muito difícil terminar as festas com o estoque zerado, principalmente se você investiu em um bom mix de produtos. A solução clássica nesse momento são os tradicionais “saldões de Natal”, mas antes de queimar todo o seu estoque, faça um bom planejamento.
Vale mais à pena, iniciar a promoção com os produtos de época como as luzes de decoração ou os panetones. Caso seu produto seja mais perene, abasteça sua loja para o ínicio do ano com o estoque e então, liquide o excesso. E se você possuir mais de um ponto comercial, redimensione as sobras em todas as lojas para que os clientes encontrem o mix em todos os lugares.
Lembre-se ainda que para a promoção ser real aos olhos do cliente, ela deve ter começo e fim. Não adianta colocar uma placa na sua loja com a chamada de “SÓ AMANHÔ se você pretende seguir com a liquidação durante uma semana. Essa estratégia prejudica sua imagem e descaracteriza o período. E se quiser ser um pouco mais agressivo em comunicação, planeje a liquidação para o início do ano e aproveite os veículos de comunicação local para uma abrangência maior de mídias, com jornal, TV e rádio se o estoque valer à pena.
Uma ação de queima de estoque bem planejada além de gerar um bom faturamento pode ainda atrair a atenção de novos consumidores e movimentar sua loja. Não se esqueça de cadastrar esses novos clientes, pois à partir de um bom atendimento e de boas condições poderão se tornar fiéis ao seu estabelecimento.
Como em todos os momentos da vida empreendedora, faça um bom planejamento e aposte! Reduza sua margem de lucro do encalhe e vá à luta. Lembre-se que o produto mais caro para o lojista é aquele que não vende e ficar com o estoque parado por muito tempo é prejuízo na certa. Se conseguir um lucro mínimo, já enxergue como um bom negócio.
E não se esqueça de uma última alternativa, principalmente para os produtos que tenham vencimento em um curto espaço de tempo, doe o que não for vendido. Existem certos produtos que não podem ficar em estoque e que não merecem ser perdidos. Melhor do que o prejuízo é a sensação de fazer o bem.
Um Feliz Natal Empreendedor à vocês, boas vendas e que 2010 chegue repleto de boas oportunidades!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado na página Opinião - MogiNews
19 de dezembro de 2009

APROVEITE A CONCORRÊNCIA

Concorrência pode ser definida, de forma ampla, como todas as empresas formais e informais que atendem às mesmas necessidades do mesmo público do seu empreendimento. Simples assim!
Já necessidade é um conceito que vai além de um produto ou serviço, pois envolve também os desejos idealizados, e muitas vezes não verbalizados, pelos seus clientes ou substitutos para as aspirações que a princípio só seu produto era capaz de atender.
Uma empresa pode fabricar ou vender produtos muito parecidos com os seus e não ser um concorrente direto. Basta que ela posicione seus produtos para um público-alvo de outra faixa etária ou renda, por exemplo. Por outro lado, mesmo produtos e serviços muito distintos podem ser concorrentes, desde que atendam a mesma necessidade, como restaurantes, padarias e carrinhos de cachorro quente, todos oferecem opções diferentes de refeições para muitas situações e clientes.
Se você tem dificuldades em entender quem, então, são os seus concorrentes, tente identificar e analisar principalmente os pontos que têm em comum, sejam fortes ou fracos, com relação aos produtos que vocês oferecem (qualidade, desempenho, embalagem), ao ponto comercial (localização, estacionamento e vitrines), ao preço e formas de pagamento disponibilizados aos clientes, a estratégia de divulgação, credibilidade e equipe. Lembre-se que aspectos muitas vezes intangíveis fazem toda a diferença aos olhos do cliente.
Sigam o exemplo de um grande empreendedor e idealizador do sonho de voar TAM, Comandante Rolim que dizia: “Ainda bem que existem os concorrentes, assim eu posso ser muito melhor amanhã.” Essa é a melhor forma de aproveitar a concorrência: aprendendo com ela!
E depois de conhecer muito bem cada um de seus concorrentes, pense que você pode se juntar a eles, por mais estranho que possa parecer.
No SEBRAE-SP temos vivido essa experiência, principalmente na concepção de centrais de negócios, pois com um volume de compra maior, cada pequeno empresário aumenta consideravelmente seu poder de barganha, tanto no preço quanto no prazo de pagamento.
Vale lembrar que para aproveitar efetivamente a concorrência, você deve construir uma visão coletiva e lutar por uma mudança cultural que valorize a democracia, a diversidade, a integração, a transparência e principalmente, a cooperação.
O maior problema de uma pequena empresa não é ser pequena, mas sim estar sozinha!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
18 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

O mundo digital está repleto de comunidades para os mais diversos fins – troca de informações, diversão, propaganda política e por que não, para a realização de negócios.
Trata-se de um mundo absolutamente novo para muitas pequenas empresas, mas também um mundo muito atraente para a conexão com clientes que provavelmente você não conheceria se não fosse pela web.
A diversidade de plataformas disponíveis para relacionamento: twitter, facebook, linkedin ou orkut mostra a rapidez com que sua prática vem sendo apropriada. Você não conhece nenhuma dessas redes? Então, precisa urgentemente conversar com seus filhos, sobrinhos e principalmente, com seus clientes.
Com milhares de usuários, as redes sociais estão se convertendo em um grande motor de arranque para empresas que desejam acessar rapidamente consumidores com interesse em adquirir seus produtos ou simplesmente para conhecer o que o cliente espera e como quer comprar.
Usadas a princípio para o lazer, hoje elas servem de interface para conversas entre empresários e fornecedores, parceiros ou clientes e justamente por isso, foram reconhecidas como um grande e eficaz instrumento de comunicação. Imaginem que segundo um estudo da Nielsen - 66,8% dos internautas no mundo passam seu tempo na internet em redes sociais contra 65,1% que ficam à frente do e-mail.
Mas para trocar o e-mail e passar a aproveitar o potencial das redes, é necessário entender uma importante lição: esse é um canal de mão-dupla onde você irá “falar”, mas deve estar disposto também a “ouvir”. Se tratar o cliente virtual com descaso, passará a impressão de uma empresa desorganizada e desinteressada.
O fundamento principal das redes sociais é o relacionamento! Por isso, não utilize-a apenas para fazer propaganda. O empresário que decidir entrar nesse mundo tem que estar disposto a interagir e a criar sua imagem virtual que depois de construída, se não for devidamente cuidada, pode prejudicar também a imagem real e física da sua empresa.
Por isso, é preciso cautela e treinamento para fazer bom uso dessas ferramentas, alinhando expectativas e usando linguagem apropriada.
Quando estiver na rede, torne-se efetivamente relevante! Pequenas e grandes empresas têm o mesmo tamanho nas redes sociais. Vence quem tiver a melhor idéia, quem aparecer com o melhor conselho, quem se mostrar genuinamente interessado nas pessoas. Você não precisa ser grande, basta ser relevante. Tenha conteúdo, divulgue idéias e opiniões e ofereça qualidade. Dessa forma, as pessoas procurarão saber mais sobre o seu negócio e você, além de um porta-cartão lotado, terá também seguidores dispostos a saber mais sobre suas propostas.
Conecte-se e boa sorte!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado na página Opinião - MogiNews
12 de dezembro de 2009
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